{"title":"O conceito de justiça em Kant e em Rawls: Entre relativismo e universalidade","authors":"Alexandre Travessoni Gomes Trivisonno","doi":"10.5380/sk.v19i3.90246","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/sk.v19i3.90246","url":null,"abstract":"Este trabalho pretende verificar a posição de Immanuel Kant e John Rawls no que diz respeito a relação entre a moral e o direito. Para isso, come.a abordando o sentido do termo “justiça” nos textos de Kant e Rawls, explicando suas relações com a moral e o direito. Após isso se dedica ao conceito kantiano de direito e sua relação com a moral, e então à relação entre moral e direito na teoria da justiça de Rawls, conectando-a ao “fato do pluralismo”, que é uma constatação fundamental de Rawls sobre a qual se apoia a necessidade de princípios de justiça liberais no sentido político de sua teoria da justiça. O trabalho conclui que, em virtude do fato do pluralismo, Rawls explicita um relativismo que é menos evidente em Kant.","PeriodicalId":40123,"journal":{"name":"Studia Philosophica Kantiana","volume":"30 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-08","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135363908","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"A liberdade como virtude soberana: uma interpretação Kantiana da posição original de Rawls","authors":"Rafael Rodrigues Pereira, Laís Cristina Rocha","doi":"10.5380/sk.v19i3.90250","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/sk.v19i3.90250","url":null,"abstract":"O artigo investiga a relação entre liberdade e igualdade nas duas principais obras de Rawls, Uma Teoria da Justiça e Liberalismo Político, visando demonstrar que estes ideais se vinculam segundo a mesma estrutura conceitual estabelecida por Kant em seus textos de ética. Pretendemos, desta forma, evidenciar a influência de Kant sobre Rawls, o que nos permitiria, conforme também argumentaremos no artigo, identificar interpretações equivocadas de seu pensamento deste último, compreender o sentido real da expressão “justiça como equidade” e reconhecer nuances internas ao liberalismo igualitário.","PeriodicalId":40123,"journal":{"name":"Studia Philosophica Kantiana","volume":"91 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-08","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135364143","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"O realismo político de Kant","authors":"Daniel Tourinho Peres","doi":"10.5380/sk.v16i2.89791","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/sk.v16i2.89791","url":null,"abstract":"O objetivo do artigo está em colocar em questão uma leitura dominante da filosofia política de Kant, que a aproxima de uma teoria da justiça. Ainda que o direito tenha um peso em seu pensamento político, direito e política, justiça e política não são o mesmo para Kant. Seu pensamento político contém uma dimensão que lida com a contingência, com a história, e não se esgota, portanto, em uma pura normatividade. O texto procura ressaltar essa dimensão, apontando para algumas questõees políticas que Kant enfrenta em seus textos","PeriodicalId":40123,"journal":{"name":"Studia Philosophica Kantiana","volume":"150 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-08","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135364338","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"A imaginação e a construção doutrinária da Estética Transcendental","authors":"Claudio Sehnem","doi":"10.5380/sk.v16i1.89785","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/sk.v16i1.89785","url":null,"abstract":"O objetivo deste trabalho é expor aquilo que se pode chamar de «a parte estética» do juízo determinante, ou seja, do juízo em sua tarefa cognitiva. Quer se desenvolver aqui a ideia de que a Estética Transcendental só se apresenta como uma doutrina justamente pela presença do fenômeno a ser conhecido, que põee a funcionar todo aparato cognitivo típico da imaginação. Certamente, deixando aqui de lado a Analítica dos Princípios, a síntese tripla é, neste sentido, a «construtora» prévia desta doutrina estética, sobretudo se tomarmos como ponto de partida as afirmações de Kant, segundo as quais o espaço e o tempo são produtos da imaginação.","PeriodicalId":40123,"journal":{"name":"Studia Philosophica Kantiana","volume":"2 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-08","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135364339","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"O círculo na Fundamentação da metafísica dos costumes","authors":"Marília Espirito Santo","doi":"10.5380/sk.v16i3.89816","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/sk.v16i3.89816","url":null,"abstract":"Na Fundamentação III, Kant alerta para a suspeita de um círculo na relação entre liberdade e moralidade. Comentadores discordam se a \"espécie de círculo\" em questão é um círculo vicioso ou uma petição de princípio, e se Kant soluciona esse suposto defeito lógico ou não. Essas interpretações, entretanto, negligenciam o papel que as seções I e II da Fundamentação desempenham no problema do círculo. Neste artigo, pretendemos argumentar que a \"espécie de círculo\" consiste em duas petições em um círculo não vicioso, e que Kant o remove ao substituir o procedimento analítico das seções I, II e início da III pelo procedimento sintético a partir da subseção 3 da Fundamentação III. Em nossa interpretação, o papel do círculo é enfatizar a necessidade de mudar de procedimento para justificar a liberdade humana mediante a distinção crítica entre fenômenos e númenos e a moralidade humana mediante a dedução transcendental do imperativo categórico.","PeriodicalId":40123,"journal":{"name":"Studia Philosophica Kantiana","volume":"19 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-08","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135364342","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"\"E nada resta senão a defesa\". é possível ler a GMS III à luz da Disciplina da Razão Pura?","authors":"Diego Kosbiau Trevisan","doi":"10.5380/sk.v18i1.89993","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/sk.v18i1.89993","url":null,"abstract":"O presente artigo propõee analisar a terceira seção da Fundamentação da Metafísica dos Costumes à luz do capítulo sobre a Disciplina da Razão Pura, da Crítica da Razão Pura. O objetivo é mostrar como a filosofia teórico-especulativa cumpre um papel central nesse momento da Fundamentação, a saber, defender, contra o fatalismo, a possibilidade ou admissibilidade da hipótese transcendental da ideia da liberdade sob uma perspectiva teórico-especulativa.","PeriodicalId":40123,"journal":{"name":"Studia Philosophica Kantiana","volume":"2 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-08","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135364539","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"O que a Teoria do Céu tem a dizer sobre as raças humanas (mas que o jovem Kant não declara)?","authors":"Leonardo Rennó Ribeiro Santos","doi":"10.5380/sk.v18i2.90176","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/sk.v18i2.90176","url":null,"abstract":"O presente artigo defende a tese de que as observações kantianas sobre a questão racial na Teoria do Céu são vinculadas a um conjunto não explicitado de princípios de investigação coerentes com os fatos empíricos que fundamentam as conjeturas sobre os habitantes do Sistema Solar. Para tanto, será primeiro mostrado que este ponto em específico passou inteiramente despercebido da Kantsforschung. Em seguida, será indicado que o procedimento kantiano se encontra em diálogo direto com a argumentação de Fontenelle no famoso texto Digression sur les anciens et les modernes. Por fim, serão demonstrados os avanços (bem como sua inflexão racista) que o jovem Kant extraiu da investigação do seu predecessor e que foram usados como diretrizes para o exame empírico da diversidade racial no seu curso de geografia física.","PeriodicalId":40123,"journal":{"name":"Studia Philosophica Kantiana","volume":"25 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-08","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135215731","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Kant e Schopenhauer. O princípio da obrigação em moral","authors":"Katia C. S. Santos","doi":"10.5380/sk.v19i2.90244","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/sk.v19i2.90244","url":null,"abstract":"Tradução de:Kant et Schopenhauer. Le principe de l’obligation en morale.” La critique philosophique, politique, scientifique, littéraire. 9o année, I, (1880), Paris, Au Bureau de La Critique Philosophique, pp. 23-30.","PeriodicalId":40123,"journal":{"name":"Studia Philosophica Kantiana","volume":"97 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-08","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135363902","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Ernst Cassirer. Kant – vida e doutrina. Tradução de Leonardo Rennó R. Santos e Rafael Garcia. Petrópolis, Vozes, 2021, 400 pp.","authors":"Pedro Paulo Pimenta","doi":"10.5380/sk.v19i2.90245","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/sk.v19i2.90245","url":null,"abstract":"Resenha","PeriodicalId":40123,"journal":{"name":"Studia Philosophica Kantiana","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-08","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135363909","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Da paz perpétua de Kant ao direito dos povos de Rawls","authors":"Francisco Jozivan Guedes de Lima","doi":"10.5380/sk.v19i3.90248","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/sk.v19i3.90248","url":null,"abstract":"Este artigo objetiva estabelecer algumas conexões entre O direito dos povos de Rawls e À paz perpétua de Kant, sobretudo, a recepção da foedus pacificum repensada em termos de uma sociedade de povos bem-ordenada com base nos princípios fundamentais do direito dos povos. Rawls compartilha com Kant das condições preliminares e definitivas para a paz, recepciona a ampliação cosmopolita em direção ao direito dos povos em vez da centralidade dos Estados, defende o direito de intervenção como uma exceção, presume que povos liberais não guerreiam entre si, e subscreve a proposta de uma paz perpétua ressignificada em termos de utopia realista de um direito dos povos. Para mostrar tais conexões, metodologicamente, num primeiro momento abordo os artigos preliminares e definitivos de Zum ewiegen Frieden e em seguida apresento a proposta rawlsiana de direito dos povos enquanto princípios fundamentais para o estabelecimento de uma sociedade de povos, considerando as influências e a recepção das principais teses kantianas acerca da paz.","PeriodicalId":40123,"journal":{"name":"Studia Philosophica Kantiana","volume":"16 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-06-08","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135364144","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}