{"title":"Narrativas Orais de Histórias de Vida no Jornalismo: usos e apropriações","authors":"João Bruno Rocha de Souza","doi":"10.21814/vista.2993","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.2993","url":null,"abstract":"Este trabalho tem como objetivo compreender como as narrativas orais de história de vida podem ser apropriadas pelo jornalismo. As narrativas orais de história de vida relacionam duas perspetivas e fazem um cruzamento entre biografia e história. As potencialidades do uso de tais narrativas se encontram justamente no fato de elas poderem ser utilizadas fora do meio acadêmico, como nos meios de comunicação, por exemplo. Para a análise, tomo como objetos empíricos o filme Narradores de Javé e a reportagem O Homem-Estatística, fazendo deles elementos a partir dos quais busco encontrar traços que indiquem modos de aplicação da história oral e história de vida. A ideia é também trazer uma proposta de revisão do trabalho do jornalista, resgatando o fator dialógico da produção de reportagens, um tanto esquecido. Por fim, sugiro como o jornalismo pode se apropriar dos métodos estudados, apontando para uma perspetiva mais subjetiva do fazer jornalístico.","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"13 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2018-06-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"81776291","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Hugo Aluai Sampaio, Ana M. S. Bettencourt, Manuel Santos-Estévez, J. Moreira, Henrique Cachetas, Aléssia Barbosa
{"title":"Preservando a Memória das Pedras","authors":"Hugo Aluai Sampaio, Ana M. S. Bettencourt, Manuel Santos-Estévez, J. Moreira, Henrique Cachetas, Aléssia Barbosa","doi":"10.21814/vista.2999","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.2999","url":null,"abstract":"Para as comunidades do passado o mundo “físico” seria entendido como cheio de propriedades significantes. No seguimento dos trabalhos de Ingold (2000), Bradley (2000, 2009), ou Scarre (2009), o que hoje vemos como material inerte seria considerada “viva”. Essa será a presente perspetiva de abordagem. Certos afloramentos naturais estão associados a lendas ou crenças muitas vezes ligadas a criaturas mágicas ou estranhas “habitando” no seu interior ou “vivendo” entre eles o que, em muitos casos, converge na determinação de um lugar com denominação. Tal como as pessoas, os afloramentos podem ser vistos como entidades que podem e fazem a diferença, atuando como agentes que corporizam significados e histórias (Tilley, 2002, 2004), consequentemente passados ao longo de gerações.Durante a Pré-História alguns afloramentos foram gravados com motivos; outros, pela sua forma peculiar ou estranha, formaram parte de mitos históricos e de folclore. Em ambos os casos os afloramentos funcionaram como contentores de memória.Pretende-se focar a importância da fotogrametria e do registo tridimensional deste tipo de património cultural (frequentemente em risco de destruição), mostrando o potencial desta ferramenta na inventariação e no estudo deste tipo de lugares de memória.Muitos casos de estudo apresentados foram objeto de análise em diferentes projetos, desenvolvidos de acordo com metodologias da Arqueologia e Antropologia Cultural aplicadas ao Noroeste da Ibéria.Este tipo de trabalho é fundamental tendo em conta a interpretação e o entendimento do papel dos afloramentos para as sociedades humanas e o seu contributo para a construção das paisagens pré-históricas e presentes.","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"20 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2018-06-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"83051120","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"A Grande Guerra e os quotidianos no Porto: os arquivos como contributos","authors":"Catarina Isabel Nogueira Caseiro Pereira, Diogo Guedes Vidal","doi":"10.21814/vista.3001","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.3001","url":null,"abstract":"O presente artigo resulta de uma investigação realizada no âmbito do tema “Quotidianos e Sociabilidades Portuenses no Contexto da Grande Guerra” desenvolvida entre a Escola Superior de Educação do Porto e o Arquivo Distrital do Porto. Procura, através da análise de quatro fundos – Processos de Passaporte dos Emigrantes (cartas de chamada); Companhia de Carris de Ferro do Porto; Processos de Admissão da Casa dos Hospícios do Porto (Casa da Roda); e, Livro de Registos Notariais – contribuir para o conhecimento dos quotidianos e sociabilidades na cidade do Porto durante a I Guerra Mundial, mais concretamente no ano de 1917. Pretende-se esboçar a importância dos arquivos como fonte primária de salvaguarda de um património documental inigualável, solidificado pelas personalidades e acontecimentos históricos que imortaliza. A análise da documentação, aqui entendida como elemento construtor de uma memória coletiva e identitária, revelou uma cidade marcada pela emigração para o continente sul americano e a perda de um contingente ativo alargado, pela miséria e pela fome de muitas famílias pertencentes a classes mais pobres, que viam na casa dos hospícios a única salvação para os seus filhos, e uma cidade onde a guerra teve consequências no setor comercial e associativo.","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"17 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2018-06-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"83430891","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Sobre as visualidades urbanas","authors":"Ricardo Campos, A. Barbosa, C. Eckert","doi":"10.21814/vista.3024","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.3024","url":null,"abstract":"A cidade é um universo que pode ser concebido a partir de diversos pontos de vista. É, desde logo, um território, com fronteiras formalmente definidas e com uma geografia que é ocupada por diferentes materialidades e seres (humanos e não-humanos). É, também, um universo social, na medida em que é habitada e vivida, ao longo do tempo, por diferentes pessoas e grupos sociais que vão produzindo a cidade. O espaço e o tempo são, assim, componentes da cidade que é fabricada em camadas, marcada pela permanente mudança da sua paisagem. Mas a cidade também é imaginário, é construída mentalmente não correspondendo necessariamente às suas configurações físicas concretas. Deste modo, a cidade imaginária é aquela que habita as nossas mentes mas, também, cada vez mais, aquela que se fabrica através dos circuitos digitais e dos ecrãs, com distintas conexões à realidade concreta que habitamos.","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"79 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2018-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"79053694","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"São João de Braga: fios do presente na teia da memória","authors":"Luiz Tadeu Feitosa, F. Marques","doi":"10.21814/vista.3022","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.3022","url":null,"abstract":"A cidade de Braga, com sotaques culturais modernos e resquícios romanos, revela em seus ritos de calendário diálogos imemoriais com as gerações atuais, renova-se com a mesma desenvoltura com que guarda segredos que estimulam saberes ao descortinar o que está por trás da Bracara Augusta e seus eventos festivos. Nas homenagens anuais a São João Baptista, santo católico carinhosamente tomado pelos bracarenses como “São João de Braga”, o que se vê ano após ano é a atualização de um mito absolutamente aberto a interações, a mediações e a compartilhamentos com o contemporâneo. Não por acaso, este ensaio demonstra em imagens ritmos melódicos a promoverem diálogos entre gerações, atualizando tradições e tecendo novas dicções simbólicas.","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"43 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"1900-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"81384749","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}