Revista de LetrasPub Date : 2022-07-15DOI: 10.36517/revletras.41.1.7
Sueli Cristina Marquesi
{"title":"PLANOS DE TEXTO, INTERAÇÃO E SEQUÊNCIAS TEXTUAIS DIALOGAIS","authors":"Sueli Cristina Marquesi","doi":"10.36517/revletras.41.1.7","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.41.1.7","url":null,"abstract":"Este artigo visa apresentar uma reflexão sobre planos de texto de aulas teóricas remotas, com foco na sequência dialogal, cujas perguntas propiciam a tão necessária interação para o aprendizado em meios digitais. O aporte teórico que embasa a discussão é formado pelos pressupostos da Linguística Textual, em sua abordagem da Análise Textual dos Discursos (ADAM, 2011, 2019; MARQUESI, 2013, 2017, 2018, 2019). A análise de duas aulas destinadas, respectivamente, a um curso de Direito e a um curso de Letras, evidencia resultados que confirmam planos de texto conduzidos por sequências textuais dialogais, com perguntas que revelam diferentes funções, como: contextualizar, motivar, tematizar, justificar, inserir com clareza objetivos, definir, conceituar, fundamentar e promover a reflexão. As conclusões apontam para planos de texto em que o autor da aula, o professor, na busca de cumprir sua intenção comunicativa, faz combinações de perguntas que lhe permitam expandir o conteúdo da aula, trazendo vozes de outros autores, conduzidas por sua voz. Essas conclusões corroboram interfaces possíveis com as metodologias ativas (BACICH, MORAN, 2017; MARQUESI, AGUIAR, 2021; MARQUESI, SILVEIRA, 2015), cujos princípios se centram na aprendizagem interativa, autônoma e significativa. \u0000Palavras-chave: Plano de texto; Sequência textual dialogal; Aulas remotas.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"44 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-07-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"80641004","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2022-07-15DOI: 10.36517/revletras.41.1.5
Abniza Pontes de Barros Leal, Aurea Suely Zavam
{"title":"INTERDISCURSIVIDADE EM MEMES: DIÁLOGOS COM O DITO E O NÃO-DITO NO CONTEXTO DA PANDEMIA","authors":"Abniza Pontes de Barros Leal, Aurea Suely Zavam","doi":"10.36517/revletras.41.1.5","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.41.1.5","url":null,"abstract":" As práticas de linguagem contemporâneas estão cada vez mais multissemióticas, e uma verdadeira explosão de (novos) gêneros e textos dominam as práticas multimidiáticas. À escola, compete “não apenas contemplar de forma crítica essas novas práticas de linguagem e de produções, mas também fomentar o debate e outras demandas sociais que cercam essas práticas e usos” (BNCC, 2018, p.68). Por esta perspectiva, a partir da centralidade do estudo do texto, entendemos que compete aos professores, em especial os de língua portuguesa, orientar seus alunos para o reconhecimento de diferentes discursos, para as variações do jogo interdiscursivo ditadas por diferentes contextos, para o conceito de enunciado e entendimento do significado de práticas discursivas e de formação discursiva. Com a intenção de atingir nosso objetivo geral de analisar a interdiscursividade em enunciados construídos em memes sobre acontecimentos vividos nos últimos meses pela sociedade brasileira, buscamos responder à seguinte questão: como reconstruir, a partir dos entrecruzamentos dos discursos do cotidiano, o cenário sócio-histórico com o qual interagimos? Promovemos uma investigação qualitativa amparada nos referenciais teóricos de Maingueneau (1997, 2005, 2006, 2012) e chegamos à conclusão de que, sob a função lúdica dos memes, encontra-se um amplo espaço ao entendimento do interdiscurso. \u0000Palavras-chave: Interdiscurso. Meme. Ensino.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"38 2 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-07-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"78202830","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2022-07-15DOI: 10.36517/revletras.41.1.4
Dálete de Castro Braga Costa, M. Soares, Maria da Graça dos Santos Faria
{"title":"UMA ANÁLISE ARGUMENTATIVA E INTERTEXTUAL DOS ESTEREÓTIPOS","authors":"Dálete de Castro Braga Costa, M. Soares, Maria da Graça dos Santos Faria","doi":"10.36517/revletras.41.1.4","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.41.1.4","url":null,"abstract":"Este artigo propõe uma análise argumentativa de estereótipos a partir da estratégia argumentativa da intertextualidade. Os estereótipos são um tipo de representação social, e as representações sociais, conforme Moscovici (2007), são preexistentes e ancoradas em valores e crenças. Dentro desse âmbito, entendemos os estereótipos como um conjunto de imagens cristalizadas que são frequentemente estabilizadas e desestabilizadas (AMOSSY; PIERROT, 2001). Sendo a estereotipia necessária a um bom funcionamento argumentativo, buscamos a noção de argumentatividade discursiva em Amossy (2011) e Cavalcante et al. (2019), para as quais todo texto é argumentativo. Os estereótipos podem, então, ser flagrados nos textos a partir das alusões, amplas e estritas. Assim, essas imagens prévias são recursos que colaboram para a orientação argumentativa, direcionando modos de ver e de pensar dos interlocutores. A partir da análise de textos publicados no espaço digital, analisamos a argumentatividade dos estereótipos por meio do processo intertextual de alusão, e as análises apontam que as alusões amplas e estritas inscrevem e convocam estereótipos, que constroem a argumentatividade do texto. \u0000Palavras-chaves: estereótipos; argumentação; intertextualidade. ","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"14 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-07-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"84999090","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2022-07-15DOI: 10.36517/revletras.41.1.3
Carlos André Ferreira, Mariza Angélica Paiva Brito
{"title":"O APELO INTERTEXTUAL COMO ESTRATÉGIA DE DESQUALIFICAÇÃO DO OUTRO EM POLÊMICAS","authors":"Carlos André Ferreira, Mariza Angélica Paiva Brito","doi":"10.36517/revletras.41.1.3","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.41.1.3","url":null,"abstract":"O presente trabalho surge a partir das discussões realizadas pelo Grupo de Estudos em Linguística Textual da UNILAB (GELT) e pelo do Grupo de Estudo em Linguística Textual da UFC (Protexto/UFC), e integra o projeto de pesquisa intitulado “Argumentação Polêmica em gêneros da mídia digital” (FUNCAP/CNPq, 2019-2020). Utilizando-nos da Teoria da Argumentação no Discurso, como propõe Amossy (2018), e amparando-nos nos métodos analíticos da Linguística Textual, definidos em Cavalcante (2016) e Macedo (2018), apresentaremos as análises de uma interação polêmica, em comentários/respostas veiculados em uma publicação de Guilherme Boulos, em seu perfil oficial no Twitter, associado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) - candidato à prefeitura de São Paulo em 2020, em contexto pandêmico do Coronavírus. A publicação e os comentários/respostas selecionados são desse período. Analisamos, a partir de levantamentos bibliográficos, como a intertextualidade é acionada para desqualificar a imagem do outro/adversário dentro da polêmica. Seguimos os estudos de Carvalho (2018), sobre intertextualidades amplas e estritas, para identificarmos nos comentários/respostas a utilização de processos intertextuais, como a alusão ampla e estrita, utilizadas como estratégias de desqualificação da imagem do outro. As constatações deste estudo contribuirão para mostrar como os sujeitos podem se utilizar da desqualificação do outro, dentro da modalidade argumentativa polêmica, a partir das estratégias textuais, como a intertextualidade. \u0000Palavras-Chave: Argumentação. Linguística textual. Intertextualidade. Polêmica.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"252 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-07-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"75823543","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2022-07-15DOI: 10.36517/revletras.41.1.6
Janaica Gomes Matos, Stelyo Rubens de Souza Nogueira
{"title":"AS RECATEGORIZAÇÕES EM REDES REFERENCIAIS NOS COMENTÁRIOS DO INSTAGRAM","authors":"Janaica Gomes Matos, Stelyo Rubens de Souza Nogueira","doi":"10.36517/revletras.41.1.6","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.41.1.6","url":null,"abstract":"O artigo tem como objetivo analisar, em diálogo com a perspectiva tecnodiscursiva de Paveau (2020; 2021), as recategorizações em redes referenciais, nos comentários do Instagram, cujos textos se integram uns aos outros, sob o traço da relacionalidade discursiva. Partimos então das características do discurso nativo digital, destacando as potenciais relações entre a postagem inicial e os comentários, nos quais operam as redes de referentes. Para tanto, baseamo-nos na noção de redes referenciais em Matos (2018), pautadas nas ideias sobre a construção referencial segundo Cavalcante e Brito (2016) e nos modos de (re)elaborações do referente, conforme Custódio Filho (2011), cujo esquema foi acrescentado por Matos (2018). Assim, analisamos os textos na rede social Instagram, observando a postagem de nota política sobre “Bolsonaro”, no Jornal O Povo On-line, seguida de 90 comentários por 56 internautas. Atentamos para o fato de que as recategorizações sobre determinado referente podem ultrapassar, relacionalmente, a fronteira de uma postagem, vindo a continuar-se nos comentários subsequentes do compósito de gêneros da rede social. Essa continuidade ocorre por acréscimos e (des)confirmações de sentidos, conforme a ideologia e as influências dos sujeitos, uns sobre os outros. Com isso, apontamos a necessidade de ampliação do alcance analítico das redes referenciais ao nível intertextual, de modo a incluir a contribuição dos recursos tecnolinguageiros para essa troca de sentidos em negociação. \u0000Palavras-chave: redes referenciais, recategorização, comentários on-line, relacionalidade.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"95 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-07-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"83806574","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2022-07-15DOI: 10.36517/revletras.41.1.9
Maria das Graças Soares Rodrigues
{"title":"SUSPEIÇÃO DE MORO EM DEBATE NO STF INTERFACES TEXTUAIS, DISCURSIVAS E ENUNCIATIVAS","authors":"Maria das Graças Soares Rodrigues","doi":"10.36517/revletras.41.1.9","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.41.1.9","url":null,"abstract":"Discutimos, neste artigo interação, conflituosa no Supremo Tribunal Federal (STF), decorrente de uma discussão entre alguns Ministros daquela Suprema Corte, acerca da suspeição de Sérgio Moro, ex-ministro de Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, em relação ao ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva. Para tanto, ancoramos nossa reflexão nas seguintes questões orientadoras: 1) Considerando-se o ambiente formal que é a instituição Supremo Tribunal Federal, como interagem os ministros em contexto de trabalho, na cena enunciativa escolhida para análise? 2) Além da sequência dialogal que compõe o macronível da estrutura textual da cena interativa, que outra(s) sequência(s) textual(is) constitui(em) o mesonível textual? 3) Que dispositivo(s) enunciativo(s) evidencia(m) a ruptura da interação esperada? 4) Qual o ponto de vista dos interactantes acerca do objeto da discussão? Para responder a essas perguntas, estabelecemos como objetivos descrever, analisar e interpretar um evento interacional em contexto institucional que suscitou uma discussão (bate-boca, briga) entre os Ministros Luís Barroso e Gilmar Mendes. Essa discussão constitui nosso corpus, o qual foi obtido no canal da CNN Brasil no YouTube. A análise revelou que o ponto de vista dos interactantes acerca do objeto de discurso é antagônico, tendo gerado um ambiente tenso, de violência verbal na entonação. Nessa direção, ainda que posições radicais tenham se manifestado, venceu a posição daqueles que reconheciam que o então juiz Moro tinha sido parcial em relação aos julgamentos do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. \u0000 \u0000Palavras-chave: Interação conflituosa. Ponto de vista. Violência verbal.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"24 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-07-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"87142442","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2022-07-15DOI: 10.36517/revletras.41.1.13
Alena Ciulla, S. Cortez, Mayara Arruda Martins
{"title":"ANÁFORA A DISTÂNCIA","authors":"Alena Ciulla, S. Cortez, Mayara Arruda Martins","doi":"10.36517/revletras.41.1.13","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.41.1.13","url":null,"abstract":"Este artigo adota uma abordagem conversacional, interacionista e multimodal para estudar os fenômenos de recuperação anafórica a distância. A investigação aborda uma situação natural que torna particularmente salientes as questões epistêmicas e normativas relacionadas às anáforas, propondo tratá-las como problemas práticos resolvidos in situ pelos participantes no decorrer da sua atividade. A partir da análise em vídeo das interações entre garçons e clientes em um restaurante gastronômico, o artigo mostra, de fato, como as questões memoriais inerentes à recuperação anafórica se tornam visíveis, explícitas pelos próprios participantes e tratadas por eles na formatação multimodal de seus turnos. \u0000Palavras-chave: Interação, multimodalidade, anáfora, dêixis, apontamento.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"96 10","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-07-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"72488608","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2022-07-15DOI: 10.36517/revletras.41.1.8
V. Lima-Neto, A. Carvalho
{"title":"SOBRE O(S) COMPÓSITO(S) DE GÊNEROS","authors":"V. Lima-Neto, A. Carvalho","doi":"10.36517/revletras.41.1.8","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.41.1.8","url":null,"abstract":" Entendemos que textos, como participantes de gêneros, não funcionam no vácuo. No mundo real, como fenômenos que organizam a vida e a sociedade, os gêneros se relacionam de diferentes maneiras. No Brasil (MARCUSCHI, 2000; BONINI, 2011; BEZERRA, 2012; 2017; ARAÚJO, 2006; 2021) e no exterior (BHATIA, 2004; SWALES, 2004; BAZERMAN, 2005) há autores que já se debruçaram sobre a conceituação de diferentes agrupamentos genéricos, a partir de diferentes filiações teóricas. Seguindo essa perspectiva, este trabalho tem como objetivo caracterizar e discutir mais um tipo de agrupamento genérico, que chamamos de compósito de gêneros. Amparados nos estudos retóricos de gênero (MILLER, 2009; 2015; BAZERMAN, 2005; 2009) e na Linguística Textual (CAVALCANTE et al; 2019), analisamos um exemplário de três tipos de compósitos em diferentes mídias – impressa, audiovisual e digital –, em que verificamos como gêneros diferentes se inter-relacionam e se realizam por textos. Os resultados, ainda incipientes, apontam para duas características que diferenciam o que temos chamado de compósito de outros agrupamentos genéricos: a atualização de diferentes gêneros diferentes num mesmo espaço enunciativo e a inter-relação entre eles, estabelecida por um laço de natureza ora discursivo-pragmática, ora técnica, que sofrerá variações a depender da mídia utilizada, sem que nenhum dos gêneros perca suas peculiaridades. \u0000Palavras-chave: Agrupamento genérico. Compósito de gêneros. Análise de gêneros.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"5 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-07-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"89584878","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2022-07-15DOI: 10.36517/revletras.41.1.1
Rubens Damasceno-Morais
{"title":"QUEM É ESSE TAL DE TERCEIRO, AFINAL?","authors":"Rubens Damasceno-Morais","doi":"10.36517/revletras.41.1.1","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.41.1.1","url":null,"abstract":"Este artigo tem por objetivo propor uma discussão sobre o conceito de terceiro/Terceiro a partir de diferentes abordagens. Nesse sentido, partindo de um empreendimento teórico em campos de estudos diversos (linguística textual, estudos do discurso, argumentação, retórica, filosofia, entre outros.) sugerimos um debate que busca compreender, ao menos sumariamente, o sentido de terceiro. Para tal, dividimos este trabalho em três momentos: a) a perspectiva dialética, que enxerga o terceiro como um alocutário indireto, como um mediador e como um papel de atuação; b) a perspectiva retórica, que o percebe como uma auditório transcendental, como uma espécie de seta direcionada a um alvo, como um tropo comunicacional e, ainda, como um árbitro-juiz; e, por fim, c) a perspectiva lógica, que trata meramente do terceiro excluído. A conclusão a que se chega é que muito há ainda a trilhar para que compreendamos quem é e que papéis exerce esse terceiro, esfinge devoradora fundamental. \u0000Palavras-chave: Terceiro. Argumentação. Dialética. Retórica. Lógica. ","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"13 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-07-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"78323263","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2022-07-15DOI: 10.36517/revletras.41.1.2
Antônio Lailton Moraes Duarte, M. Cavalcante
{"title":"CRITÉRIOS ANALÍTICOS DA DESQUALIFICAÇÃO DO OUTRO NA CONSTRUÇÃO DA POLÊMICA MIDIÁTICA","authors":"Antônio Lailton Moraes Duarte, M. Cavalcante","doi":"10.36517/revletras.41.1.2","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.41.1.2","url":null,"abstract":"As mídias de uma maneira em geral, fundadas no argumento do interesse público, orquestram e difundem incessantemente polêmicas das mais variadas naturezas. No entanto, essa polemização midiática tem favorecido críticas severas de diversos sujeitos inscritos em diferentes posicionamentos ideológicos, expressos pela desqualificação do outro. Diante desse fenômeno textual-discursivo, sob o viés dos estudos da Linguística Textual (LT), tentaremos responder à seguinte questão: quais são os critérios analíticos LT que evidenciam a desqualificação do outro na polêmica midiática? Mesmo sendo tão criticada pelos mais distintos atores sociais, a desqualificação do outro na polêmica midiática ocupa um lugar bastante privilegiado nas mídias em geral, insistindo em se manter recorrente no espaço público. Para dar conta dessa problemática, baseamo-nos nos construtos teóricos de Amossy (2017), que propõe um conceito de polêmica como modalidade argumentativa e a noção de desqualificação do outro, como propriedade dessa modalidade argumentativa, e nos critérios para a caracterização da desqualificação do outro obtidos através do resultado da pesquisa em andamento de Duarte (2021). Tal pesquisa tem apontado até o momento os seguintes critérios analíticos da desqualificação do outro à luz da LT: os processos de intertextualidade estrita e ampla (CARVALHO, 2018); as diferentes etapas da construção referencial (CUSTÓDIO FILHO, 2011; CAVALCANTE e BRITO, 2016; CAVALCANTE et al., 2020); a construção das marcas socioculturais de impolidez de Culpeper (2015); as estratégias de patemização de Charaudeau (2010, 2015); e o processo de persuasão estabelecido como um dos parâmetro definidores da modalidade argumentativa polêmica (DUARTE, 2021). \u0000Palavras-chave: Desqualificação do outro. Polêmica. Mídia.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"354 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-07-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"77751727","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}