{"title":"As carnes das festas","authors":"Heytor de Queiroz Marques","doi":"10.52426/rau.v14i1.415","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v14i1.415","url":null,"abstract":"Este trabalho é resultado da experiência etnográfica realizada na feira de rua da cidade de Timbaúba, localizada no interior de Pernambuco. As feiras de rua são espaços que mobilizam as relações sociais devido à grande circulação de pessoas. Em épocas festivas, como natal e réveillon, o movimento na feira se intensifica por conta da demanda gerada por essas comemorações. Carnes, roupas, frutas, legumes e verduras são comercializados tanto no mercado público, quanto nas barracas espalhadas no centro da cidade que, juntos, formam a feira. Desta forma, realizei a observação e o registro foto-etnográfico da minha ida à feira de carne durante o dia anterior ao réveillon, com o objetivo de apresentar a importância e o papel central do consumo de carnes nessa data. A realização dessa experiência foi fundamental para perceber parte da dinâmica local em torno das datas comemorativas sobre o consumo de carne e o modo de comercialização.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"38 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133494586","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Para além de Boas, no espírito de Boas","authors":"L. McCleary, E. Viotti","doi":"10.52426/rau.v14i1.408","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v14i1.408","url":null,"abstract":"O objetivo deste artigo é discutir como a linguística brasileira poderia se beneficiar se se aproximasse do espírito dos ensinamentos de Franz Boas. Nascida sob a influência do estruturalismo europeu do Círculo Linguístico de Praga, a linguística brasileira, em primeiro lugar, tardou a reconhecer a riqueza de línguas nativas brasileiras que tinha a seu dispor e a se preocupar com sua descrição. Em segundo lugar, ela se desenvolveu a partir de um viés que buscava afastá-la de outras ciências, isolando a língua da ecologia sócio-histórico-cultural em que ela vive. Ao seguir o espírito de Boas, a linguística brasileira poderia começar a focalizar o estudo da semiose que ocorre nas interações humanas, como parte de atividades vividas por seres humanos reais e inseridos num mundo de práticas que não se limitam à linguagem, mas que envolvem toda a riqueza de seu entorno.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"42 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116259203","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Primórdios da institucionalização das Ciências Humanas no Paraná","authors":"Paulo Guérios","doi":"10.52426/rau.v14i1.412","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v14i1.412","url":null,"abstract":"Este artigo busca perscrutar os diferentes sentidos das ações e das reflexões sobre a sociedade que estiveram em pauta no ambiente intelectual ligado à criação dos primeiros cursos de Ciências Humanas do estado do Paraná. Seu objetivo é explorar as potencialidades e os limites dos caminhos seguidos no processo de institucionalização destas Ciências no estado. O texto é desenvolvido em três momentos. No primeiro, busca-se compreender como surgiram as instituições paranaenses ligadas ao pensamento católico nas primeiras décadas do século XX, e explora-se as atividades que ocorriam no âmbito da principal delas, o Círculo de Estudos Bandeirantes (CEB). No segundo item, estuda-se como os diferentes projetos pensados dentro do CEB se desdobraram academicamente na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Paraná (FFCLPR). Conclui-se o artigo com uma reflexão sobre os limites e possibilidades destes projetos.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"58 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130680735","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Cultura, tempo e linguagem","authors":"Victor Pimentel Ferreira","doi":"10.52426/rau.v14i1.414","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v14i1.414","url":null,"abstract":"O presente texto tem como principal objetivo analisar debates antropológicos do século XX sobre as noções de cultura, tempo e linguagem a partir do filme A Chegada (2016). Para isso, são mobilizados aportes variados da antropologia, sobretudo as reflexões da escola Cultura e Personalidade (com foco especial em Edward Sapir). Desta maneira, procuro construir pontes entre o filme e parte do debate antropológico sobre as categorias mencionadas. A aposta do texto consiste na percepção de que o enredo de “A Chegada” pode auxiliar na reflexão sobre temas pertinentes ao campo da antropologia, e esta, por sua vez, permite uma compreensão um pouco mais “imersiva” dos desdobramentos da trama.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"14 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121918098","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Resenha de TURNER, Terence. 2017. The Fire of the Jaguar. Chicago: Hau Books","authors":"João Lucas Moraes Passos","doi":"10.52426/rau.v14i1.416","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v14i1.416","url":null,"abstract":"Resenha de TURNER, Terence. 2017. The Fire of the Jaguar. Chicago: Hau Books","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"131388731","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"“Tens que ter cuidado para não fazeres um trabalho a-branco”","authors":"Patricia Celeste Moreira Lopes e Silva","doi":"10.52426/rau.v13i2.389","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i2.389","url":null,"abstract":"Cabo Verde, ex-colónia portuguesa e país independente desde 1975, deve toda sua dinâmica teatral ao Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo (Ilha de São Vicente), residente no Camões Centro Cultural Português desde 1993. Etnografando as trajetórias dos fazedores e grupos de teatro da ilha de São Vicente, considerada o coração do teatro do país, questiono para quando uma descolonização do teatro cabo-verdiano. O artigo mostra como a agenda do meio teatral sanvicentino tem sido definida pela agenda do referido grupo de teatro, silenciando vozes, limitando espaços, oportunidades e apagando imagens. Esta monopolização de recursos tem colocado as restantes iniciativas teatrais num lugar marginal, periférico e de subalternidade, num processo contraditório que tem por base questões identitárias bipolarizadas entre África e Europa.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"25 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-11-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126904056","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"conceito africano de língua","authors":"Alban Aminou Zossou","doi":"10.52426/rau.v13i2.386","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i2.386","url":null,"abstract":"Falar em língua e nas variabilidades da sua manifestação e materialização é ainda uma tarefa árdua para os pesquisadores que se dedicam aos estudos linguísticos. Juntar o conceito de cultura e de pensamento ao de língua se torna mais complicado ainda, pelo fato de que a união desses três conceitos representa um dos traços que podem caracterizar uma comunidade de língua. A primazia desse fato é que cada sociedade tem traços peculiares de caracterização. Desse modo, o propósito deste trabalho é trazer a compreensão africana do conceito de língua como expressão cultural moldada pelo pensamento social. Com isso, queremos ressaltar a importância, a sacralidade e a manifestação da língua em sociedades africanas, tomando como exemplo o grupo etnolinguístico Fon da República do Benim na África de Oeste.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"19 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-11-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"114905837","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"recorte da terapêutica-religiosa Espírita no século XXI","authors":"M. Simões","doi":"10.52426/rau.v13i2.400","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i2.400","url":null,"abstract":"Este trabalho parte da premissa de queo Espiritismo no Brasil é considerado uma terapêutica-religiosa, remetendo à relação histórica constituída junto à sociedade brasileira, mas principalmente à medicina. Por meio da análise bibliográfica e do trabalho de campo etnográfico, foi possível conceber que a história da Doutrina Espírita no Brasil teve a oferta de cura exaltada como uma de suas principais atividades e que, nesse contexto, os tratamentos voltados para a saúde do espírito e do corpo são centrais. A terapêutica-religiosa Espírita emerge quase concomitantemente com a chegada da Doutrina Espírita no Brasil, revestida da oferta de medicamentos homeopáticos, reconfigurando-se desde então, passando à oferta de outros tratamentos e medicamentos, como os fitoterápicos.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"35 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-11-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116667682","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Les sciences sociales et humaines en Afrique et la décolonisation des savoirs","authors":"Ludovic Boris Pountougnigni Njuh","doi":"10.52426/rau.v13i2.390","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i2.390","url":null,"abstract":"Les sciences humaines et sociales sont un champ de savoir dont la particularité est de qualifier et de produire le sens dans la société. En Afrique, la pratique de la recherche et de la production du savoir dans ce domaine subiraient encore l’irradiation du savoir colonial dont les piliers étaient le logocentrisme, la domination et le centralisme épistémique autour de l’Europe. Ce travail questionne la construction de cet héritage, les rapports des Africains dans le sillage de la décolonisation et au lendemain des indépendances. L’enjeu est de cerner les nécessités et les voies de dynamisation de conceptualisation qui semble faire défaut. Il apparait que pour l’Afrique, la formulation du sens est une tâche indispensable de l’écriture de soi dans un monde où le jeu de perception dissimule souvent mal les projets hégémoniques qui allient pensée, image de soi et stratégie.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-11-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"132967145","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"L’explication de la culture à partir des “Pygmées” Bakola-Bagyéli du Sud-Cameroun","authors":"P. Medjo","doi":"10.52426/rau.v13i2.388","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i2.388","url":null,"abstract":"L’anthropologie rationaliste a soutenu et réussi à prouver, depuis le XIXe siècle, la thèse des origines animales de l’homme. Cependant, la rupture entre les deux intervient aussitôt que l’organisation anatomique cesse d’être le lieu de comparaison. L’apparition d’un équipement extérieur à l’anatomie marque le début de la culture et, par le fait la démarcation ou la libération de l’homme de la loi de la nécessité de laquelle le reste des organismes vivants continuent de dépendre. Dès lors, une approche conceptuelle faisant toujours de l’adaptation au milieu naturel la fonction première de la culture révèle une confusion de la nature véritable. On semble ainsi, par anachronisme, réduire son explication à une simple recherche de solutions matériellement productives. Une fonction déjà pleinement remplie par les organismes aux stades primaires de la vie. La présente contribution consiste donc à critiquer cette conception organiciste. Celle-ci vide la culture de son essence: démarcation et libération, pour n’y laisser voir qu’une simple mécanique. Une étude qualitative et quantitative de ses données ethnographiques et archéologiques collectées chez les “Pygmées” Bakola-Bagyéli du Sud-Cameroun aidera à étayer la thèse contraire. La capacité de résister à des solutions pourtant matériellement efficaces peut paradoxalement se révéler comme le réel critère du niveau de perfectionnement de l’humain et pas l’inverse. D’où la proposition du concept d’adaptation matériellement contre-efficace expérimenté chez les Bakola-Bagyéli.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"176 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-11-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"131840709","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}