{"title":"超越善良,以善良的精神","authors":"L. McCleary, E. Viotti","doi":"10.52426/rau.v14i1.408","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"O objetivo deste artigo é discutir como a linguística brasileira poderia se beneficiar se se aproximasse do espírito dos ensinamentos de Franz Boas. Nascida sob a influência do estruturalismo europeu do Círculo Linguístico de Praga, a linguística brasileira, em primeiro lugar, tardou a reconhecer a riqueza de línguas nativas brasileiras que tinha a seu dispor e a se preocupar com sua descrição. Em segundo lugar, ela se desenvolveu a partir de um viés que buscava afastá-la de outras ciências, isolando a língua da ecologia sócio-histórico-cultural em que ela vive. Ao seguir o espírito de Boas, a linguística brasileira poderia começar a focalizar o estudo da semiose que ocorre nas interações humanas, como parte de atividades vividas por seres humanos reais e inseridos num mundo de práticas que não se limitam à linguagem, mas que envolvem toda a riqueza de seu entorno.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"42 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2023-03-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":"{\"title\":\"Para além de Boas, no espírito de Boas\",\"authors\":\"L. McCleary, E. Viotti\",\"doi\":\"10.52426/rau.v14i1.408\",\"DOIUrl\":null,\"url\":null,\"abstract\":\"O objetivo deste artigo é discutir como a linguística brasileira poderia se beneficiar se se aproximasse do espírito dos ensinamentos de Franz Boas. Nascida sob a influência do estruturalismo europeu do Círculo Linguístico de Praga, a linguística brasileira, em primeiro lugar, tardou a reconhecer a riqueza de línguas nativas brasileiras que tinha a seu dispor e a se preocupar com sua descrição. Em segundo lugar, ela se desenvolveu a partir de um viés que buscava afastá-la de outras ciências, isolando a língua da ecologia sócio-histórico-cultural em que ela vive. Ao seguir o espírito de Boas, a linguística brasileira poderia começar a focalizar o estudo da semiose que ocorre nas interações humanas, como parte de atividades vividas por seres humanos reais e inseridos num mundo de práticas que não se limitam à linguagem, mas que envolvem toda a riqueza de seu entorno.\",\"PeriodicalId\":382963,\"journal\":{\"name\":\"Revista de Antropologia da UFSCar\",\"volume\":\"42 1\",\"pages\":\"0\"},\"PeriodicalIF\":0.0000,\"publicationDate\":\"2023-03-01\",\"publicationTypes\":\"Journal Article\",\"fieldsOfStudy\":null,\"isOpenAccess\":false,\"openAccessPdf\":\"\",\"citationCount\":\"0\",\"resultStr\":null,\"platform\":\"Semanticscholar\",\"paperid\":null,\"PeriodicalName\":\"Revista de Antropologia da UFSCar\",\"FirstCategoryId\":\"1085\",\"ListUrlMain\":\"https://doi.org/10.52426/rau.v14i1.408\",\"RegionNum\":0,\"RegionCategory\":null,\"ArticlePicture\":[],\"TitleCN\":null,\"AbstractTextCN\":null,\"PMCID\":null,\"EPubDate\":\"\",\"PubModel\":\"\",\"JCR\":\"\",\"JCRName\":\"\",\"Score\":null,\"Total\":0}","platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista de Antropologia da UFSCar","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.52426/rau.v14i1.408","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
O objetivo deste artigo é discutir como a linguística brasileira poderia se beneficiar se se aproximasse do espírito dos ensinamentos de Franz Boas. Nascida sob a influência do estruturalismo europeu do Círculo Linguístico de Praga, a linguística brasileira, em primeiro lugar, tardou a reconhecer a riqueza de línguas nativas brasileiras que tinha a seu dispor e a se preocupar com sua descrição. Em segundo lugar, ela se desenvolveu a partir de um viés que buscava afastá-la de outras ciências, isolando a língua da ecologia sócio-histórico-cultural em que ela vive. Ao seguir o espírito de Boas, a linguística brasileira poderia começar a focalizar o estudo da semiose que ocorre nas interações humanas, como parte de atividades vividas por seres humanos reais e inseridos num mundo de práticas que não se limitam à linguagem, mas que envolvem toda a riqueza de seu entorno.