{"title":"什么不是地理?","authors":"J. Lopes","doi":"10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e59342","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Em busca de se conceber “O que não é geografia? ”, teceu-se um trabalho de epistemologia nadológica da geografia, com o propósito de esculpir o não-ser geográfico. Para isso, buscou-se aporte na filosofia do nada por meio de Parmênides, Melisso, Górgias, Platão, Al-Fārābī e Sartre. Esses autores abrem margem a se pensar, de vários modos, o nada geográfico, servindo, especialmente, para identificarem que há uma diversidade de horizontes para responder à questão situada. Assim, visou-se, além de conceber caminhos possíveis, a uma revisão acerca do que se compreende sobre o que não é geografia. Com a revisão historiográfica, encontraram-se três formulações básicas: “a geografia não é outras ciências”, “a geografia não é um conhecimento unânime” e “a geografia não é puramente acadêmica”. A primeira, confere à geografia um estatuto de ciência por si, predicada em suas diversas áreas de atuação, sendo uma polarização, frente à interação; a segunda, aponta que, consoante as correntes de pensamento possíveis, a geografia se mantém como uma interação a se polarizar, inclusive a partir de linhas filosóficas; por fim, a terceira, indica que a geografia é também fenomênica, presente na educação e no cotidiano, sendo pensada de modo despolarizado na facticidade do mundo. Todas as asserções negativas permitem entender que a geografia é uma interação pura polarizada – em predicações de áreas e correntes – e despolarizada no horizonte de experiências. Por conseguinte, tateou-se o não-ser geográfico em um percurso que permite abrir possibilidades às acepções do que não é geografia e de conhecê-las mais profundamente.","PeriodicalId":31646,"journal":{"name":"Boletim de Geografia","volume":"25 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-03-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":"{\"title\":\"O que não é Geografia?\",\"authors\":\"J. Lopes\",\"doi\":\"10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e59342\",\"DOIUrl\":null,\"url\":null,\"abstract\":\"Em busca de se conceber “O que não é geografia? ”, teceu-se um trabalho de epistemologia nadológica da geografia, com o propósito de esculpir o não-ser geográfico. Para isso, buscou-se aporte na filosofia do nada por meio de Parmênides, Melisso, Górgias, Platão, Al-Fārābī e Sartre. Esses autores abrem margem a se pensar, de vários modos, o nada geográfico, servindo, especialmente, para identificarem que há uma diversidade de horizontes para responder à questão situada. Assim, visou-se, além de conceber caminhos possíveis, a uma revisão acerca do que se compreende sobre o que não é geografia. Com a revisão historiográfica, encontraram-se três formulações básicas: “a geografia não é outras ciências”, “a geografia não é um conhecimento unânime” e “a geografia não é puramente acadêmica”. A primeira, confere à geografia um estatuto de ciência por si, predicada em suas diversas áreas de atuação, sendo uma polarização, frente à interação; a segunda, aponta que, consoante as correntes de pensamento possíveis, a geografia se mantém como uma interação a se polarizar, inclusive a partir de linhas filosóficas; por fim, a terceira, indica que a geografia é também fenomênica, presente na educação e no cotidiano, sendo pensada de modo despolarizado na facticidade do mundo. Todas as asserções negativas permitem entender que a geografia é uma interação pura polarizada – em predicações de áreas e correntes – e despolarizada no horizonte de experiências. Por conseguinte, tateou-se o não-ser geográfico em um percurso que permite abrir possibilidades às acepções do que não é geografia e de conhecê-las mais profundamente.\",\"PeriodicalId\":31646,\"journal\":{\"name\":\"Boletim de Geografia\",\"volume\":\"25 1\",\"pages\":\"\"},\"PeriodicalIF\":0.0000,\"publicationDate\":\"2022-03-17\",\"publicationTypes\":\"Journal Article\",\"fieldsOfStudy\":null,\"isOpenAccess\":false,\"openAccessPdf\":\"\",\"citationCount\":\"0\",\"resultStr\":null,\"platform\":\"Semanticscholar\",\"paperid\":null,\"PeriodicalName\":\"Boletim de Geografia\",\"FirstCategoryId\":\"1085\",\"ListUrlMain\":\"https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e59342\",\"RegionNum\":0,\"RegionCategory\":null,\"ArticlePicture\":[],\"TitleCN\":null,\"AbstractTextCN\":null,\"PMCID\":null,\"EPubDate\":\"\",\"PubModel\":\"\",\"JCR\":\"\",\"JCRName\":\"\",\"Score\":null,\"Total\":0}","platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Boletim de Geografia","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v39.a2021.e59342","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
Em busca de se conceber “O que não é geografia? ”, teceu-se um trabalho de epistemologia nadológica da geografia, com o propósito de esculpir o não-ser geográfico. Para isso, buscou-se aporte na filosofia do nada por meio de Parmênides, Melisso, Górgias, Platão, Al-Fārābī e Sartre. Esses autores abrem margem a se pensar, de vários modos, o nada geográfico, servindo, especialmente, para identificarem que há uma diversidade de horizontes para responder à questão situada. Assim, visou-se, além de conceber caminhos possíveis, a uma revisão acerca do que se compreende sobre o que não é geografia. Com a revisão historiográfica, encontraram-se três formulações básicas: “a geografia não é outras ciências”, “a geografia não é um conhecimento unânime” e “a geografia não é puramente acadêmica”. A primeira, confere à geografia um estatuto de ciência por si, predicada em suas diversas áreas de atuação, sendo uma polarização, frente à interação; a segunda, aponta que, consoante as correntes de pensamento possíveis, a geografia se mantém como uma interação a se polarizar, inclusive a partir de linhas filosóficas; por fim, a terceira, indica que a geografia é também fenomênica, presente na educação e no cotidiano, sendo pensada de modo despolarizado na facticidade do mundo. Todas as asserções negativas permitem entender que a geografia é uma interação pura polarizada – em predicações de áreas e correntes – e despolarizada no horizonte de experiências. Por conseguinte, tateou-se o não-ser geográfico em um percurso que permite abrir possibilidades às acepções do que não é geografia e de conhecê-las mais profundamente.