{"title":"Extraire/Abîmer/Réparer","authors":"Françoise Vergès","doi":"10.52426/rau.v13i2.381","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i2.381","url":null,"abstract":"“Extraire/Abîmer/Réparer”, tel pourrait être le résumé de ce que nous vivons depuis que l’Europe a entrepris au 15ème siècle son projet de colonisation du monde. Peuples, animaux, plantes, rivières, mers, rien n’a échappé à son avidité et à sa volonté de domination. Extraire, jusqu’à leurs épuisements, la force de vie et l’énergie des corps noirs et racisés, extraire du ventre des femmes noires les vies à exploiter, extraire toutes les richesses du sol et du sous-sol, abîmer les corps, la terre, les rivières et les mers, les animaux et les plantes, tout renommer, voler, piller, violer, assécher, oblitérer, voilà le programme de l’esclavagisme, du colonialisme, de l’impérialisme et du capitalisme racial. Entendons-nous bien, avidité, mise en esclavage et domination ne naissent pas avec la colonisation européenne mais cette dernière fait de la violence systémique et structurelle le fondement même de son expansion et de sa survie. Ce qu’elle offre -– désirs et plaisirs de la consommation, satisfactions narcissiques et matérielles de la domination – repose sur l’exploitation et l’extermination. “De la colonisation à la civilisation, la distance est infinie” a écrit Aimé Césaire dans son grand pamphlet poético-politique Discours sur le colonialisme (Césaire 1989: 10). La douceur de vivre pour quelques un.e.s porte la marque du sang et du fer. Réparer les dommages, atrocités, brigandages, crimes, a été, et reste, au cœur des luttes pour qu’adviennent des sociétés post-racistes, post-capitalistes, post-impéralistes et dé-patriaracalisées, dans le but d’humaniser le monde.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"240 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-11-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115848622","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Dia dos mortos na pandemia","authors":"Weverson Bezerra Silva","doi":"10.52426/rau.v13i2.402","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i2.402","url":null,"abstract":"O ensaio fotográfico aborda o tema do dia dos mortos em seu contexto pandêmico ritualístico na cidade de João Pessoa, Paraíba, mais precisamente no cemitério Senhor da Boa Sentença, situado no bairro do Varadouro. A finalidade é mostrar em experiência etnográfica o significado do processo de visitar os mortos como forma de lembrança, atentando aos processos sociais e econômicos em torno desse dia em tempos de distanciamento social, no primeiro dia dos mortos no Brasil em 2020 na presença da covid-19. Trata-se de problematizar os processos da contemporaneidade sobre o visitar no dia dos mortos, com as medidas de biossegurança e as máscaras, o novo acessório no mercado das flores e velas.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"6 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-11-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122532238","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Rituais escolares e processos de estigmatização de estudantes","authors":"Rosilaine Pereira","doi":"10.52426/rau.v13i2.401","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i2.401","url":null,"abstract":"Este artigo lançou como proposição, a partir de uma lacuna de pesquisa no campo de estudos sobre desigualdades educacionais, pensar os rituais escolares a partir da teoria goffmaniana de estigma (Goffman 1980), ao observar os encaminhamentos de estudantes para o conselho tutelar. A investigação foi qualitativa, com abordagem teórico-metodológica etnográfica e trabalho de campo desenvolvido durante todo o ano de 2019, em uma escola pública de ensino médio no Rio de Janeiro. Tivemos como objetivo observar os rituais de processos de estigmatização de estudantes, a partir de casos encaminhados ao Conselho Tutelar, observando como a gestão educacional lidava com os estudantes lidos como desviantes. Estamos trabalhando na interface entre antropologia e educação, e, por isso, partimos da teoria clássica antropológica dos rituais (Gennep 2013; Turner 2013) para pensarmos os rituais educacionais (Rosistolato 2015). Além disso, utilizando a teoria goffmaniana que afirma que indivíduos estigmatizados são inabilitados para uma existência social plena, considerando o contexto da escola e a possibilidade da existência de estigmas, pensamos que seja possível argumentar que indivíduos estigmatizados no lócus escolar são indivíduos inabilitados para uma vida escolar plena. Os achados desta pesquisa confirmam os processos de estigmatização de estudantes encaminhados para o Conselho Tutelar e de suas famílias, em práticas cotidianas que se consolidam de diversas formas, inclusive em processos de estigmatização dados de forma não-hermética.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"58 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-11-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124688691","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
A. C. D. O. Costa, Chirley Rodrigues Mendes, Ulrich Aurelien Metende, Alex Kèvin Ouessou Idrissou
{"title":"L’Afrique-Monde","authors":"A. C. D. O. Costa, Chirley Rodrigues Mendes, Ulrich Aurelien Metende, Alex Kèvin Ouessou Idrissou","doi":"10.52426/rau.v13i2.380","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i2.380","url":null,"abstract":"Présentation du dossier","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"52 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-11-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130176051","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Ana Cláudia de Oliveira Costa, Chirley Rodrigues Mendes, Ulrich Aurelien Metende
{"title":"África-Mundo","authors":"Ana Cláudia de Oliveira Costa, Chirley Rodrigues Mendes, Ulrich Aurelien Metende","doi":"10.52426/rau.v13i2.379","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i2.379","url":null,"abstract":"Apresentação ao dossiê.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"98 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-11-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124866411","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Fronçoise Vergès, Gabriel Silveira de Andrade Antunes, Ana Oliveira da Costa
{"title":"Extrair/Danificar/Reparar","authors":"Fronçoise Vergès, Gabriel Silveira de Andrade Antunes, Ana Oliveira da Costa","doi":"10.52426/rau.v13i2.391","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i2.391","url":null,"abstract":"Nesta contribuição se examina como a violência sistêmica inseparável da colonização capitalista e imperialista, operam sobre o corpo preto feminino, como na lógica do capitalismo racial, o corpo preto é “feminizado” e racializado a fim de extrair dele toda sua energia. Quanto a essa economia da exaustão, trata-se especificamente da extração do corpo das mulheres pretas de uma força de trabalho, da afecção, do prazer sexual, da vida e do gozo perverso que sua dominação traz ao feminismo racista e à supremacia branca. Considerando elementos da história escravista moderna e de lutas contemporâneas, defende-se que o processo de racialização é fundamental para o poder estatal e o capitalismo. Defendendo a importância para as(os) oprimidas(os) de imaginar um futuro pós-violento, conclui-se pela necessidade de alimentar a amizade, a solidariedade, o amor revolucionário para combater a violência sistêmica e estrutural que é indispensável, inseparável do capitalismo racial.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"147 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-11-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115959340","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Afeto e perigo","authors":"Juliana Boldrin","doi":"10.52426/rau.v13i2.399","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i2.399","url":null,"abstract":"Neste artigo, analiso um artefato que se tornou cotidiano e que atua contendo aquilo que escapa às camadas da pele: a máscara. Para tanto, parto do quadro Os Amantes, de René Magritte, e de um relato etnográfico sobre um hospital de tratamento de tuberculose. À luz desses dois materiais, situo as tensões entre afeto e perigo geradas pelo contágio no contexto pandêmico, posicionando as máscaras como artefatos centrais para a gestão das misturas corporais. Argumento que, no contexto de pandemia, a máscara faz parte de um movimento mais amplo de proliferação de fronteiras que opera em diversas escalas, que tanto irradiam do corpo quanto nele reverberam. Compreendendo-as como parte deste movimento, foco especificamente no seu acoplamento com a respiração, atentando para a materialidade do seu funcionamento. Nesse sentido, exploro como a respiração emerge não apenas como um ponto de conexão entre nós e o mundo, mas também como um ato que faz da categoria de cuidado profícua para refletir sobre interdependência e corpo político, além de possibilitar imaginar um mundo por vir.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"40 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-11-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130956116","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Réécriture de soi chez les Ekang","authors":"Brigitte Nga Ondigui","doi":"10.52426/rau.v13i2.387","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i2.387","url":null,"abstract":"À l’aune des divers débats autour de l’émergence du continent africain, le problème des identités requiert une attention spécifique et nécessite une véritable remise sur la sellette des discours sur l’authenticité. Réfuter son identité est-il seulement possible? S’il est vrai que l’identité vestimentaire africaine a subi un certain effacement dont la cause est à n’en pas douter l’agentivité imposée par la colonisation, le m’mouat (costume) chez les Ekang du Cameroun connait une résurgence plus de 60 ans après les indépendances. Dans un contexte de réécriture de soi et d’espérance noire, étudier le m’mouat sans tenir compte de son contexte qui, généralement conditionne sa création/production, sa contemplation et sa consommation est une chose inexécutable. Au Cameroun, notamment en région forestière, le milieu a conditionné les types d’activités pouvant être organisés. J. Gibson (1979) parlera de ces possibilités en invoquant la théorie de l’affordance selon laquelle l’humain se sert des invites de son milieu pour un usage immédiat ou les transformer en artefacts. Fondement de la mémoire du peuple Ekang, le m’mouat à travers ses variations, permet de déchiffrer le passé, mais également d’appréhender le présent et à envisager le futur. Dans son processus de création, dans sa matérialité, mais encore dans ses symboliques, le m’mouat reflète les valeurs, les croyances, les aspirations et les besoins des peuples qui les ont produits. Il se dégage alors la volonté d’un renouvellement des Ekang, au truchement du m’mouat, non pas comme les réminiscences d’un passé glorieux “regretté”, mais davantage comme la reconstruction d’un savoir mémoriel “résiduel” et des valeurs identitaires.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"116 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-11-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129188560","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Discursos que nos arrumam","authors":"Fabiano Eloy Atílio Batista","doi":"10.52426/rau.v13i1.367","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i1.367","url":null,"abstract":"O presente artigo propõe uma análise do reality show de transformação corporal da mídia televisiva brasileira “‘Arruma meu Marido’”, do programa Hora do Faro da Rede Record de Televisão. Busca-se identificar como seus discursos afetam a construção da corporalidade dos sujeitos na contemporaneidade, reverberando na dinâmica de interação social dos sujeitos. Dessa forma, buscamos, com este artigo, responder às seguintes questões: Quais discursos recaem sobre a corporalidade dos participantes do quadro? Como esses discursos estão associados a valores presentes em nossa cultura? Na discussão dessas questões, confirma-se que o corpo não é natural, mas socialmente construído no contexto da cultura, a partir de discursos e práticas regulatórias que formatam o indivíduo, habilitando-o ou desabilitando-o para as interações sociais.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"202 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-05","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115183554","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Ana Luíza Silva Noronha, Hugo Virgílio de Oliveira
{"title":"Cobertores, microfones e roteiros","authors":"Ana Luíza Silva Noronha, Hugo Virgílio de Oliveira","doi":"10.52426/rau.v13i1.372","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v13i1.372","url":null,"abstract":"Na antropologia, visitamos e revisitamos nossos registros de campo. A cada olhar, a cada retorno aos dados, achamos uma informação que poderia deixar o trabalho mais completo, ou que poderia fazer mais conexões com o que nós, antropólogos, observamos. É nesse sentido que surge o Mundo na Sala de Aula, uma série feita em formato de podcast que revisita registros e conteúdos do Mundaréu, um podcast de divulgação científica sobre Antropologia. Para a elaboração dos episódios, cada participante da equipe ouviu o material bruto da primeira temporada do Mundaréu e a partir disso foram selecionados os temas que seriam abordados. Os episódios do Mundo na Sala de Aula foram roteirizados, gravados, produzidos e editados pelos estudantes do Departamento de Antropologia da Unicamp e da Universidade de Brasília com orientação das professoras responsáveis pelo projeto, também destas duas universidades. Para além do objetivo de aproveitar materiais empíricos e achar novos tópicos para serem debatidos, essa série tem o objetivo de ser uma alternativa para discutir a antropologia em outros formatos, e que passou a ser utilizada como uma ferramenta durante o ensino remoto emergencial adotado pelas universidades citadas.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"12 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-05","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124814540","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}