{"title":"O Feitio do Santo Daime no Centro Ayahuasqueiro Flor de Jasmim: Uma Narrativa Fotoetnográfica","authors":"W. Lira","doi":"10.51359/2526-3781.2020.245007","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2020.245007","url":null,"abstract":"SinopseO presente ensaio busca descrever – a partir de fotografias obtidas durante pesquisas de campo[1] - o ritual de produção do chá do Santo Daime no Terreiro do Centro Ayahuasqueiro Flor de Jasmim (CAFJ); irmandade religiosa situada em Japaratinga (AL) e norteada pela “Linha da Umbandaime”. O grupo é liderado pela Mãe de Santo Janaína que, junto com seus adeptos, reflorestaram a mata local, cultivaram os jardins - e as “plantas sagradas”- e erguerem a capelinha do Terreiro no ano de 2007.Desenvolvem “Trabalhos de Feitio” - voltados à produção do chá - nos meses dos Santos e Orixás: Iemanjá (Fevereiro), Ogum (Abril), São Miguel Arcanjo (Setembro) e Iansã (Dezembro). O produto do cerimonial – aproximadamente de dois a três litros do Daime – é ofertado às entidades através do “sacrifício vegetal” dos cipós Jagube (Banisteriopsis caapi) e das folhas da Rainha (Psychotria viridis).Antes do preparo, as plantas são cautelosamente extraídas da mata, representando momento de concentração e respeito. Nesta perspectiva, cipós e folhas são coletados, pensando-se na sua “retirada consciente”. Os participantes revezam-se para cumprir com as atividades indispensáveis, a exemplo da maceração dos Jagubes, do tratamento das folhas da Rainha e do cozimento das panelas nas fogueiras do Terreiro.Panelas que ficam por três dias em cozimento até a obtenção do Daime concentrado e apurado, assim concebido como um “ouro de chá”, pois conserva as energias dos Santos e dos Orixás homenageados nos Feitios. Quando as panelas esfriam, o sacramento é estocado em garrafas de vidro para ser servido em outras cerimônias do Centro.Palavras-Chave: Rituais, Feitio, Santo Daime.[1] Pesquisas etnográficas foram realizadas no território durante 09 meses - dentre os anos de 2013 e 2014 – com objetivos de descrição e interpretação dos fenômenos institucionais, simbólicos e terapêuticos imanentes às práticas religiosas do Terreiro. Outras informações contam em: Lira (2016), Lira e Medeiros (2017), Lira e Ferreira (2018).The Santo Daime Feitio in the Centro Ayahuasqueiro Flor de Jasmim: A Photoetnographic Narrative.SynopsisThe essay seeks to describe - through photographs obtained during field researches - the ritual of making Santo Daime tea in Terreiro of the Centro Ayahuasqueiro Flor de Jasmim (CAFJ); a religious brotherhood located in Japaratinga (AL) and guided by the “Umbandaime Espiritual Line”. The group is led by Janaína and her followers, who reforested the local woods, cultivated gardens - and “sacred plants” - and built the little church of Terreiro in 2007.So, they develop Feitio rituals in the months destined to the Saints and Orixás: Iemanjá (February), Ogum (April), St. Michael Archangel (September) and Iansã (December). The product of the ceremonial - approximately two or three liters of Santo Daime- is offered to entities through “vegetable sacrifice” of Jagube vines (Banisteriopsis caapi) and Queen´s leaves (Psychotria viridis).Before decoction, the plants are caref","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"12 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-08-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115210986","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Os movimentos artísticos independentes que podem transformar a sociedade brasileira","authors":"Marcos Souza Matias","doi":"10.51359/2526-3781.2020.244581","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2020.244581","url":null,"abstract":"OS MOVIMENTOS ARTÍSTICOS QUE PODEM TRANSFORMAR A SOCIEDADE BRASILEIRAO presente trabalho aqui apresentado tem como objetivo apresentar as diversidades culturais existentes na sociedade muitas vezes não difusas. Muitas vezes os movimentos artísticos independentes transformam a sociedade de forma direta ou indireta. Os movimentos culturais independentes surgem na sociedade por ela mesma como uma consequência da falta de arte oferecida pelo estado, além de significar a expressão de uma população que tem a voz sufocada por maiores forças. As fotos que serão apresentadas a seguir teve o intuito de registrar momentos importantes para os grupos sociais em questão. A fotografia que significa ‘’escrita da luz’’ capta e repassa o tempo e o espaço paralisado por uma maquina tecnológica. Como fotógrafo documental e graduado em história, vi a trama política e social que estão incluídas nas diversas maneiras de se expressar artisticamente em grupo, especificamente por grupos marginalizados.Os movimentos artísticos independentes são aqueles que ocorrem sem iniciativa do estado – tão menos há ligação entre o povo e governo para a realização das atividades. Batalhas de rimas, recitais de poesias, shows abertos e teatro de rua são exemplos desses movimentos. A ideia principal é fomentar a arte e oferecer entretenimento à população, seja porque não há oferta de arte à sociedade ou porque a arte oferecida a esta não é libertadora. A arte tem de libertar e não aprisionar, tem que se posicionar perante à politica e à realidade social existente nas cidades. Os diversos governos ao longo da história utilizaram a arte como ferramenta de libertação ou repressão, da Grécia à Alemanha Nazista, do Império Romano aos dias de hoje – uns libertaram para a vida, outros deram circo para reprimir e outros caçavam artistas. O motivo é simples e coeso, a arte pode politizar e os donos do poder sabem disso. Porém, a população também é detentora deste conhecimento. Oferecer arte e cultura para populações marginalizadas que antes não tinham acesso à educação de forma prazerosa agora passa a ter. Letras de músicas, poesias sobre a vida e sociedade, teatro criticando a realidade, tende a transformar a sociedade. O papel da fotografia se torna essencial: captar a transformação ao longo dos diferentes momentos para registrar e ter as provas de que os movimentos aglomeram pessoas, as deixam felizes e fazem elas pensar.PALAVRAS-CHAVE: CULTURA. ARTE. SOCIEDADE. JUVENTUDE. TRANSFORMAÇÃO THE MOVEMENT ARTISTIC INDEPENDT THAT CAN TRANSFORM THE BRAZILIAN SOCIETYThe present work presented here aims to present the cultural diversities existing in society that are often non-diffuse. Independent artistic movements often transform society directly or indirectly. Independent cultural movements emerge in society by itself as a consequence of the lack of art offered by the state, besides signifying the expression of a population that has a voice suffocated by greater forces. The photos that will be presen","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"36 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-08-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115771443","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Caribé: bebida que dá sustança ao corpo e alma cabocla","authors":"De Nazaré Brito Picanço","doi":"10.51359/2526-3781.2020.245810","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2020.245810","url":null,"abstract":"Considero que a cozinha não se reduz apenas a um lugar de produção de alimentos, mas em espaço de discussão e elaboração de sociabilidades, emoções e identidades. É nesse contexto que situo a cozinha regional cabocla como expressão da mestiçagem que é própria da sociedade brasileira, em particular no contexto amazônico e paraense. Assim, penso na cozinha regional cabocla como a paisagem que descreve e fala sobre as idiossincrasias materiais e simbólicas que compõem os territórios brasileiros amazônico e paraense, e que resulta de um conjunto de saberes, fazeres e sabores que derivam ora da pesca artesanal, ora da agricultura familiar e ora das frutas e raízes silvestres da Amazônia. Diz respeito então, a um jeito singular de coletar, produzir, preparar, comer e viver, que é próprio dos homens e das mulheres que habitam no meio rural e nas cidades do estado do Pará.Portanto, é no contexto dessa cozinha regional cabocla que situo o caribé, que é um alimento líquido, cujo ingrediente primeiro é a farinha de mandioca.Assim, o caribé constitui-se em um recurso alimentar historicamente inventado pelos caboclos da Amazônia paraense que atribuem ao alimento carga curativa, sendo capaz então, de fortificar, sustentar e restabelecer aqueles sujeitos que por ventura tenham sido acometidos por alguma enfermidade. Convém aqui registrar, que apesar da importância desse alimento para o povo caboclo, não há registros escritos sobre os modos de fazê-lo, sua receita habita apenas nas memórias das caboclas e dos caboclos. Assim, o saber fazer o caribé é oralmente ensinado e aprendido de geração a geração.Então, de acordo com os relatos de dona Maria Olinda (que é nativa da comunidade de Araí, situada no meio rural de Augusto Corrêa, e vive há 30 anos em Ananindeua, na região Metropolitana de Belém) a feitura do caribé se processa da seguinte maneira: coloca-se aproximadamente 300ml de água em uma panela ao fogo e, enquanto a água ferve, sobre uma peneira ou um crivo se côa aproximadamente 100g de farinha. O cuí da farinha, ou seja, a farinha de mandioca, fina e peneirada, deve ser colocada de molho por 10 minutos, depois disso a água precisa ser retirada e, mais ou menos, 10 minutos depois o cuí deve ser diluído na água em fervura, de modo que a bebida, ou melhor, o mingau fique o mais aguado possível. Depois disso, em cinco minutos de fervura o caribé estará pronto e deve ser consumido imediatamente, ainda quente.Dito isso, importa saber que na atualidade, particularmente, no contexto das cidades paraenses, o caribé tem se reinventado, quando a ele têm sido agregados outros ingredientes, tais como: alho, sal, margarina ou manteiga, a gosto de quem o faz. Por fim, conforme se pode observar, as imagens deste ensaio etnofotográfico “falam” e “contam” sobre os modos de saber fazer o caribé. A feitura aqui mostrada contou com as habilidades de Daniely Pereira, mediante orientações de dona Maria Olinda, conforme mostrado nas imagens que seguem.","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"74 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-08-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127280831","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Morros Vivos","authors":"Waldson de Souza Costa","doi":"10.51359/2526-3781.2019.241840","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2019.241840","url":null,"abstract":"O presente ensaio faz uma abordagem sobre a relação de reciprocidade entre os seres humanos e não-humanos que coabitam os morros vivos do povoado Pixaim. Comunidade que localizada às margens do Rio São Francisco, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Piaçabuçu, no extremo litoral Sul do estado de Alagoas, no Nordeste do Brasil, possui dinâmicas cosmológicas onde as coisas não-humanas (areias, morros, ventos e rio) possuem características humanas como o falar, o andar, o nascer e o morrer, entre outras competências.Com uma linguagem própria que valoriza a simetria entre Natureza e Cultura defendida pela Antropologia Ecológica, as imagens propõem um exercício, a partir das concepções do Cinema Transcultural elaboradas por David MacDougall, que envolve a ideia de uma produção visual que busca eliminar as fronteiras culturais entre os envolvidos: o EU (pesquisador) e os OUTROS (intelorcutores/espectadores) a partir de mediações de trocas de conhecimentos e informações entre os diversos agentes envolvidos no processo da pesquisa.Desta forma, o ensaio etnográfico segue uma estética própria onde estão presentes imagens de seres humanos em justaposição com imagens dos não-humanos. Estabelecendo uma narrativa onde ambos os seres atuam como informantes sobre as dinâmicas de vida do lugar, em uma tentativa de eliminar a dicotomia de Sociedade e Natureza mostrando que humanos e os seres não-humanos compartilham memórias, experiências e conhecimentos ao coabitarem o Pixaim.O ensaio ‘Morros Vivos’ é uma produção do grupo de pesquisa de Antropologia Visual em Alagoas (AVAL) e parte da dissertação de mestrado ‘Nos Morros Vivos de Pixaim – As dinâmicas dos conhecimentos no ambiente’, que foi defendida no primeiro semestre de 2018 no Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).PALAVRAS-CHAVE: Natureza / Cultura / Antropologia Visual / Pixaim / Alagoas AUTOR: Waldson de Souza Costa – É mestre em Antropologia Social pelo PPGAS-UFAL e integrante do grupo de pesquisa Antropologia Visual em Alagoas (AVAL). Email: wsouzac@yahoo.com.br [ESPANHOL]MORROS VIVOS\u2028El presente ensayo fotográfico hace un abordaje sobre la relación de reciprocidad entre los seres humanos y no humanos que cohabitan los cerros vivos del pueblo de Pixaim. La comunidad que se encuentra a orillas del Río San Francisco, dentro del Área de Protección Ambiental (APA) de Piaçabuçu, en el extremo litoral Sur del estado de Alagoas, en el Nordeste de Brasil, posee dinámicas cosmológicas donde las cosas no humanas (arenas, cerros, vientos y río) poseen características humanas como el hablar, el andar, el nacer y el morir, entre otras competencias.Con un lenguaje propio que valora la simetría entre Naturaleza y Cultura defendida por la Antropología Ecológica, las imágines proponem un ejercicio, a partir de las concepciones del Cinema Transcultural elaboradas por David MacDougall, que involucra la idea de una producción visual que busca eliminar ","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"15 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-01-24","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129548214","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Siena'ga","authors":"Catalina Cortés Severino","doi":"10.51359/2526-3781.2019.243668","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2019.243668","url":null,"abstract":"Siena’ga es el resultado de un proceso que comenzó con un acercamiento a un evento familiar, a manera de diario/home movie, solo para que el resto de mi familia, que no regresaba hacía muchos años, viera cómo estaba Ciénaga después de tanto tiempo de haberla dejado —a través de algunos encuentros con la gente que aún habitaba allí— y, al mismo tiempo, es una forma de acercarme a este evento a través de la fotografía y el video. Con el tiempo este proyecto se convirtió en una yuxtaposición de biogra- fías conectadas y desconectadas, una biografía familiar, como comentario sobre la experiencia de la migración a través del tiempo. Igualmente, pasó a ser una historia sobre el movimiento y su relación con la violencia, la nostalgia y el deseo, y se convirtió, principalmente, en una historia sobre la memoria por medio de los sentidos.Siena’ga es la creación de nuevas imágenes, en medio de recuerdos, olvidos y fantasías, que permiten no solo un acercamiento no lineal hacia el tiempo, sino también una aproximación a las espirales que lo conforman. Este proyecto no pretende ser un álbum familiar, sino que, a través de estos recorridos por memorias y lugares, quiere interconectar los contextos históricos y cotidianos con las experiencias personales y las relaciones afectivas. ","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"46 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-01-24","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115854659","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"VIAGENS ETNOGRÁFICAS ENTRE CACHOEIRA E SÃO FÉLIX","authors":"Elder Pereira Ribeiro","doi":"10.51359/2526-3781.2019.242105","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2019.242105","url":null,"abstract":"SINOPSE: Esse ensaio fotográfico traduz as minhas viagens etnográficas entre a cidade de Cachoeira e São Félix, no Recôncavo da Bahia. O que falar de Cachoeira e São Félix? Penso que são cidades históricas e culturais que me desperta o desejo pela riqueza bioancestrálica.A pesquisa etnográfica nos permite encontros, afetos, múltiplos conhecimentos, descobrimentos, e assim como já afirmou o antropólogo Marcio Goldman (2003), que defende a ideia de “catar folha”, obtendo resultados satisfatórios pouco a pouco, indo ali, indo cá, andando, e buscando as informações em campo. A partir daí entendo que todas as idas e vindas de viagens fez com que eu pudesse me reencontrar com a ancestralidade.Ao chegar em Cachoeira x São Félix conheci diversas pessoas que me acolheu de coração, como Ekedji Romilda de Sogbó da Roça do Ventura em Cachoeira, Babá Idelson de Ogum Megege do Terreiro Ogunjá em São Félix, Iyá Regina de Avimaje do Terreiro Huntologi, Professora Francisca Marques do (LEAA-Recôncavo), Udinaldo Neto e Letícia Catete do (PPGCS-UFRB) amigos ímpares, dentre outros. As fotos do ensaio em questão registra o meu percurso diário, festivo e turístico nas cidades já mencionadas acima.A diversidade religiosa dos terreiros é imensurável na cidade de Cachoeira x São Félix, porque pude conhecer Terreiros de Nação: Nagô, Nagô-Vodum, Ketu, Jeje Mahin e Angola. Participei da Lavagem de Cachoeira, em 2019, da Festa de Ogum, Oxum e Caboclos no Ogunjá em São Félix, em 2019, o Centenário do Terreiro Raíz de Ayrá, em 2019, e tantos outros espaços religiosos e não religiosos.Referência BibliográficaGOLDMAN, Marcio. 2003. “Os Tambores dos Mortos e os Tambores dos Vivos”. Etnografia, Antropologia e Política em Ilhéus, Bahia”. Revista de Antropológia, vol. 46, n. 2, São Paulo, USP. SINOPSIS:This photo essay reflects my ethnographic travels between the city of Cachoeira and São Félix, in the Recôncavo da Bahia. What about Cachoeira e São Félix? I think they are historical and cultural cities that arouse my desire for bio-estral richness.Ethnographic research allows us to find encounters, affections, multiple knowledge, discoveries, and as stated by anthropologist Marcio Goldman (2003), who defends the idea of “picking leaves”, getting satisfactory results little by little, going there, going here, walking, and seeking information in the field. From then on I understand that all the comings and goings of travels allowed me to rediscover my ancestry.Arriving in Cachoeira x São Félix I met several people who welcomed me from the heart, such as Ekedji Romilda from Sogbo da Roça do Ventura in Cachoeira, Babysitter Idelson from Ogum Megege from Terreiro Ogunjá in São Félix, Iyá Regina from Terreiro Huntologi Avimaje, Professor Francisca Marques do (LEAA-Recôncavo), Udinaldo Neto and Letícia Catete from (PPGCS-UFRB) odd friends, among others. The photos of the essay in question record my daily, festive and touristic journey in the cities already mentioned above.The relig","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"149 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"134230244","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Sobre 'Agnosis'","authors":"Maíra Souza e Silva Acioli","doi":"10.51359/2526-3781.2019.242510","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2019.242510","url":null,"abstract":"SinopseNo 13º andar do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, uma intervenção que sinaliza para elementos de tensão do fazer antropológico e museológico hoje no Brasil: a exposição Agnosis. Apesar de ser comemorativa, celebrando os 10 anos de criação do Curso de Museologia da UFPE, a efervescência característica do momento de surgimento do curso encontra hoje um contraponto não tão otimista.Fazendo uso de recursos narrativos diversos, a exposição comunica pela ausência, por metáforas e também pelo incômodo que transmite à sensibilidade. No dia-a-dia das aulas e da pesquisa, é preciso tomar cuidado com um arame farpado que vai do chão ao teto, em torno de uma das pilastras do andar.A exposição Agnosis parte de uma releitura da exposição “Tensões e Diálogos”, realizada em 2010 com a curadoria de Antonio Motta, Denis Bernardes e Solange Coutinho. Nas palavras da curadoria, Agnosis “convida o espectador, o visitante, a desvendar e recobrar sentidos que aparentemente se ocultam na natureza das coisas [...] porém, o efeito do real e sua inteligibilidade nunca serão completamente evidenciados”. Assim sendo, o ensaio aqui apresentado é uma narrativa sobre uma narrativa sobre outra narrativa... camadas discursivas recobrindo ideias e acontecimentos. A insistência em ainda assim construir conhecimento e representações é a indicação de um caminho.Palavras-chave: exposição; narrativa; conhecimento; agnosis.Fotografia e edição de imagens: Maíra Acioli Ficha técnica da exposiçãoExercício experimental de curadoria compartilhada, projeto e narrativa expográfica, exigido como cumprimento de finalização da disciplina Expografia I e II (2018), da graduação em Museologia da UFPE, sob a supervisão do professor Antonio Motta. Curadoria/Projeto Expográfico/Produção/MontagemBárbara Gondim Bezerra SilvaFabrício Tavares de Arruda dos SantosFrancisca Juscizete Queiroz de LimaManoel Francisco da Silva NetoStella Victoria Arcelino Bastos Lavra Design GráficoOlívia Morim IluminaçãoCamila Maria Silva de Moraes Santos AgradecimentosRevisão de texto: Prof. Lepê Correia RealizaçãoDepartamento de Antropologia e Museologia | DAMChefia Ana Cláudia Rodrigues da SilvaCurso de Bacharelado em MuseologiaCoordenador Alexandro Silva de JesusDisciplina de Expografia I e II (2018)Prof. Antonio Motta Sinopsis On the 13th floor of the Center for Philosophy and Human Sciences, an intervention that points to tension elements about anthropological and museological practice today in Brazil: the Agnosis exhibition. Despite being commemorative, celebrating the 10th anniversary of the creation of the UFPE Museology Course, the effervescence characteristic concerning the course’s moment of emergence finds, today, a not so optimistic counterpoint.Using diverse narrative resources, the exposition communicates by its absence, by metaphors and also by the discomfort that it transmits to sensibility. In our day-to-day classes and research, we need to be careful about the floor-to-ceiling barbed wire aro","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"18 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121573612","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Vivências negras nos Afoxés em Pernambuco","authors":"Renata Do Amaral Mesquita","doi":"10.51359/2526-3781.2019.241781","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2019.241781","url":null,"abstract":"O trabalho em questão apresenta um recorte narrativo de acontecimentos a partir do olhar de uma mulher negra e integrante de afoxé. O registro foto-documental surgiu a partir de uma pesquisa de campo que buscou investigar os processos de autoafirmação e fortalecimento racial de mulheres negras, considerando suas vivências e trajetórias nos afoxés da região metropolitana do Recife/PE. O afoxé se caracteriza como uma manifestação cultural negra em Pernambuco, popularmente conhecido pelos brincantes como “Candomblé de rua”, uma vez que tem suas raízes na religião de matriz africana, mais especificamente no Candomblé. Em yorubá, a palavra afoxé significa “o enunciado que faz acontecer”. Segundo os autores Antônio Risério e Carneiro, o afoxé tem suas origens nos antigos cortejos dos Reis do Congo. Essa manifestação tem em seu surgimento, uma ligação com o Movimento Negro Unificado, segundo aponta Monteiro (2008), Ivaldo (2009) e Souza (2016), no sentido de uma organização política negra, de luta, resistência e valorização do povo negro. De acordo com a tradição, o afoxé é fundado por uma Yalorixá (mãe de santo) ou um Babalorixá (pai de santo), pessoas que zelam pelo orixá, tendo cada afoxé um orixá patrono que traz consigo uma força ancestral. Dessa forma, todos os afoxés se desenvolvem a partir desse referencial, o Orixá, que rege e direciona os caminhos a serem seguidos, tal como: as cores, os cânticos que o evocam e exaltam; a vestimenta e, conseguinte, toda uma estética negra conforme a linhagem do orixá. Os grupos são compostos por integrantes que tem uma ligação religiosa com o terreiro, mas também por admiradores e/ou simpatizantes chamados de desfilantes que saem apenas no período do carnaval; ou ainda os que não tem nenhuma ligação com o terreiro, mas fazem parte do afoxé. Vale ressaltar que o candomblé e por conseguinte os afoxés, sãos espaços que aceitam e recebem o outro independente da cor/raça, etnia, orientação sexual, possibilitando que as pessoas adentrem nesse universo religioso e cultural, que perpassa gerações.No tocante às mulheres negras, diante de um modelo ocidental, branco e europeu de padronização dos corpos, do ser e do saber, o afoxé enquanto movimento cultural, religioso e político tem seu papel na desconstrução de estereótipos, bem como na afirmação da auto-identificação das mulheres como negras. Nessa perspectiva, uma vez que a cor da pele seja um elemento determinante na sociedade brasileira, Piedade (2017) aponta que a população negra e mais especificamente as mulheres negras, estão inseridas em um contexto de opressões, violências, racismo, sexismo e feminicídio. Todavia, os indivíduos e grupos sociais possuem suas próprias dinâmicas e estratégias para questionar as estruturas e a lógica do sistema em que vivem.Dessa forma, os afoxés, possuem como bandeira maior a luta contra o racismo e todas as formas de opressões, sendo esses espaços de fortalecimento, troca e partilha. Nesses espaços, as mulheres negras transfigu","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"130 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122695477","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Trajetórias de ativismo, conhecimentos e experiências de mobilização pela cannabis medicinal na Argentina","authors":"María Cecilia Díaz","doi":"10.51359/2526-3781.2019.241943","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2019.241943","url":null,"abstract":"Este ensaio apresenta um percurso realizado entre 2016 e 2017 junto a ativistas, cultivadores e usuários de cannabis na Argentina. Nesse período, a demanda pela regulamentação do acesso à cannabis para uso terapêutico ganhou visibilidade e o assunto foi objeto de discussões nos âmbitos legislativos municipais, estaduais e nacionais. Isso foi possibilitado graças à cooperação empreendidas pelas associações de ativistas canábicos e antiproibicionistas, que configuraram redes e circularam entre escritórios e locais de diferentes cidades. Nesses trânsitos, promoveram audiências, jornadas e seminários que reuniam seus próprios conhecimentos – produzidos enquanto cultivadores, especialistas, usuários e familiares de usuários – com aqueles que, mais recentemente, alguns cientistas e profissionais da saúde começavam a desenvolver. Desse modo, no início de 2017, o Congresso Nacional aprovou a lei 27.350, que regulamenta a investigação médica e científica para determinar o potencial terapêutico da planta.Como uma maneira de acompanhar esses acontecimentos, resolvemos mostrar as experiências dos ativistas que, a partir da cidade de Córdoba, abriram espaços de debate e impulsionaram ações que ecoaram em outros pontos do país. Dentre esses ativistas, centramo-nos em Brenda Chignoli e o Movimiento Nacional por la Normalización del Cannabis Manuel Belgrano – associação que ela criou em 2012 e coordenou até o seu falecimento em maio de 2019. Também consideramos o trabalho de outros grupos surgidos nessa cidade: a Asociación Edith Moreno Cogollos Córdoba, a primeira organização cannábica da Argentina, e a Comunidad Cordobesa de Intercambio de Genéticas.O conjunto de imagens apresentado aqui conta histórias diversas e convergentes que tiveram como centro a planta de cannabis e como contexto uma causa política focalizada no direito à saúde e ao próprio corpo. Isso se percebe na história de Brenda, que começou sua militância na luta pelos direitos das pessoas vivendo com HIV-Aids no início do século XXI e depois se centrou no uso terapêutico da cannabis. Esse caminho nos levou a aprofundar a trajetória de um dos seus companheiros de luta apelidado “Manso”, que cultivava a planta em uma localidade da serra cordobesa e a utilizava para diminuir os efeitos da terapia antirretroviral.De maneira geral, a etnografia traça o cultivo da vida dos ativistas através do cultivo de plantas, modos de falar, técnicas de assessoramento, formas de gerir, organizar(se) e comunicar conhecimentos empíricos sobre a cannabis e os seus cuidados. Como parte desses saberes, destacam-se os vinculados à realização de mobilizações na rua – como a Marcha Mundial da Maconha, um evento internacional que se celebra desde 1999 durante o mês de maio – e de reuniões para planejar e coordenar ações futuras. A descrição também considerou os processos de plantio e colheita e a produção de extratos que serviam para elaborar derivados e tratar distintas patologias. Um ponto fundamental na circulação desse","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"43 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127348360","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Objetos rituais em finados","authors":"A. Silva","doi":"10.51359/2526-3781.2019.241350","DOIUrl":"https://doi.org/10.51359/2526-3781.2019.241350","url":null,"abstract":"Neste ensaio visual o objetivo é sublinhar o papel fundamental dos objetos rituais no feriado de Finados. As fotografias foram obtidas a partir de trabalho de campo realizado em 2017, no Cemitério Municipal Cristo Rei em Toledo, no Paraná. Os objetos focalizados são principalmente as flores e as velas que têm relação direta com o cuidado dos mortos, seja adorno, seja intercessão, seja memória e podem ser visualizados nos momentos de cuidado da sepultura e de orações no cruzeiro.Ao caminhar pelo cemitério perseguindo os objetos, vi e ouvi muitas negociações e dúvidas dos enlutados a respeito da disposição de flores e velas. Por isto mesmo, aposto que dar mais atenção a presença e o uso dos objetos rituais pode nos levar a compreender certos consensos coletivos mínimos que são construídos no território do cemitério que embora seja um espaço público plural tem uma lógica cristã marcada. Os pontos centrais dos consensos giram em torno das etapas do ritual e fazem com que aqueles que vão a necrópole no feriado dialoguem num mesmo idioma de sentidos. Os objetos constroem e reforçam as relações entre vivos em mortos.A disposição dos objetos nos túmulos e no cruzeiro demonstram grande cuidado e atenção por parte dos enlutados. As flores cumprem um papel fundamental de adornar os túmulos com seu colorido e suas formas e os enlutados passam muitos minutos – algumas vezes horas – estudando minuciosamente a posição e a disposição para depositá-las. Já as velas se referem ao aspecto da intercessão. Nelas há que se ressaltar a essencialidade da chama, tanto que muitos enlutados fazem uma grande engenharia para mantê-las acesas. Alguns túmulos já possuem suporte para a colocação das velas. Em outros casos, pedaços de tijolo, cerâmica, papelão e pau servem de abrigo. “Iluminar o caminho”, “ajudar a aplacar as angústias”, “ajudar na passagem para o outro mundo”. Estas foram algumas das justificativas que ouvi dos enlutados para a utilização da vela nos túmulos dos seus parentes.O fogo e as velas coletivas estão no cruzeiro. As chamas formadas por inúmeras delas se propagam com maior intensidade como extensão do rito comunitário. No cruzeiro o fogo e as preces constroem as labaredas e fumaça na qual os enlutados se inserem e ativamente intercedem pelas almas no purgatório num grande esforço comum. Outros objetos cristãos são depositados no cruzeiro e permanecem entre a fumaça e as chamas sendo aquecidos e queimados.Mais do que acessórios, os objetos rituais são centrais para a dinâmica e para o sucesso do ritual. Afinal, é a partir deles que os enlutados se organizam e é para depositá-los que se dirigem a necrópole todos os anos no “Dia dos Mortos”. Através dos objetos rituais é que finados se constrói.","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"61 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126730281","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}