Mônica Lopes Sampaio Silva, Taiane Candeias da Silva, Milena Da Silva Lima, Luana Sávia, Gilvania Da Silva Santos
{"title":"Frequência de pacientes com diagnóstico de Linfoma não Hodgkin tratados com Rituximabe pelo PCDT no Serviço de Oncohematologia do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES)","authors":"Mônica Lopes Sampaio Silva, Taiane Candeias da Silva, Milena Da Silva Lima, Luana Sávia, Gilvania Da Silva Santos","doi":"10.22563/2525-7323.2022.v1.s2.p.42","DOIUrl":"https://doi.org/10.22563/2525-7323.2022.v1.s2.p.42","url":null,"abstract":"Introdução: O tratamento de pacientes com linfoma não-Hodgkin de grandes células B com o medicamento Rituximabe está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2011. O uso do Rituximabe foi ampliado para o tratamento do linfoma não-Hodgkin folicular em 2013 pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS – CONITEC. Objetivo: Caracterizar a frequência de pacientes com diagnóstico de Linfoma não Hodgkin tratados com Rituximabe pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do SUS no Serviço de Oncohematologia do Hospital Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia (HUPES – UFBA) no período de Janeiro de 2021 a Outubro de 2022, através das autorizações solicitadas ao Ministério da Saúde via SESAB. Método: Foram coletados dados das planilhas enviadas pelo Serviço de Farmacotécnica da Farmácia Hospitalar do HUPES durante o período referido. Contabilizaram-se todos os pacientes com diagnóstico e CID-10 contemplados pelo PCDT e os dados foram tratados conforme a frequência e média. Esse estudo foi aprovado pelo CEP institucional sob número 4465789. Resultados e Discussão: Nesse período, 33 pacientes fizeram o tratamento com Rituximabe pelo PCDT, sendo 55% (n=18) do sexo masculino e 45% (n=15) do sexo feminino. Conforme dados do INCA é o 8º tipo de câncer mais incidente entre os homens no Brasil. A idade média correspondeu a 53,7 anos, sendo a idade mínima 26 e a máxima 82 anos. Ao separar as idades em faixa etária, foi obtido como faixa etária mais incidente entre 40 a 49 anos, 24% (n=8); seguida por 50 a 59 anos, 21% (n=7) e por 60 a 69 anos, 21% (n=7). No que diz respeito ao diagnóstico, o Linfoma não-Hodgkin difuso de grandes células B representaram 76% (n=25) sendo o caso de maior prevalência; também encontrado na literatura, já o Linfoma nãoHodgkin, pequenas células clivadas, folicular representou 12% (n=4); Linfoma não-Hodgkin, folicular, não especificado 9% (n=3); e Linfoma não-Hodgkin, grandes células, folicular 3% (n=1). Conclusão: Os dados apresentados neste estudo proporcionam melhor clareza em relação ao perfil de pacientes contemplados no tratamento com Rituximabe, conforme critérios preestabelecidos pelo PCDT. O acesso ao medicamento contribuiu na melhoria da qualidade da atenção farmacêutica e consequentemente na melhoria da qualidade de vida da população assistida nesta instituição.","PeriodicalId":110294,"journal":{"name":"JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA","volume":"31 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-02-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128726563","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Harli Pasquini Netto, Y. Ramires, J. Lind, Bianca Fontana Aguiar, Moacir Pires Ramos, Jaime Luis Lopes Rocha
{"title":"Análise de custo–minimização da troca entre imunoglobulinas intravenosas e subcutâneas em terapias de reposição de sistema de saúde suplementar","authors":"Harli Pasquini Netto, Y. Ramires, J. Lind, Bianca Fontana Aguiar, Moacir Pires Ramos, Jaime Luis Lopes Rocha","doi":"10.22563/2525-7323.2019.v4.s1.p.23","DOIUrl":"https://doi.org/10.22563/2525-7323.2019.v4.s1.p.23","url":null,"abstract":"Introdução: A terapia de reposição de imunoglobulina G (IgG) é indicada no tratamento de adultos e crianças com imunodeficiência primária e outras condições médicas. A administração de IgG pode ser por via intravenosa (IVIg) ou por subcutânea (SCIg). Essa segunda via ainda possui dois métodos de infusão: por bomba de infusão (BI) e rapid push (RP). Objetivo: avaliar o impacto financeiro a partir de análise de custo-minimização, das versões intravenosa e subcutânea da IgG, além dos métodos BI e RP, em uma operadora de plano de saúde com mais de 500.000 vidas em Curitiba, Paraná. Metodologia: estudo retrospectivo e descritivo, seguido de análise de custo-minimização entre os beneficiários que fizeram uso de IgG, de primeiro de janeiro de 2018 a 31 de maio de 2019 (17 meses), através de dados secundários extraídos do sistema informatizado da operadora. Avaliou-se possível permuta entre as drogas (Flebogamma®, Endobolin kiovig®, Hyqvia®, Hizentra® e Gammanorn®), vias (IV e SC) e métodos de infusão subcutâneos (bomba e RP) a fim de descrever a economia da hipotética substituição. Estabeleceram-se como critérios de exclusão o pagamento indevido da tecnologia, não pagamento, glosas justificadas e liberações com volume de IgG maiores que 50 mL. Após exclusão, calcularam-se despesas individuais e totais de Ig através dos custos das apresentações. Custos diretos e indiretos de materiais, serviços e instalações envoltos no cuidado foram incorporados ao cálculo. As análises econômicas foram conduzidas através do software Excel®, versão 2007. Resultados: em média, anualmente, foram pagos 43.545.882 mg de Flebogamma®, 28.860.000 mg de Endobolin kiovig® 10%, 63.529 mg de Hyqvia® e 1.411 mg de Hizentra®. Nenhuma liberação foi excluída pelos critérios supracitados. A análise econômica identificou o custo direto de R$ 23.944.671,30, que excluem valores de taxas de infusão, serviços e internação. Quando aplicada a mudança hipotética para Gammanorn®, o qual apresentou o menor custo por mg (R$/mg), a redução de custo (direto e indireto) é de até, comparado ao Flebogamma®, R$ 8.677.812,40, para uso do método RP; R$ 4.684.382,29 (BI), para Endobolin Kiovig®; e para o Hyqvia®, R$ 8.502,77 (BI). O Hizentra® foi utilizado apenas uma vez no período analisado, por isso não foi considerado na análise de custo-minimização. Se considerar apenas os custos indiretos, como taxas de sala e taxas de planejamento e administração do medicamento, pode-se economizar entre R$ 134.032,64 a R$ 454.610,24, dependendo da permuta entre vias e método de infusão utilizado (RP ou BI). Conclusão: a análise econômica no tratamento com imunoglobulinas G mostra-se extremamente relevante, pois contribui com o melhor uso da terapêutica de custo elevado garantindo a sustentabilidade do sistema de saúde. Imunoglobulinas G subcutâneas, tanto por bomba infusora quanto por método RP, apresentam-se como uma opção custo-minimizatória em comparação com o tratamento referência para saúde suplementar.","PeriodicalId":110294,"journal":{"name":"JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA","volume":"47 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-02-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125407080","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Renata Kelly Novais Rodrigues Silva, Daiane Silva dos Santos Gondim, Caio Cesar Lopes Belmiro, Raquel Simões Forte, Ramiro Oliveira Pamponet, Viviane Carvalho Ferreira.
{"title":"Implantação dos módulos de Suprimentos e Farmácia do Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU) no Setor de Farmácia Hospitalar (SFH) do HUPES. (Eixo Gestão)","authors":"Renata Kelly Novais Rodrigues Silva, Daiane Silva dos Santos Gondim, Caio Cesar Lopes Belmiro, Raquel Simões Forte, Ramiro Oliveira Pamponet, Viviane Carvalho Ferreira.","doi":"10.22563/2525-7323.2022.v1.s2.p.45","DOIUrl":"https://doi.org/10.22563/2525-7323.2022.v1.s2.p.45","url":null,"abstract":"Introdução: O AGHU se originou nos anos 70 no Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Em 2009 o Ministério da Educação iniciou um projeto para adotá-lo como Sistema de Informação Hospitalar (SIH) da Rede EBSERH. No SFH, responsável pelo gerenciamento dos medicamentos, um sistema informatizado é imprescindível para uma gestão eficiente além de auxiliar tomadas de decisões clínicas e contribuir com a segurança do paciente. O SIH precisa dispor de ferramentas que auxiliem no planejamento, aquisição, distribuição e controle de estoque de medicamentos, além de fornecer relatórios fiscais, gerenciais, dentre outros. No AGHU os módulos de gerenciamento do SFH são Suprimentos (M-Sup) e Farmácia (M-Far). No HUPES o SFH é composto por vários serviços, os quais demandam um SIH complexo para atender suas diversas demandas e integração com os outros setores hospitalares. Objetivo: Discorrer sobre a implantação dos módulos de Suprimentos e Farmácia do AGHU no Setor de Farmácia Hospitalar do HUPES. Método: Trata-se de um relato de caso, discutindo sobre o planejamento, a implantação e usabilidade do AGHU no SFH do HUPES. Resultados e Discussão: Em 2014 iniciou a implantação do AGHU no HUPES. Em 2019 iniciaram os M-Sup e M-Far, mas só foram concluídos em 2022. No SFH o M-Sup controla os medicamentos através de entradas de notas, ajustes, transferências, requisições e devoluções, além de emitir relatórios gerenciais e fiscais. Entretanto faltam recursos imprescindíveis na gestão da Farmácia Hospitalar como relatórios de estatística de consumo, ferramenta de inventário, viabilidade de devolução pela enfermaria, transformação de formas farmacêuticas e etcs. No M-Far, a partir das prescrições, é realizada a triagem e dispensação dos medicamentos, sendo este integrado com o M-Sup para controle de estoque. A principal dificuldade no processo de implantação foi a falta de informações sobre a funcionalidade do sistema. Os manuais descreviam comandos básicos sem explicar a função dos recursos. O conhecimento do AGHU foi construído na base de tentativa e erro, gerando muito trabalho desnecessário. Os roteiros de treinamento foram criados internamente, assim como os manuais que estão em via de publicação. Após a implantação ocorreram erros como duplicidade de saldo após transferências, duplicidade de almoxarifado, erro em alguns preços médio, dentre outros, que levou a necessidade de reimplantação, o que impactou não só o SFH como as prescrições, já que os medicamentos são cadastrados no M-Sup. Na implantação de um SIH é previsível a existência de dificuldades na adaptação. Entretanto, algumas deficiências do AGHU impactam diretamente na gestão do SFH. Melhorias já foram solicitadas, tendo sido poucas atendidas. Conclusão: Na seleção e implantação de um SIH é imprescindível um planejamento prévio que englobe o domínio amplo do sistema, da complexidade e demandas das instituições incluindo a colaboração de profissionais que trabalham na ponta dos serviços, para evitar que o ","PeriodicalId":110294,"journal":{"name":"JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA","volume":"107 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-02-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133198917","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Luiza Nogueira Losco, Adriana Prates Sacramento, Andrija Oliveira Almeida, Clarice Moreira Portugal, Melina Sampairo de Ramos Barros, Andrea Brígida de Souza, Clementina Corah Lucas Prado, Vania Cristina Canuto Santos
{"title":"Consultas Públicas da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec): perfil dos contribuintes dos formulários de experiência e opinião","authors":"Luiza Nogueira Losco, Adriana Prates Sacramento, Andrija Oliveira Almeida, Clarice Moreira Portugal, Melina Sampairo de Ramos Barros, Andrea Brígida de Souza, Clementina Corah Lucas Prado, Vania Cristina Canuto Santos","doi":"10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.82","DOIUrl":"https://doi.org/10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.82","url":null,"abstract":"Introdução: A Conitec é um órgão colegiado de caráter permanente, que tem por objetivo assessorar o Ministério da Saúde nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), bem como na constituição ou alteração de protocolo clínico ou de diretriz terapêutica. Para isso, a Comissão realiza reuniões mensais para discutir e emitir recomendações sobre as tecnologias em saúde em avaliação. Cada tema avaliado pela Conitec recebe uma recomendação preliminar. Após esse parecer, abre-se uma consulta pública para que a sociedade possa opinar sobre o tema. As consultas públicas são disponibilizadas no site da Conitec e, ordinariamente, ficam abertas durante 20 dias. Desde o final de 2014, as consultas públicas sobre a avaliação de tecnologias em saúde apresentam dois tipos de formulários eletrônicos: um para contribuições técnico-científicas e outro para contribuições de experiência ou opinião. As contribuições recebidas nesses formulários são apresentadas em nova reunião da Conitec para emissão da recomendação final acerca da tecnologia avaliada. Objetivos: Analisar o perfil dos participantes dos formulários de experiência e opinião das consultas públicas abertas pela Conitec, sobre a avaliação de tecnologias em saúde, no período de 2015 a 2021. Métodos: Foram analisados dados contendo informações fornecidas pela Secretaria-Executiva da Conitec sobre as contribuições recebidas nos formulários entre os anos de 2015 e 2021. Para a construção do perfil do participante foram extraídas: tipo de tecnologia em saúde avaliada; tipo de participante; sexo; idade; cor/etnia e Unidade Federativa (UF) de residência. A variável de idade foi agrupada em faixas etárias quinquenais e as UFs de residência em regiões. Resultados: No período, foram realizadas 256 consultas públicas para avaliação de medicamentos, 46 de procedimentos e 22 sobre produtos de saúde. Com relação ao tipo de participante, 39% são familiares, amigos ou cuidadores de pacientes com a doença relacionada à tecnologia em avaliação; 32% interessados no tema; 15% profissionais de saúde; 13% pacientes e 1% grupos, associações ou organizações de pacientes. Verificou- se entre os participantes que 70% são do sexo feminino e 30% do sexo masculino. Com relação à idade, 48% dos participantes tem de 25 a 39 anos e 36% de 40 a 59 anos. A participação por cor/etnia é de 69% de pessoas brancas, 24% pardas, 5% pretas e 2% amarelas. Sobre as Regiões de residência dos participantes, 55% é do Sudeste, 18% doSul, 17% do Nordeste, 7% Centro-Oeste e 3% do Norte. Conclusão: Com os resultados observa-se desigualdades no perfil dos participantes, indicando fragilidades no alcance das consultas públicas. Evidenciar esses dados contribui para planejar ações futuras,alinhadas aos princípios de igualdade do SUS e que contribuam para a construção de uma participação plural, no que diz respeito à diversidade etária, racial, de sexo e regional.","PeriodicalId":110294,"journal":{"name":"JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA","volume":"139 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-01-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127333202","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Gabriela Bandeira Burlamaque, Roberto Eduardo Schneiders, Rodrigo Prado da Costa, Agnes Nogueira Gossenheimer, Adernanda de Rocco Guimarães, Vanessa Klimkowski Argoud, Raphaela Soares Fonseca, Diego Da Silva Gouvea
{"title":"Construção participativa das diretrizes da Política de Assistência Farmacêutica do Rio Grande do Sul","authors":"Gabriela Bandeira Burlamaque, Roberto Eduardo Schneiders, Rodrigo Prado da Costa, Agnes Nogueira Gossenheimer, Adernanda de Rocco Guimarães, Vanessa Klimkowski Argoud, Raphaela Soares Fonseca, Diego Da Silva Gouvea","doi":"10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.50","DOIUrl":"https://doi.org/10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.50","url":null,"abstract":"Introdução: A Secretaria de Estado do Rio Grande do Sul (SES/RS) elegeu como um dos objetivos prioritários no Plano Estadual de Saúde para o quadriênio 2020-2023 a construção, aprovação e publicação da Política Estadual de Assistência Farmacêutica (PEAF). A partir das orientações expressas na Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF) e nas deliberações da 8ª Conferência Estadual do Rio Grande do Sul, a SES/RS realizou um trabalho coletivo para construção da PEAF junto ao segmento dos usuários, trabalhadores, gestores e prestadores de serviço, de modo a implementar uma Política de Assistência Farmacêutica (AF) que privilegie um planejamento integrado entre o estado e os municípios, fortalecendo e qualificando a AF no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: descrever o processo participativo de construção e aprovação das diretrizes da PEAF no Rio Grande do Sul (RS). Métodos: trata-se de um estudo de caso sobre as etapas de construção das diretrizes da PEAF conduzidas pela equipe do Departamento de Assistência Farmacêutica da SES/RS (DEAF), a partir do relato da vivência e de documentos relacionados a esse processo. Resultados: a fim de assegurar o atendimento dos interesses coletivos e respeitar a gestão participativa do SUS, foi realizada uma consulta pública para a construção das diretrizes da PEAF aberta à sociedade civil, em abril de 2022, em formato eletrônico, na qual foram recebidas 791 contribuições de 102 participantes de todas regiões do estado e de diferentes segmentos, sendo 61,8% de trabalhadores, 25% de gestores e prestadores de serviços e 13,2% de usuários do SUS. As contribuições da consulta pública foram sistematizadas pelo DEAF em 11 eixos temáticos norteadores da PEAF. O processo de deliberação e definição das diretrizes ocorreu em abril por meio de oficinas presenciais na cidade de Porto Alegre e estiveram presentes 84 participantes, sendo 53,6% trabalhadores, 32,1% de gestores e prestadores de serviços e 14,3% de usuários do SUS. Os grupos de trabalho aprovaram 94 diretrizes das quais 21 corresponderam às propostas originais sistematizadas pelo DEAF, 70 referente a propostas reformuladas pelos participantes e 3 novas diretrizes criadas a partir da realocação das contribuições recebidas na consulta pública. As 94 diretrizes foram incluídas na minuta da PEAF para publicação e encaminhada para apreciação do Conselho Estadual de Saúde (CES-RS) que, em plenária, aprovou o processo de construção participativo da PEAF e deliberou a favor da publicação das diretrizes no Diário Oficial do Estado para implementação e qualificação da AF no SUS. Conclusão: a SES/RS contribui para a qualificação da gestão do SUS ao instituir as diretrizes da PEAF que orientarão as escolhas estratégicas e prioritárias das gestões estadual e municipais no RS para promoção de ações e serviços da AF. Sobretudo, a construção da PEAF contribui para futuras experiências participativas na definição de políticas de saúde no SUS.","PeriodicalId":110294,"journal":{"name":"JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA","volume":"64 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-01-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115047549","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Agnes Nogueira Gossenheimer, Vanessa Klimkowski Argoud, A. P. Rigo, Rodrigo Pedroso Tolio, Roberto Eduardo Schneiders
{"title":"Telecuidado Farmacêutico como Estratégia para Otimizar o Controle de Asma em Usuários de uma Farmácia de Medicamentos Especiais","authors":"Agnes Nogueira Gossenheimer, Vanessa Klimkowski Argoud, A. P. Rigo, Rodrigo Pedroso Tolio, Roberto Eduardo Schneiders","doi":"10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.29","DOIUrl":"https://doi.org/10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.29","url":null,"abstract":"Introdução: asma é um problema mundial, atingindo 339 milhões de pessoas no mundo. Os dispositivos inalatórios para o tratamento da asma são dispensados para 1173 usuários em Farmácia de Medicamentos Especiais (FME) do sul do Brasil, pelo Sistema Único de Saúde, no entanto, não há até o momento uma avaliação do controle da asma nessa população. A Telessaude foi regulamentada recentemente no Brasil e possibilitou que serviços farmacêuticos sejam ofertados à população de forma remota. O Telecuidado está sendo executado desde 2020, sendo caracterizado um serviço de acompanhamento farmacoterapêutico de forma remota. Objetivo: avaliar o nível de controle da asma em usuários que receberam o serviço remoto. Materiais e Métodos: estudo observacional quantitativo-descritivo realizado entre julho e outubro de 2021 através da aplicação do ACT por telefone aos 159 usuários com processo deferido para dispensação de dispositivo inalatório de corticóide associado a LABA na FME da cidade do sul do Brasil com contato atualizado e que acordaram participar do estudo. As variáveis idade, sexo e escore ACT foram tabeladas em média e desvio padrão. Esta pesquisa foi aprovada pelo CEP sob o nº CAEE 40194820100005312. Resultados e discussão: a amostra foi composta por 49 pessoas do sexo masculino com média etária de 58 anos (18,65) e 110 do sexo feminino com média etária de 60,5 (16,74). Os usuários foram classificados em grupos de acordo com o escore ACT, sendo 49,69% “mal controlado”, 29,56% “pouco controlado” e 20,75% “bem controlado”. Dentro dos grupos etários, 3,14% tinham até 17 anos e apresentam escore ACT médio 17 (5,55), 5,03% de 18 a 29 anos e ACT 17 (5,09), 40,25% de 30 a 59 anos e ACT 15 (4,15) e, por fim, 51,57% maiores de 60 anos com ACT 16 (5,02). Os resultados apontam controle insatisfatório em 79,25% da amostra independentemente da idade, apesar do acesso regular ao medicamento, e corroboram com outros registros de pesquisas brasileiras em população adulta que apontam que cerca de 12% apenas da população com asma está sob controle. Os principais PRM relatados na literatura que afetam o controle das DCR estão relacionados, além do acesso, à adesão e à técnica de administração do dispositivo inalatório. Todos os usuários avaliados foram incluídos no ensaio clínico de medida da efetividade do serviço. Conclusão: o estudo enfatiza que apenas garantir o acesso ao medicamento não é suficiente para o controle da asma e destaca a importância da implementação de programas que permitam o acompanhamento e educação em saúde desses usuários. A partir dos dados relatados, será possível avaliar o controle da asma após intervenção farmacêutica na mesma amostra.","PeriodicalId":110294,"journal":{"name":"JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA","volume":"20 2 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-01-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115349395","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Viviane Maura Rubert, Fernanda Mambrini Só e Silva, Rafaela Gageiro Luchesi Soares, Isabella Knorr Velho, Maria Cristina Werlang, Ângelo José Gonçalves Bós
{"title":"Relação entre Polifarmácia e características sociodemográficas e clínicas em Nonagenários e Centenários","authors":"Viviane Maura Rubert, Fernanda Mambrini Só e Silva, Rafaela Gageiro Luchesi Soares, Isabella Knorr Velho, Maria Cristina Werlang, Ângelo José Gonçalves Bós","doi":"10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.35","DOIUrl":"https://doi.org/10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.35","url":null,"abstract":"Introdução: Os nonagenários e centenários apresentam multimorbidades necessitando, frequentemente, de 5 ou mais medicamentos (polifarmácia). Poucos estudos abordam a relação entre polifarmácia e as características sociodemográficas e clínicas em nonagenários e centenários. Objetivo: Estudar a relação entre polifarmácia e as características sociodemográficas e clínicas entre os nonagenários e centenários. Métodos: Análise da avaliação domiciliar (junho a novembro de 2016) de estudo descritivo, transversal com nonagenários e centenários aleatoriamente identificados em Porto Alegre, RS. Analisados os dados sociodemográficos e clínicos entre os grupos em (EP) e sem polifarmácia (SP) testados pelo Qui-quadrado (distribuição) e pelo t-Student (médias). O projeto foi aprovado e registrado no CAAE: 55906216.0.0000.5336. Dados analisados pelo Epi Info (7,4), p<0,05 foi significativo. Resultados: Foram avaliados 243 participantes, 163 (67%) eram EP, o mesmo percentual entre homens e mulheres (p=0,983), a média de idade entre os grupos foi semelhante (92 anos, p=0,597), A faixa etária com maior percentual de participantes EP foi os centenários (71%, p=0,864), a escolaridade média foi maior nos SP (6,4±4,18 anos de estudo) contra 5,9±4,58 anos para EP (p=0,237). Participantes residindo com cuidador (80%) ou familiar (68%) apresentaram percentuais maiores de EP que os que moravam sozinhos (54%, p=0,107). A autopercepção de visão não boa apresentou o maior percentual de EP (74%), sendo a relação significativa entre os grupos (p=0,091). Na relação entre polifarmácia e comorbidades, constatouse frequência elevada de EP entre os cardiopatas (78%, p=0,001), condições gástricas (77%, p=0,023), ansiedade (80%, p=0,041), condições respiratórias (83%, p=0,014), artropatia (77%, p=0,010), tireoidopatia (82%, p=0,025). Conclusão: Este trabalho oportunizou um olhar inédito sobre a polifarmácia entre nonagenários e centenários. Os fatores socioeconômicos mais importantes foram arranjo familiar e escolaridade. Viver sozinho e ter maior escolaridade foram protetores. Características clínicas foram significativas, destacando comorbidades que, nessa faixa etária, podem ser causa ou efeito da polifarmácia. Os resultados são relevantes para o conhecimento sobre a segurança do uso de medicamentos nessa faixa etária.","PeriodicalId":110294,"journal":{"name":"JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA","volume":"31 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-01-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128598431","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Lícia Henrique Da Mota, Adalberto Sperb Rubin, Henrique Oliveira e Silva, Carla Rios da Cruz, Rodrigo Torres Scabello
{"title":"Conhecendo as dificuldades dos pacientes com Doença Intersticial no Brasil","authors":"Lícia Henrique Da Mota, Adalberto Sperb Rubin, Henrique Oliveira e Silva, Carla Rios da Cruz, Rodrigo Torres Scabello","doi":"10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.37","DOIUrl":"https://doi.org/10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.37","url":null,"abstract":"Introdução: No Brasil estima-se que existam 23 mil pessoas com diagnóstico de Esclerose Sistêmica (ES)1. Cerca de 50-60% dos pacientes evolui com acometimento pulmonar e, destes, aproximadamente um terço desenvolve quadro de Fibrose Pulmonar Progressiva (FPP)2,3. É sabido que o comprometimento pulmonar gera grandes impactos na qualidade de vida de pacientes e seus cuidadores, afasta de suas atividades usuais, bem como acarreta mortalidade precoce2,3. Nesse sentido, o diagnóstico e tratamento precoce têm a possibilidade de retardar a progressão da doença e melhorar os desfechos. Importante ressaltar que mesmo em países como a Inglaterra, o tempo entre o diagnóstico e início do tratamento pode ser de até 5 anos3. Objetivos: O objetivo desse trabalho foi entender a jornada do paciente com Doença Pulmonar Intersticial (DPI) relacionada à ES, suas dificuldades, conhecimento sobre a doença e rede de apoio dentro da realidade brasileira. Método: Foi realizado levantamento através de um questionário quantitativo, individual por contato telefônico em todo país de 05 de abril a 14 de maio de 2021. A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Data Folha, com 90 pessoas com diagnóstico de DPI. Devido à ES ser uma doença rara, as abordagens às pessoas com esse diagnóstico foram agendadas por uma equipe específica. Realizou-se checagem das entrevistas gravadas e os questionários foram submetidos a análise de consistência dos dados. Resultados: Os dados do presente estudo demonstraram que 78% dos pacientes com DPI associado a ES são do sexo feminino e que 77% desses não são economicamente ativos4 e 42% têm histórico de tabagismo passivo. Chama atenção que 1 a cada 3 pacientes passaram por cerca de 5 médicos até terem o diagnóstico e que 57% usam o Sistema Único de Saúde4. A média de início dos sintomas e o diagnóstico foi de 3 anos, para um quadro que sem tratamento a expectativa de vida pode variar entre 2-5 anos2. Dos entrevistados 69% relataram viver com limitações para atividades físicas e 33% para as atividades domésticas4.Do total de 90 pacientes, 36 relatam que tem dificuldades de acesso a medicamentos prescritos e quase 10% do total não conseguem acesso ao tratamento com menos de 1 ano4. Do total de entrevistados, 51% já são usuários de oxigênio domiciliar, sendo que 62% do grupo refere que seus sintomas progrediram com piora nos últimos dois anos e é esse o mesmo percentual de pacientes que traz como principal desafio o tempo mais longo da sua jornada ser a espera entre a suspeita diagnóstica e o início do tratamento4. Conclusão: O diagnóstico e início de tratamento precoce para pacientes com FPP associado a ES é uma oportunidade para melhora da qualidade de vida, da sobrevida e da preservação da autonomia. Atuar nessa cadeia facilitando o acesso aos recursos de saúde pode ser um modo de melhorarmos o desfecho clínico e uma política de saúde púbica visando resultados a longo prazo. Conhecer a jornada desses doentes no Brasil se faz necessário.","PeriodicalId":110294,"journal":{"name":"JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA","volume":"23 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-01-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125123387","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Lucas V. S. Oliveira, Daniel P. Marques, Luan C.A. Rocha, Flávia E. M. Fernandes, Haline T. M. L. Costa, Leticia M. P. Vale, Ramon W. D. Leopoldino, Rand R. Martins
{"title":"Algoritmos para Avaliação de Causalidade de Reações Adversas a Medicamentos em Neonatologia: Naranjo Versus DU","authors":"Lucas V. S. Oliveira, Daniel P. Marques, Luan C.A. Rocha, Flávia E. M. Fernandes, Haline T. M. L. Costa, Leticia M. P. Vale, Ramon W. D. Leopoldino, Rand R. Martins","doi":"10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.18","DOIUrl":"https://doi.org/10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.18","url":null,"abstract":"Introdução: Ferramentas para determinação de causalidade de Reações Adversas a Medicamentos (RAM) são essenciais para o exercício da farmácia clínica; sobretudo considerando a complexidade terapêutica e vulnerabilidade do neonato sob terapia intensiva. O algoritmo de Naranjo é considerado padrão-ouro, contudo, ao contrário do algoritmo de Du, não foi desenvolvido para UTI neonatal (UTIN). Objetivo: Avaliar a correlação entre dois instrumentos de causalidade na avaliação de RAM suspeitas em NICU e sua reprodutibilidade intravaliadores. Métodos: Este estudo observacional e prospectivo foi desenvolvido em neonatos internados na Unidade de Terapia Intensiva de uma maternidade referência para gestação de alto risco em Natal/Brasil entre janeiro de 2019 e dezembro de 2020. Os casos de RAM suspeitas foram disponibilizados por três farmacêuticas independentes e experientes que aplicaram os algoritmos de causalidade Naranjo et al. e Du et al. O desempenho dos instrumentos foi mensurado pelo Kappa de Cohen (k) aplicado entre os avaliadores e entre os instrumentos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital Universitário Onofre Lopes sob nº 2.591.495/2018. Resultados: As farmacêuticas aplicaram os instrumentos em 79 casos de RAM que foram observadas em 57 neonatos do sexo feminino em sua maioria (30; 56,6%), com média de idade gestacional de 30±4 semanas e peso ao nascer de 1.446,0±1.179,3g. As reações mais comuns foram Taquicardia envolvendo Cafeína (14; 17,7%) e Dobutamina (5; 6,3%) e Hipertermia relacionada ao Alprostadil (5; 6,3%). Os métodos não apresentaram correlação significativa quanto a classificação da causalidade de RAM (k global = -0,031; IC95% -0,049 – 0,065). Contudo, o algoritmo de Naranjo apresentou melhor reprodutibilidade interavaliadores (k global = 0,402; IC95% 0,379 – 0,429. Correlação moderada) comparado a Du (k global = 0,108; IC95% 0,064 – 0,149. Correlação fraca). Conclusão: Não houve concordância entre os métodos testados, mas a determinação de causalidade de RAM em neonatos via Algoritmo de Naranjo apresentou melhor reprodutibilidade entre diferentes avaliadores.","PeriodicalId":110294,"journal":{"name":"JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA","volume":"106 6 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-01-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130651276","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Rosana De Almeida Meneses, Maria Gladiene Silva de Oliveira, Priscila Siedschlag Ise Guimarães, Mirian Garcia Marras, Elizaine Manganaro de Assunção Pontes, Kelly Lie Nagai, Luciana De Freitas Freire de Mello, Luiz Ivan Henrique Da Silva
{"title":"Implantação de instrumento de avaliação das Boas Práticas de Manipulação em central de quimioterapia","authors":"Rosana De Almeida Meneses, Maria Gladiene Silva de Oliveira, Priscila Siedschlag Ise Guimarães, Mirian Garcia Marras, Elizaine Manganaro de Assunção Pontes, Kelly Lie Nagai, Luciana De Freitas Freire de Mello, Luiz Ivan Henrique Da Silva","doi":"10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.19","DOIUrl":"https://doi.org/10.22563/2525-7323.2022.v1.s1.p.19","url":null,"abstract":"Introdução: As boas práticas de manipulação são regulamentadas pela RDC 67/2007, sendo critérios exigidos para manter qualidade, segurança e eficácia do produto final aos pacientes. É importante que todos os processos de manipulação validados estejam alinhados entre a equipe, impedindo desvios de qualidade ou falhas na segurança do processo, sendo necessários treinamento e educação continuada para melhoria constante. Objetivo: Padronizar o processo de boas práticas de manipulação por meio de acompanhamento quadrimestral utilizando formulário de avaliação de conformidade e não conformidade. Método: Estudo observacional desenvolvido entre janeiro de 2021 a janeiro de 2022 em que foram realizados três acompanhamentos e foram avaliadas as técnicas de preparo de 22 manipuladores de uma central de manipulação de um Hospital Público Oncológico de São Paulo. As avaliações ocorreram a cada quatro meses sendo analisados 14 pontos com a finalidade de verificar as conformidades e não conformidades dos pontos críticos do processo de preparo dos quimioterápicos, de forma a observar o desempenho individual e coletivo da equipe. Os manipuladores foram submetidos ao acompanhamento de 10 preparações, sendo registrados em formulário de avaliação. Após os acompanhamentos foi realizada análise dos dados e feedback com os manipuladores. Os resultados de cada manipulador foram pontuados e convertidos em porcentagem. O índice de conformidade da equipe foi expresso por uma média geral. Resultados: Após os três acompanhamentos foi possível avaliar as técnicas de manipulação, fazendo as correções individuais que levaram a melhoria do processo, aumentando a segurança para o paciente. Os índices de conformidade do primeiro, segundo e terceiro acompanhamento foi de 91,36%, 93,54% e 93%, respectivamente, mantendo alto nível de conformidade dos processos. Conclusão: Através do acompanhamento dos manipuladores, foi possível estabelecer um instrumento de avaliação que avalia o nível de conformidade do processo de manipulação, permitindo incluir melhorias e por consequência trazer confiabilidade, segurança e qualidade no processo de preparo dos quimioterápicos.","PeriodicalId":110294,"journal":{"name":"JORNAL DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E FARMACOECONOMIA","volume":"120 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-01-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128107056","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}