{"title":"Estrutura comercial e novas centralidades: análise do Eixo Comercial João Naves de Ávila – Uberlândia (MG)","authors":"P. Amorim, Vitor Ribeiro Filho","doi":"10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e60438","DOIUrl":"https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e60438","url":null,"abstract":"O espaço urbano, constituído através de uma relação espaço-tempo como produto de processos socioespaciais, apresenta-se dinâmico e multifacetado em razão do modelo de produção capitalista que imprime à sociedade transformações do global ao local. Não obstante, são observados processos espaciais que, sob a ótica da estrutura interna das cidades, conferem mudanças na produção do espaço, sobretudo no tocante às atividades comerciais e de serviços. Nesse sentido, o presente estudo foi desenvolvido a partir de observações das transformações ocorridas no espaço intraurbano de Uberlândia (MG). Dentre as dinâmicas recentes ocorridas na cidade, observou-se a consolidação de novas centralidades, com destaque para a Avenida João Naves de Ávila, considerada um eixo comercial, mediante a análise e a identificação de padrões espaciais resultante do adensamento de atividades comerciais e de serviços, como reflexo do processo espacial de descentralização. Partindo desse pressuposto, a pesquisa tem como objetivo central analisar o processo de descentralização e a formação de novas centralidades a partir dos eixos comerciais da cidade de Uberlândia, tendo como recorte a Avenida João Naves de Ávila, utilizando-se a metodologia de Ribeiro Filho (2004), a partir da qual puderam ser identificados 129 quarteirões em sua totalidade, com diferentes e em grande quantidade o número de atividades terciárias. Após a análise dos dados, observou-se que a descentralização das atividades terciárias ainda está em curso na avenida, resultando em diferentes graus de intensidade funcional, bem como no estabelecimento de distintos padrões de localização das atividades de comércio e de serviços. Nesse sentido, foram classificados seis setores: Central I, Central II, Especial, Leste I, Leste II e Extremo Leste, sendo eles heterogêneos entre si, porém com características que o tornam singulares.","PeriodicalId":31646,"journal":{"name":"Boletim de Geografia","volume":"48 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-04-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"81515357","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"O que não é Geografia?","authors":"J. Lopes","doi":"10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e59342","DOIUrl":"https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e59342","url":null,"abstract":"Em busca de se conceber “O que não é geografia? ”, teceu-se um trabalho de epistemologia nadológica da geografia, com o propósito de esculpir o não-ser geográfico. Para isso, buscou-se aporte na filosofia do nada por meio de Parmênides, Melisso, Górgias, Platão, Al-Fārābī e Sartre. Esses autores abrem margem a se pensar, de vários modos, o nada geográfico, servindo, especialmente, para identificarem que há uma diversidade de horizontes para responder à questão situada. Assim, visou-se, além de conceber caminhos possíveis, a uma revisão acerca do que se compreende sobre o que não é geografia. Com a revisão historiográfica, encontraram-se três formulações básicas: “a geografia não é outras ciências”, “a geografia não é um conhecimento unânime” e “a geografia não é puramente acadêmica”. A primeira, confere à geografia um estatuto de ciência por si, predicada em suas diversas áreas de atuação, sendo uma polarização, frente à interação; a segunda, aponta que, consoante as correntes de pensamento possíveis, a geografia se mantém como uma interação a se polarizar, inclusive a partir de linhas filosóficas; por fim, a terceira, indica que a geografia é também fenomênica, presente na educação e no cotidiano, sendo pensada de modo despolarizado na facticidade do mundo. Todas as asserções negativas permitem entender que a geografia é uma interação pura polarizada – em predicações de áreas e correntes – e despolarizada no horizonte de experiências. Por conseguinte, tateou-se o não-ser geográfico em um percurso que permite abrir possibilidades às acepções do que não é geografia e de conhecê-las mais profundamente.","PeriodicalId":31646,"journal":{"name":"Boletim de Geografia","volume":"25 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"73972986","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Eixos de expansão urbana em Juiz de Fora/MG: novos empreendimentos e centralidades na BR-040","authors":"Samarane Fonseca de Souza Barros","doi":"10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e60979","DOIUrl":"https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e60979","url":null,"abstract":"A expansão territorial das cidades brasileiras tem sido assunto largamente debatido pela Geografia Urbana, sobremaneira quando este processo se dá pela transformação da terra rural em terra urbana e envolve a articulação de agentes de diferentes naturezas. Nesta direção, o principal objetivo deste trabalho é analisar os processos de expansão urbana e reestruturação da cidade, tendo como recorte empírico o eixo da BR-040 localizado em Juiz de Fora/MG. Esta cidade é um importante nó na rede urbana de Minas Gerais e por isso faz-se relevante estudar os novos agentes e centralidades que ali surgem, pois, além de marcar rupturas na divisão social do espaço da cidade, engendra também alterações no espaço regional. Metodologicamente, o trabalho se apoiou em levantamento de dados secundários e em pesquisa bibliográfica. Constatou-se que a expansão urbana em Juiz de Fora, assim como na maior parte das cidades brasileiras, é oriunda de uma coalizão de forças de diferentes agentes, com foco para o Estado que através da instância municipal amplia o perímetro urbano e, ao transformar terra rural em terra urbana, corrobora com a valorização da área. Dentro deste escopo, foi possível observar que esta expansão pertence ao processo maior de reestruturação da cidade por fazer parte das alterações na divisão social do espaço, assim como por surgir como uma nova centralidade para a cidade e para a região.","PeriodicalId":31646,"journal":{"name":"Boletim de Geografia","volume":"64 4 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-03-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"89942853","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Geomorfologia no livro didático: clareza, linguagem e concepção em Sene e Moreira (2018), 6° ano do ensino fundamental","authors":"Jaelson Silva Lopes, C. Aquino","doi":"10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e60419","DOIUrl":"https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e60419","url":null,"abstract":"Trabalhos que versam sobre o ensino dos componentes físicos e naturais da paisagem ainda são pouco expressivos no cenário nacional, se comparado com a demanda produzida em outros subcampos da Geografia. Assim, visando contribuir para com a discussão, mais precisamente com o ensino de Geomorfologia e a concepção dos autores no tratamento desses conteúdos no livro didático, a presente pesquisa busca: i) analisar a clareza e a adequação da linguagem dos conteúdos de cunho geomorfológico no livro didático de Sene e Moreira (2018), componente curricular do 6º ano do ensino fundamental, e ii) refletir acerca da concepção de Geomorfologia presente no referido livro. Trata-se, portanto, de uma pesquisa teórica de natureza qualitativa do tipo descritiva que se dividiu em três momentos: i) escolha do livro didático a ser analisado; ii) levantamento dos conteúdos que versam sobre a Geomorfologia e iii) escrita do trabalho. Os resultados revelam que a linguagem e a clareza empregada no livro de Sene e Moreira (2018) é adequada para o ano que se propõe atender, mas que pequenas adequações fazem-se necessárias nas imagens e na correlação dos conteúdos geomorfológicos com o lugar de vida dos alunos. A partir da análise feita sobre a concepção de Geomorfologia, conclui-se que o autor, por vezes, a trata como articulada à sociedade por vezes a discute como externalidade a ela, ou seja, sem conexão.","PeriodicalId":31646,"journal":{"name":"Boletim de Geografia","volume":"50 5","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-02-24","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"72432232","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Comunidade judaica de Curitiba/PR: contribuições às dinâmicas locais resultantes da imigração","authors":"Carla Caroline Holm, K. Brumes, Márcia da Silva","doi":"10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e61648","DOIUrl":"https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e61648","url":null,"abstract":"Historicamente Curitiba é vista como uma cidade que se forma efetivamente a partir da chegada dos migrantes europeus – incentivados pelas políticas nacionais de atração de demanda para exploração das terras com diferentes cultivos e branqueamento populacional, já antecedendo a abolição da escravatura em 1888 (PENA, 1988; BALHANA, 1996; WACHOVICZ, 2001); todavia, esta história é contada sob uma perspectiva específica, que por sua vez, endossa o imaginário que se tem de uma cidade (e estado) caracteristicamente agrícola, e pouco se discute sobre a chegada desses sujeitos e sua relação com a urbanização, pois é de se esperar que esta (trans)formação local conta com iniciativas também partida de membros destes grupos recém chegados às terras paranaenses. Sabendo disso, este trabalho teve como objetivo discorrer sobre a chegada do imigrante judeu à capital do estado no final do século XIX, apresentando como, a partir disso, houve alteração nas dinâmicas sociais de Curitiba. Para que o alcance deste objetivo fosse possível, realizou-se revisão bibliográfica e documental em produções que tratavam de temas condutores, a saber, migrações, história do Paraná e Curitiba, e migração judaica, e também se realizaram entrevistas com membros do grupo judeu, cujas trajetórias familiares cruzam com o histórico de desenvolvimento curitibano. Apresenta-se diante do exposto que a comunidade judaica estabelecida na cidade contribuiu com a formação local, por trazer consigo uma tradição de vida e trabalho urbanos historicamente atrelado aos países de onde seus membros saíam; isto permitiu à recém criada capital do estado ter em cotidiano um rol de atividades até então pouco ou não exploradas pelos demais grupos de migrantes estabelecidos, como por exemplo comércio, profissões liberais, espaços culturais, entre outros.","PeriodicalId":31646,"journal":{"name":"Boletim de Geografia","volume":"39 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-02-24","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"80974333","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
C. Petsch, F. Sanches, A. Sccoti, R. Trentin, Luís Eduardo de Souza Robaina, Eduardo Cunha do Amaral
{"title":"Erosividade da bacia hidrográfica do rio Santa Maria (RS): tendências e espacialização","authors":"C. Petsch, F. Sanches, A. Sccoti, R. Trentin, Luís Eduardo de Souza Robaina, Eduardo Cunha do Amaral","doi":"10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e61231","DOIUrl":"https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e61231","url":null,"abstract":"A erosividade da chuva é um dos principais fatores desencadeadores da erosão. Diante disso, os objetivos desta pesquisa são calcular, espacializar, estimar o tempo de retorno e encontrar tendências de aumento da erosividade anual e mensal na bacia hidrográfica do rio Santa Maria (RS) - BHRSM. A análise da erosividade foi realizada com base em dados pluviométricos diários, no período de 1986-2019, de sete estações meteorológicas (EM). Foi utilizada uma equação de regressão de Bazzano et al. (2007) para Quaraí (RS) para transformação da precipitação diária em escalas de segundos para cálculo da erosividade. A espacialização dos dados foi realizada pelo método de interpolação IDW do SIG QGIS 3.4. A erosividade média anual da BHRSM (fator R da EUPS) é de ~11.979 MJ.mm.ha-1.h-1.ano-1, sendo classificada como “muito forte” e se concentrando no período de outubro-maio (73%), justamente o período em que acontece o plantio, desenvolvimento e colheita das culturas temporárias. O mês de abril é o de maior potencial erosivo, com 1.650 MJ.mm.ha-1.h- 1.mês- 1. A maior taxa de erosividade anual, de 24.868,89 MJ.mm.ha-1.h-1.ano-1, apresentou tempo de retorno estimado de 35 anos, com probabilidade de ocorrência de 2,85%. Os valores de tendências de erosividade mais elevados foram encontrados entre os anos de 2010 e 2019 em 6 das 7 EM. Por fim, salienta-se que a erosão linear com formação de voçorocas já foi identificada por vários autores na BHRSM, principalmente em sua porção norte, e a estação com maiores valores erosivos se localiza justamente nessa área.","PeriodicalId":31646,"journal":{"name":"Boletim de Geografia","volume":"70 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-02-24","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"78964387","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Lavynia Júlia Garcia Andrade, Milena Machiavelli Capel, M. Schmitz
{"title":"Avaliação da dinâmica da expansão antrópica sobre as áreas naturais do município de Maringá-PR, Brasil","authors":"Lavynia Júlia Garcia Andrade, Milena Machiavelli Capel, M. Schmitz","doi":"10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e61239","DOIUrl":"https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e61239","url":null,"abstract":"A Mata Atlântica é o bioma brasileiro mais fragmentado devido aos impactos antrópicos, principalmente oriundos da expansão urbana e das atividades agrícolas. Assim, objetivou-se avaliar a dinâmica temporal da expansão antrópica no município de Maringá, no estado do Paraná. Buscamos avaliar as alterações gerais da paisagem bem como a dinâmica específica do uso e cobertura da terra na zona ripária dos rios urbanos e periurbanos da municipalidade. Para isso, foram utilizados os dados de uso e cobertura da terra, dos anos 1989, 1999, 2009 e 2019, do projeto MapBiomas, reclassificados em quatro categorias: Natural Florestal, Natural não Florestal, Antrópico Urbano e Antrópico não Urbano. Os principais resultados foram (i) A maior parte do território maringaense, no período analisado, foi composto pela categoria Antrópico não Urbano; (ii) O maior crescimento foi da categoria Antrópico Urbano e o menor da categoria Natural não Florestal; (iii) Nas análises das zonas ripárias, houve alta participação da categoria Antrópico não Urbano, apesar desta decrescer ao longo do tempo. Além disso, a categoria Natural Florestal cresceu em todas as bacias hidrográficas, enquanto a categoria Antrópico Urbano cresceu apenas em algumas. No contexto geral, a dinâmica da expansão antrópica do município de Maringá, no período compreendido entre 1989 e 2019, foi representada em sua maior parte pela substituição de áreas agrícolas por áreas urbanas. Além disso, houve incremento da área florestal na zona ripária dos rios urbanos e periurbanos e um recente surgimento de infraestrutura urbana em algumas bacias hidrográficas, em detrimento de diminuição de área agrícola. Considerando esse último aspecto, esperamos que os resultados deste trabalho possam ser utilizados pelo poder público na identificação das regiões mais vulneráveis à ação antrópica sobre as áreas naturais no município, contribuindo, assim, para a implementação de melhorias no âmbito do planejamento do uso e cobertura da terra de Maringá.","PeriodicalId":31646,"journal":{"name":"Boletim de Geografia","volume":"59 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-02-23","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"73573971","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Análise qualitativa de anomalias geofísicas e sismicidade no México: um mapeamento integrado por GMT","authors":"Polina Lemenkova","doi":"10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e60474","DOIUrl":"https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e60474","url":null,"abstract":"Dados geofísicos de fontes abertas são amplamente usados como suporte de análise integrada em estudos geológicos regionais em áreas sismicamente ativas, como o México. Alta sismicidade com terremotos repetitivos ocorre em áreas das zonas de subducção formadas durante a evolução tectônica e se correlaciona com campos anômalos geofísicos. Este artigo investiga a correspondência entre o cenário geofísico, topográfico e sísmico do México usando o conjunto de ferramentas de script Generic Mapping Tools (GMT) para processamento de dados. A abordagem para mapeamento automatizado usando o GMT e scripts de shell é apresentada como um método cartográfico avançado com o objetivo de obter insights sobre a geologia e a geofísica do México. Os dados foram obtidos de conjuntos de dados de alta resolução de código aberto: GEBCO, EGM-2008, gravidade derivada de satélite, anomalia magnética EMAG2 e banco de dados sísmico IRIS. A correspondência entre os dados geológicos e geofísicos do México foi verificada através da comparação entre os mapas temáticos, distribuição regional de anomalias gravitacionais e localizações de terremotos. Sete novos mapas são realizados em dados geológicos, geofísicos, topográficos e sísmicos. O mapeamento sísmico é apresentado para o período de 2007-2021 demonstrando eventos com magnitude de 1,5 a 7,2. O impacto dos processos tectônicos que formaram a trincheira da América Central e o cinturão vulcânico transmexicano ativo na alta sismicidade regional com terremotos intensos é explorado. O estudo concluiu que o GMT é uma ferramenta eficaz para mapeamento e análise cartográfica de alta qualidade. Os dados IRIS podem ser usados para análises geológicas do México.","PeriodicalId":31646,"journal":{"name":"Boletim de Geografia","volume":"40 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-02-10","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"88060482","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Jocilene Dantas Barros, L. A. Cestaro, Maria Luiza de Oliveira Terto
{"title":"Mapeamento da cobertura vegetal urbana de Natal/RN usando imagens Google Earth","authors":"Jocilene Dantas Barros, L. A. Cestaro, Maria Luiza de Oliveira Terto","doi":"10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e58644","DOIUrl":"https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e58644","url":null,"abstract":"A cobertura vegetal é um elemento do ambiente urbano que oferece diversos benefícios para a sociedade, mas historicamente vem sendo suprimida para ocupação. A análise de sua quantificação e distribuição espacial é importante, pois contribui na gestão ambiental das cidades. O município de Natal é a capital do estado do Rio Grande do Norte, considerada pelo seu Plano Diretor como totalmente urbana e composta por várias Zonas de Proteção Ambiental (ZPAs) em seu interior. O software Google Earth PRO® tem na sua base um mosaico de imagens de satélites cuja resolução submétrica possibilita a realização de mapeamentos da vegetação urbana. O objetivo da pesquisa é analisar a distribuição espacial da cobertura vegetal no município e a importância das Zonas de Proteção Ambiental nesse contexto. Os procedimentos consistiram na quantificação e mapeamento da distribuição da cobertura vegetal usando segmentação e classificação supervisionada de imagens dos anos 2012 e 2013. Constatou-se que Natal possui 4.626 hectares de cobertura vegetal (naturais e plantados), distribuídos em 153.891 fragmentos. Mais de 60% da área de cobertura vegetal está localizada nas Zonas de Proteção Ambiental (ZPAs) da cidade e 83% dos fragmentos apresentam área entre 10 m² e 100 m². Natal apresenta um Índice de Cobertura Vegetal de 27,5% e 54,2 m² de cobertura vegetal para cada habitante. Apesar de relativamente elevada, a cobertura vegetal não é regularmente distribuída, com áreas de maiores dimensões nos bairros periféricos com presença de ZPAs, evidenciando a importância dessas zonas para manutenção da vegetação, da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos.","PeriodicalId":31646,"journal":{"name":"Boletim de Geografia","volume":"27 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-02-10","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"85369324","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Unidades de Conservação como instrumentos de mitigação às alterações climáticas em Mato Grosso","authors":"A. Trevizan, F. A. Oliveira","doi":"10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e59419","DOIUrl":"https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e59419","url":null,"abstract":"Esta pesquisa teve como objetivo compreender de que modo as Unidades de Conservação atuam para a adaptação e mitigação das alterações climáticas. Foi analisado o estado de Mato Grosso, localizado no centro-oeste do Brasil, por ser um estado de amplas dimensões e com diferentes biomas em sua composição. Foi realizado um estudo de caso visando dimensionar a importância das UCs em se tratando do sequestro dos Gases do Efeito Estufa (GEE), utilizando-se o estado de Mato Grosso. A partir da revisão literária restou identificado que as Unidades de Conservação consistem em um instrumento mitigador das alterações climáticas, vez que a conservação mantém os serviços ecossistêmicos e auxiliam na captação e armazenamento de gás carbônico, chamados sumidouros de carbono. Por uma análise legal, detectou-se que as políticas ambientais de Unidades de Conservação não fixam materialmente as alterações climáticas como base. Os dados obtidos apontaram que 4,73% da área do estado em estudo se enquadra neste instrumento legal. Apesar de corresponder a uma pequena parcela territorial, as Unidades de Conservação encontram-se dispersas pelos três biomas que compõe o estado, na busca por proteger as três diferentes biodiversidades. Da análise dos dados, conclui-se que as Unidades de Conservação possuem papel mitigador das alterações climáticas no estado de Mato Grosso, devido a Mudança do Uso da Terra, fator esse de grande incidência no estado. Para pesquisas posteriores sugere-se a análise da relevância das áreas indígenas neste mesmo cenário.","PeriodicalId":31646,"journal":{"name":"Boletim de Geografia","volume":" 8","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-02-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"72381454","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}