Revista de LetrasPub Date : 2021-07-17DOI: 10.36517/REVLETRAS.40.1.7
Alexandra Araújo, Francion Maciel Rocha
{"title":"PRETÉRITO IMPERFEITO (INDICATIVO/SUBJUNTIVO): ANÁLISE VARIACIONISTA DA FUNÇÃO DE COTEMPORALIDADE A UM PONTO DE REFERÊNCIA PASSADO NO FALAR POPULAR DE FORTALEZA","authors":"Alexandra Araújo, Francion Maciel Rocha","doi":"10.36517/REVLETRAS.40.1.7","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/REVLETRAS.40.1.7","url":null,"abstract":"O presente trabalho tem como objeto de estudo a variação entre o pretérito imperfeito do indicativo e o pretérito imperfeito do subjuntivo na função de cotemporalidade a um ponto de referência no passado, sob o aparato teórico-metodológico da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 2008) e do Funcionalismo (GIVÓN, 2001; 1993). Foram analisados trinta e seis informantes do NORPOFOR (Norma Popular de Fortaleza), distribuídos em células ortogonais por sexo, faixa etária e escolaridade. Localizamos, nos inquéritos, 123 dados, sendo 74 de imperfeito do indicativo e 49 de imperfeito do subjuntivo, os quais foram testados mediante os seguintes grupos de fatores: tipo de oração subordinada; tipo de verbo da oração principal; presença/ausência de advérbio ou locução adverbial na oração principal; presença/ausência de locução verbal na subordinada; sexo; faixa etária e escolaridade. Os resultados obtidos indicam que a oração subordinada substantiva e os verbos cognitivos na oração principal motivam o uso do imperfeito do indicativo. \u0000Palavras-Chave: Tempo. Variação. Cotemporalidade. Ponto de referência.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"20 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"82234965","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2021-07-17DOI: 10.36517/revletras.40.1.8
Dermeval da Hora, Larissa Moraes Pedrosa
{"title":"COMPORTAMENTO DA NASAL PALATAL /ɲ/: ANÁLISE VARIACIONISTA","authors":"Dermeval da Hora, Larissa Moraes Pedrosa","doi":"10.36517/revletras.40.1.8","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.40.1.8","url":null,"abstract":"A posição de ataque silábico, em geral, é preenchida por poucas consoantes que estão sujeitas a processos de variação. Dessas consoantes, destacam-se as oclusivas dentais /t,d/ e as soantes palatais /ɲ, ʎ/. Este texto trata da nasal palatal. O objetivo principal é discutir o comportamento desse segmento na comunidade de João Pessoa – PB - Brasil, considerando restrições sociais e estruturais. Como objetivos específicos são delineados: (a) identificar quais as condições estruturais e sociais que podem condicionar a variação da nasal palatal /ɲ/; (b) identificar qual a preferência do falante em relação às variantes, se o apagamento ou manutenção da nasal palatal; (c) identificar o estágio em que se encontra o processo de variação que envolve esse segmento, se variação estável ou indício de mudança linguística em progresso. Os dados trabalhados foram retirados do Projeto Variação Linguística no Estado da Paraíba – VALPB (1993), de onde foram selecionados 34 falantes, estratificados de acordo com o sexo, a faixa etária e os anos de escolarização. Ao lado das restrições sociais, foram controladas restrições estruturais. O tratamento estatístico foi realizado com a utilização do Programa Goldvarb X que selecionou como relevantes para o apagamento da nasal palatal as restrições estruturais (contexto fonológico precedente, contexto fonológico seguinte, número de sílabas, tonicidade, categoria gramatical) e as restrições sociais (sexo, faixa etária e anos de escolarização). \u0000Palavras-chave: Nasal palatal. Variação linguística. Projeto VALPB. Restrições linguísticas. Restrições sociais.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"2 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"72751195","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2021-07-17DOI: 10.36517/revletras.40.1.6
Márluce Coan, Francisco Felipe Gomes de Sousa, Laila Cavalcante Romualdo
{"title":"FORMAS SIMPLES E PERIFRÁSTICAS DE PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO DO INDICATIVO E DE PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO EM VARIAÇÃO","authors":"Márluce Coan, Francisco Felipe Gomes de Sousa, Laila Cavalcante Romualdo","doi":"10.36517/revletras.40.1.6","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.40.1.6","url":null,"abstract":"Via análise de 837 dados de 1887 a 2012, provenientes de revistas históricas do Instituto do Ceará, mostramos como a forma de pretérito mais-que-perfeito simples foi perdendo espaço ao imperfeito do subjuntivo na codificação da função conjuntiva, especializando-se em contextos bastante restritos, especialmente aqueles nos quais há verbo de estado, dicendi ou modal, bem como ausência de conector. Ademais, seu principal nicho de ocorrência é a sincronia de 1887 a 1899. Em análise global, os dados estão assim distribuídos: 39 dados de pretérito mais-que-perfeito simples, 609 dados de pretérito imperfeito do subjuntivo, 85 de pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo, 11 de perífrase verbal do mais-que-perfeito simples do indicativo e 93 de perífrase verbal do pretérito imperfeito do subjuntivo. Em termos teóricos, aludimos a dois dos princípios de mudança propostos por Weinreich, Labov e Herzog (1968): transição e restrições. Mostramos o cenário de transição, ao considerarmos tendências de uso de cada uma das formas sob análise por sincronia: 1887-1899; 1944-1956 e 2000-2012, bem como restrições de uso, ao mapearmos contextos de ocorrência por tipo verbal, uso de conector, polaridade, tipo oracional, gênero textual e sincronia. Trata-se de empreitada que possibilita mais conhecimento sobre a gramática do Português e sobre a história da língua, por mostrar como certas mudanças foram consolidadas, que fatores contribuíram e quais são, ainda, os contextos de resistência. \u0000Palavras-chave: função conjuntiva, pretérito mais-que-perfeito, pretérito imperfeito do subjuntivo.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"16 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"82633608","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2021-07-17DOI: 10.36517/REVLETRAS.40.1.4
Maria Alice Tavares
{"title":"VARIAÇÃO DISCURSIVA E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: CONECTORES EM TEXTOS NARRATIVOS ESCRITOS","authors":"Maria Alice Tavares","doi":"10.36517/REVLETRAS.40.1.4","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/REVLETRAS.40.1.4","url":null,"abstract":"Neste texto, mostro que pesquisas sobre variáveis discursivas são excelentes fontes de informações para o tratamento de itens discursivos nas escolas de nível básico. Os exemplos provêm de pesquisas sobre os conectores E e AÍ. Estudos sociolinguísticos (ABREU, 1992; GÖRSKI; TAVARES, 2013; FREITAG et al., 2013, entre outros) observaram problemas no uso desses conectores em textos escritos por alunos de diferentes níveis de escolaridade. Por um lado, há uma tendência de alta frequência do AÍ em textos de indivíduos em fases iniciais de escolarização. Por outro lado, há uma tendência de alta frequência do E em textos de indivíduos com maior tempo de escolarização. Com base nessas descobertas, apresento sugestões para a abordagem a conectores no ensino básico, distribuídas em três eixos: (i) experienciação e análise linguística; (ii) avaliação sociolinguística; e (ii) aplicação na produção de textos. Defendo que a adoção de um embasamento sociolinguístico para o ensino de língua portuguesa nos permite explorar com profundidade características morfossintáticas, semânticopragmáticas e estilísticas de itens discursivos. \u0000Palavras-chave: Variação discursiva. Ensino. Conectores.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"96 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"87693591","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2021-07-17DOI: 10.36517/revletras.40.1.2
Elyne Vitório
{"title":"AVALIAÇÃO DA VARIAÇÃO TER/HAVER EXISTENCIAIS E DA CONCORDÂNCIA VERBAL COM HAVER EXISTENCIAL NA LÍNGUA ESCRITA","authors":"Elyne Vitório","doi":"10.36517/revletras.40.1.2","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.40.1.2","url":null,"abstract":"Com o objetivo de analisarmos se há significados sociais positivos, negativos ou neutros associados ao uso dos verbos ter e haver em contextos existenciais na língua escrita, mensuramos as normas subjetivas de estudantes universitários do sertão alagoano em relação à variação ter e haver em sentenças existenciais e à variação na concordância verbal com haver existencial na escrita. Para tanto, recorremos à Teoria da Variação Linguística (LABOV, 2008 [1972]) e adotamos uma abordagem direta (FASOLD, 1996; MORENO FERNÁNDEZ, 1998), considerando sete parâmetros de julgamento social: formal, conservador, sofisticado, bonito, escrever bem, ler muito e nível de estudo. Os dados mostram uma avaliação mais neutra para o uso do verbo ter, mas uma avaliação mais positiva para a pluralização do verbo haver existencial. O uso do verbo ter é mais associado à escolarização mais baixa, não ser formal e não ser conservador, ao passo que a pluralização de haver é mais avaliada como formal, sofisticada e associada ao nível mais alto de estudo. \u0000Palavras-chave: Variação linguística. Avaliação linguística. Sentenças existenciais.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"14 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"87263338","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2021-07-17DOI: 10.36517/revletras.40.1.0
Revista de Letras
{"title":"Apresentação/Presentation","authors":"Revista de Letras","doi":"10.36517/revletras.40.1.0","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.40.1.0","url":null,"abstract":"Apresentação/Presentation","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"48 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"81526071","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2021-07-17DOI: 10.36517/revletras.40.1.13
Maria Marta Pereira Scherre, C. Andrade, Rafael Catão
{"title":"POR ONDE TRANSITAM O TU E O VOCÊ NO NORDESTE?","authors":"Maria Marta Pereira Scherre, C. Andrade, Rafael Catão","doi":"10.36517/revletras.40.1.13","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.40.1.13","url":null,"abstract":"Neste texto, focalizamos a distribuição dos pronomes pessoais de segunda pessoa no singular na posição de sujeito em pesquisas da região Nordeste do Brasil, com ponderações sobre a projeção de seis subsistemas feita por Scherre et al (2015) e sobre aspectos interacionais em função do tipo de coleta de dados. Tomamos como base o desenho do mapa dos pronomes de segunda pessoa de Scherre et al (2015), as reflexões de Scherre e Andrade (2019), o redesenho do mapa de Scherre, Andrade e Catão (2020) e a apresentação de Scherre (2020) no V Fórum de Estudos Linguísticos do Ceará (FELCE), a partir de diversas análises de pesquisadores brasileiros até 2020. Apresentamos um novo mapa da região Nordeste com percentuais médios de usos de você, cê, ocê, tu sem concordância e tu com concordância e o inserimos no mapa para o Brasil. Conclamamos os pesquisadores para produzirem novas análises de dados de conversas naturais para que possamos organizar o mapa da distribuição dos pronomes de segunda pessoa singular mais próximo à complexa realidade geográfica brasileira, bem como entender com precisão seus diversos matizes discursivos. \u0000Palavras-chave: pronomes pessoais de segunda pessoa singular; português brasileiro; região Nordeste","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"9 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"87595952","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2021-07-17DOI: 10.36517/revletras.40.1.10
Hugo Leonardo Gonçalves de Oliveira Magalhães, Hebe Macedo de Carvalho
{"title":"USO VARIÁVEL DA CONCORDÂNCIA VERBAL EM CONSTRUÇÕES DE VOZ PASSIVA SINTÉTICA NA ESCRITA DE TEXTOS JORNALÍSTICOS CEARENSES","authors":"Hugo Leonardo Gonçalves de Oliveira Magalhães, Hebe Macedo de Carvalho","doi":"10.36517/revletras.40.1.10","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.40.1.10","url":null,"abstract":"Este estudo tem como objetivo analisar a variação da concordância verbal em construções de voz passiva sintética, à luz dos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 2008 [1972]). Os dados foram coletados em dois jornais da cidade de Fortaleza, considerando os gêneros textuais: editorial, artigo de opinião e notícia. Os resultados indicam que 59,5% das ocorrências apresentam o verbo com marca explícita de plural em relação ao sintagma nominal posposto no plural. Formas verbais perifrásticas e infinitivas favorecem a não concordância verbal, nesse tipo de construção. O gênero notícia desponta com maior percentual de formas verbais sem marca flexional de plural em relação ao SN posposto. \u0000Palavras-chave: concordância verbal; voz passiva sintética; jornais cearenses.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"16 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"74907611","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2021-07-17DOI: 10.36517/revletras.40.1.12
Aline Bazenga
{"title":"AVALIAÇÃO E ATITUDES SOCIOLINGUÍSTICAS NO PORTUGUÊS EUROPEU MADEIRENSE","authors":"Aline Bazenga","doi":"10.36517/revletras.40.1.12","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.40.1.12","url":null,"abstract":"Esta pesquisa apresenta análises sobre avaliação linguistica no português europeu madeirense, através de corpora (entrevistas sociolinguísticas selecionadas a partir da amostra Funchal do CORPORAPOT e Corpus Sociolinguístico do Funchal (CSF)) e de questionários no âmbito de trabalhos de investigação realizados por Andrade (2014), Rodrigues (2018) e Nunes (2019). Foram selecionadas para um exame mais detalhado, duas variáveis sociolinguísticas, objeto de estudos anteriores focados na produção linguística: a realização anafórica de OD (variantes não padrão - ele, lhe e realização nula - e variante padrão, com clítico o) e as construções existenciais (variante não padrão - com ter - e variante padrão - com haver). O objetivo central é contribuir para o conhecimento mais aprofundado da sociedade insular, amplamente heterogênea do ponto de vista sociodemográfico e linguístico. Pretende-se, ainda, refletir sobre a possível influência dos significados sociais dos usos linguísticos e dos mecanismos subjacentes a esta inter-relação, de modo a melhor perceber se estamos perante uma comunidade de fala madeirense ou de uma pluralidade de comunidades de fala locais, geográfica e socialmente situadas na ilha da Madeira. Os resultados mostram, por um lado, que os falantes madeirenses têm consciência da diversidade linguística existente no território insular e do seu significado social, e, por outro, existe uma tendência à correlação entre variáveis sociolinguísticas e variáveis sociais (idade e nível de escolaridade dos participantes) que deverá ser levada em conta nos futuros trabalhos de investigação. \u0000Palavras-Chave: Avaliação Sociolinguística; Variáveis Linguísticas; Português Madeirense.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"88776330","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Revista de LetrasPub Date : 2021-07-17DOI: 10.36517/revletras.40.1.1
Livia Oushiro
{"title":"A IMPORTÂNCIA DE ESTUDOS DE AVALIAÇÃO E PERCEPÇÕES SOCIOLINGUÍSTICAS","authors":"Livia Oushiro","doi":"10.36517/revletras.40.1.1","DOIUrl":"https://doi.org/10.36517/revletras.40.1.1","url":null,"abstract":"Este trabalho busca argumentar que (i) assim como a produção linguística, as avaliações e as percepções são demonstravelmente variáveis e ordenadas; e (ii) os estudos sobre avaliações e percepções são fundamentais não só para a compreensão sobre processos de variação e mudança linguística (Weinreich, Labov & Herzog, 2006 [1968]), mas também para a promoção do respeito linguístico (Scherre, 2020). Para tanto, resenham-se inicialmente alguns estudos que tratam de avaliações e de percepções, e que demonstram a sistematicidade de seus padrões de variação; em seguida, apresenta-se sinteticamente um método para modelagem de campos indexicais (Eckert, 2008), conceito que permite operacionalizar os múltiplos significados sociais de variantes linguísticas. Argumenta-se, em última instância, que os próprios linguistas ainda pouco conhecem sobre os mecanismos de associação entre certas variantes e significados sociais, e que a ampliação de estudos sistemáticos sobre avaliações e percepções sociolinguísticas é peça-chave para o combate ao preconceito linguístico e a promoção da diversidade linguística. \u0000 Palavras-chave: avaliações e percepções linguísticas; significados sociais; respeito linguístico.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"209 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-07-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"73040459","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}