{"title":"CIMENTOS FICTÍCIOS DA CIDADE PENITENCIÁRIA. METÁFORAS E PROJETOS DE REFORMA CARCERÁRIA NA ERA VARGAS (RIO DE JANEIRO, 1930-1945)","authors":"Luis González Alvo","doi":"10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):105-128","DOIUrl":"https://doi.org/10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):105-128","url":null,"abstract":"Em 1937 foi publicado um projeto de reforma prisional para a então capital do Brasil, denominado Cidade Penitenciária do Rio de Janeiro. Do ponto de vista arquitetônico, a “cidade” não apresentava diferenças significativas com outras prisões da época, nem se apresentava como espécie de projeto de urbanização. A proposta do seu autor, o arquiteto Adelardo Caiuby, valeu-se de sua experiência como criador do Leprosário Modelo de São Paulo (1918), cuja ideia principal consistia em permitir que os internos, há muito tempo no hospital, levassem uma vida parecida com a que tinham fora do isolamento. Essa ideia –em teoria– foi o que Caiuby tentou transferir para a esfera das prisões, embora o tenha feito com um desenho arquitetônico distante do pretendido. Neste trabalho, procuraremos aprofundar os significados da metáfora da cidade que alguns agentes estatais julgavam adequadas para resolver os problemas do encarceramento. Como eram as condições das prisões do Distrito Federal em 1930? Quem foram os encarregados de buscar soluções? Que experiências tinham? Qual a proposta concreta de funcionamento para esta cidade? Em que se diferenciava das demais prisões existentes? São algumas das perguntas que guiam este artigo.","PeriodicalId":82507,"journal":{"name":"Revista do Instituto Historico e Geographico Brazileiro (1906)","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"41373353","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"O FRÁGIL PERTENCIMENTO E OS FORTES DEVERES DO CLERO ESTRANGEIRO. O CONCÍLIO DE TRENTO E A REGULAMENTAÇÃO MULTINÍVEL DA MIGRAÇÃO DE ECLESIÁSTICOS SECULARES PARA O BRASIL IMPERIAL","authors":"A. C. L. Martins","doi":"10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):195-238","DOIUrl":"https://doi.org/10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):195-238","url":null,"abstract":"Por conta do jurisdicionalismo herdado de Portugal e pela força da ideia tipicamente liberal de defesa da soberania, o Império do Brasil inicialmente adotou como linha de ação proibir que sacerdotes estrangeiros assumissem benefício eclesiástico em seu território. Este artigo concentra-se sobre as transformações jurídicas que, tomando lugar na segunda metade do século XIX, obrigaram a uma relativização dessa proibição, sobretudo em face da migração massiva de sacerdotes europeus às Américas nesse período. Analisando casos concretos apresenta- dos por bispos e clérigos ao Conselho de Estado, órgão consultivo do imperador, e à Congregação do Concílio, órgão administrativo da Santa Sé, espero mostrar como se abriu caminho para a regulamentação multinível dos fluxos migratórios do clero secular para o Brasil. Como o Concílio de Trento era uma normatividade chave para ordenar as movimentações do clero em todo o globo, examino como instituições e atores que ordinariamente o manejavam, forjaram novas interpretações e novas normas a fim de disciplinar a migração enquanto fenômeno sem precedentes. Acompanhar as transformações do Tridentino permitirá entrever quão precária era a situação do sacerdote estrangeiro em termos de pertencimento a um novo país e a uma nova diocese; e revelará, enfim, que a âncora a minimamente firmar o clérigo migrante no mar de incertezas jurídicas do fim do século XIX eram noções de dever.","PeriodicalId":82507,"journal":{"name":"Revista do Instituto Historico e Geographico Brazileiro (1906)","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"49046691","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"“MUITOS PONTOS DE SEMELHANÇA ENTRE SI”: REPRESENTAÇÕES DO DIREITO ADMINISTRATIVO ESPANHOL PELA DOUTRINA ADMINISTRATIVISTA BRASILEIRA NO SÉCULO XIX (1854-1889)","authors":"Walter Guandalini Junior","doi":"10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):55-104","DOIUrl":"https://doi.org/10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):55-104","url":null,"abstract":"É senso comum na dogmática administrativista a importância da doutrina estrangeira para a construção teórica do direito administrativo brasileiro no decorrer do século XIX. Apesar do incontestável predomínio francês, outros países também têm suas doutrinas consideradas pelos administrativistas brasileiros, com especial destaque para a doutrina ibérica. O presente artigo pretende se dedicar especificamente à análise das representações que a doutrina administrativista brasileira do século XIX faz da experiência jurídica espanhola, avaliando os fatores que tornam possível essa tradução, os termos em que ela se desenvolve e os diversos usos e ressignificações a que essa experiência é submetida pela doutrina jurídica brasileira. Ao final conclui que as dificuldades análogas enfrentadas pelo Estado brasileiro e pelo Estado espanhol tornam a doutrina espanhola uma referência importante para a doutrina administrativista brasileira, fazendo com que ela desempenhe um relevante papel no processo de formação do direito administrativo nacional.","PeriodicalId":82507,"journal":{"name":"Revista do Instituto Historico e Geographico Brazileiro (1906)","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"48733517","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"DOS PRIMÓRDIOS À INSTITUCIONALIZAÇÃO DO RODOVIARISMO NO BRASIL (1893-1945)","authors":"Guilherme Grandi, D. Huertas","doi":"10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):17-54","DOIUrl":"https://doi.org/10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):17-54","url":null,"abstract":"Do desembarque do primeiro veículo automotor, em 1893, até o governo Artur Bernardes (1922- 26), foram pouco mais de três décadas da fase de pioneirismo do rodoviarismo no Brasil, na qual as políticas públicas de transporte estavam mais direcionadas ao sistema ferroviário. Este artigo trabalha com a hipótese de que somente a partir do governo Washington Luís (1926-30) que é possível falar em institucionalização do rodoviarismo no país, já que a criação do Fundo Especial para Construção e da Comissão de Estradas de Rodagem Federais (CERF), ambos em 1927, os colocava definitivamente entre as prioridades do poder público federal. Na Era Vargas (1930-45), com a criação do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), em 1937, e a implantação do Plano Rodoviário Nacional (PRN), em 1944, o rodoviarismo ganha musculatura em termos político-institucionais, adentra gradativamente no imaginário coletivo de parte da população brasileira e adquire capilaridade territorial e base econômica.","PeriodicalId":82507,"journal":{"name":"Revista do Instituto Historico e Geographico Brazileiro (1906)","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"48982534","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"CONSIDERAÇÕES SOBRE A MOBILIZAÇÃO DO CONCEITO DE GUARDIÃO CONSTITUCIONAL NO PENSAMENTO DE AFONSO ARINOS DE MELO FRANCO (1960-1967)","authors":"Wingler Alves Pereira","doi":"10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):239-266","DOIUrl":"https://doi.org/10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):239-266","url":null,"abstract":"A partir do método de análise da morfologia das ideologias políticas de Michael Freeden e da história conceitual ou filosófica do político de Pierre Rosanvallon, e ainda do marco teórico relacionado ao pensamento político-constitucional brasileiro, sobretudo do liberalismo, o artigo busca traçar algumas considerações sobre o em- prego do conceito de guardião da Constituição, também definido como poder moderador ou quarto poder, no pensamento de Afonso Arinos de Melo Franco no desenrolar da crise política brasileira que culminou no golpe militar de 1964. O trabalho pretende, de forma específica, analisar os escritos e discursos de Melo Franco no arco temporal que abrange o período em que ele foi senador da República (1960-1967), com o objetivo de entender não só o manejo do conceito, mas a sua concepção quanto a três elementos do país, todos relacionados à mobilização conceitual: 1) o papel do Supremo Tribunal Federal, no tempo presente e passado, para arbitrar os conflitos políticos; 2) a legitimidade dos militares para intervirem em momentos de crise; e 3) a solução do sistema parlamentarista, defendida por ele desde a década de 1950. O artigo almeja, assim, explorar esses três aspectos de forma contextual e tensionada para compreender o uso do conceito.","PeriodicalId":82507,"journal":{"name":"Revista do Instituto Historico e Geographico Brazileiro (1906)","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"46870250","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"LUIS JIMÉNEZ DE ASÚA Y BRASIL: RECUERDOS DE UN PENALISTA EN TIERRAS BRASILEÑAS","authors":"Enrique Roldán Cañizares","doi":"10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):129-176","DOIUrl":"https://doi.org/10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):129-176","url":null,"abstract":"La envergadura científica de Luis Jiménez de Asúa es reverenciada por todos los penalistas de habla hispana, con especial atención del caso americano, donde sus trabajos se conocen incluso con más detalle que en España. Este hecho se debe a que el profesor español fue, fundamentalmente desde que inició su exilio, un gran viajero que no dudó en visitar aquellos países a los que era invitado para dictar conferencias e impartir cursos. Así las cosas, este trabajo busca reconstruir las cuatro visitas que Luis Jiménez de Asúa realiza a Brasil entre 1927 y 1955, intentando resaltar las trazas, las líneas de pensamiento y las continuidades y rupturas que pudieran existir a lo largo de sus visitas a las tierras brasileñas.","PeriodicalId":82507,"journal":{"name":"Revista do Instituto Historico e Geographico Brazileiro (1906)","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"42912335","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"PLURALISMO JURÍDICO LATINO-AMERICANO: O VELHO E O NOVO","authors":"Tamar Herzog","doi":"10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):267-304","DOIUrl":"https://doi.org/10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):267-304","url":null,"abstract":"Este artigo examina os antecedentes do atual pluralismo jurídico latino-americano, estabelecendo o que é velho e o que é novo dentro dele. Nesse sentido, questiona-se por que os fenômenos vigentes atualmente são identificados como “pluralismo”, indagando sobre a maneira como esse pluralismo opera e, mais especificamente, como ele é aplicado de maneira diversa às comunidades indígenas e às afro-latino-americanas.","PeriodicalId":82507,"journal":{"name":"Revista do Instituto Historico e Geographico Brazileiro (1906)","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"42183625","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"REPENSANDO A ESCOLA DE SALAMANCA","authors":"Rafael Domingo Oslé","doi":"10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):177-194","DOIUrl":"https://doi.org/10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2023(491):177-194","url":null,"abstract":"Esta revisão coletiva analisa quatro importantes trabalhos recentes publicados sobre a Segunda Escolástica espanhola, e mais especificamente sobre a Escola de Salamanca. O autor argumenta que a Escola de Salamanca ainda lança luz sobre questões atuais como os direitos humanos, a igualdade de todos os seres humanos, a autonomia do poder civil, a existência de uma comunidade humana global e a necessidade de entendimento entre os povos. No estudo atual da Escola de Salamanca, no entanto, percebe-se a falta de uma maior coordenação internacional entre todas as iniciativas. É preciso trabalhar mais para superar certas barreiras culturais, especialmente idiomáticas, e para melhorar a capacidade de integrar as diversas perspectivas a partir das quais se pode abordar este movimento cultural. A Escola de Salamanca deve ser analisada “holisticamente”, ou seja, como uma parte e como um todo: como parte de um movimento mais amplo, chamado de escolasticismo – que promove um método particular de estudo – e como um todo autônomo que surgiu em Salamanca. Excluir qualquer uma das abordagens possíveis, como alguns autores insinuam, em vez de levar à precisão intelectual, é uma limitação do conhecimento. A unidade da realidade exige unidade no conhecimento.","PeriodicalId":82507,"journal":{"name":"Revista do Instituto Historico e Geographico Brazileiro (1906)","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"49306340","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"DIREITO COMPARADO: REFLEXÕES METODOLÓGICAS E COMPARAÇÕES NO DIREITO CONSTITUCIONAL","authors":"Ilton Norberto Robl Filho, Atalá Correia","doi":"10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2022(490):81-104","DOIUrl":"https://doi.org/10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2022(490):81-104","url":null,"abstract":"O campo do direito comparado contemporâneo ganha maior relevância, no direito privado, a partir da Codificação Civil francesa de 1804, e no direito constitucional depois da Segunda Guerra Mundial. De outro lado, esse artigo demonstra que o comparativismo na seara jurídica possui raízes históricas mais antigas. Por sua vez, a primeira parte do texto reflete sobre questões metodológicas centrais, analisando as origens e principais características do comparativismo, além de enfrentar os temas da macrocomparação e da microcomparação. Ainda, a suposta função modernizadora do direito comparado é objeto de análise crítica, dialogando com as reflexões desenvolvimentistas e o pluralismo. A segunda parte do artigo sustenta que o campo contemporâneo do direito constitucional comparado, sem desconsiderar as especificidades do direito público, em muito se beneficia das análises promovidas pelo campo mais amplo do direito comparado e de discussões originalmente produzidas sob o influxo do direito privado.","PeriodicalId":82507,"journal":{"name":"Revista do Instituto Historico e Geographico Brazileiro (1906)","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"46490582","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"A ORGANIZAÇÃO JURÍDICA DA ECONOMIA DURANTE A DITADURA MILITAR (1964-1985)","authors":"Gilberto Bercovici","doi":"10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2022(490):199-242","DOIUrl":"https://doi.org/10.23927/issn.2526-1347.rihgb.2022(490):199-242","url":null,"abstract":"O artigo trata da imposição de um modelo econômico pela ditadura militar que ainda permanece hoje como fundamento da acumulação capitalista no Brasil: a manutenção do país como uma estrutura fundada na acumulação primitiva permanente de capital. Para tanto, descreve a organização constitucional da economia, o regime do planejamento e do capital estrangeiro, o papel das empresas estatais e a política de desenvolvimento seguida durante o período ditatorial e conclui debatendo a continuidade do modelo econômico ditatorial sob o regime constitucional de 1988.","PeriodicalId":82507,"journal":{"name":"Revista do Instituto Historico e Geographico Brazileiro (1906)","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"46001071","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}