{"title":"Do \"Efeito de Colagem\" à Comunicação Estratégica no Contexto das Novas Tecnologias: Uma Análise do Museu Virtual da Lusofonia no Instagram","authors":"Tatiane Oliveira, Teresa Ruão","doi":"10.21814/vista.4024","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.4024","url":null,"abstract":"O fenómeno das novas tecnologias da comunicação trouxe mudanças significativas nas formas de organização e comunicação nas empresas. Neste estudo, apresentamos algumas destas transformações, sendo que uma delas nos chama a atenção: as organizações precisam de (re)estabelecer conexões simbólicas dentro de um ambiente em que não há presença física e em que se reduz a capacidade de criação, troca e manutenção da cultura e da identidade organizacionais. Nesse sentido, as empresas investem cada vez mais em novas práticas nos média sociais, para sobressair num ambiente carregado de imagens, barulhento, em que tudo parece efémero, desarticulado. Diante do contexto de uma sociedade fragmentada, trazemos o estudo de caso da comunicação estratégica do Museu Virtual da Lusofonia durante o seu lançamento no Instagram. Na pesquisa, observa-se que a entrada da organização cultural neste medium social foi fundamentado essencialmente pela compreensão da organização e dos seus propósitos e, ao mesmo tempo, pela coerência e consistência da comunicação estratégica, ancorados por: (a) ações de criação de um padrão visual que reforça a identidade organizacional; (b) uma linha editorial clara para publicação de imagens que valoriza aspetos da organização; e (c) práticas realizadas a partir de recursos interativos da plataforma, levando a um incremento inicial imediato do relacionamento com os públicos reais e potenciais do museu.","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"27 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2022-06-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"88757493","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"O Referente Esteve Lá. O Referente Como Carne","authors":"Marta Cordeiro","doi":"10.21814/vista.4045","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.4045","url":null,"abstract":"Parte-se da constatação de que, apesar da mediação que implica e define os modos de relacionamento entre indivíduos e real, a realidade é incontornável. No entanto, e tendo em conta a diluição da importância do referente enquanto forma de legitimação da produção de imagens na passagem do século XIX para o século XX, e apesar da emergência da fotografia enquanto meio que implica a presença do referente, defende-se que a relação entre indivíduos e imagens se funda, em grande medida, numa relação entre estas duas entidades, que prescinde do referente, e que é esta relação, quando específica, que pode justificar aproximações como a do punctum, de Roland Barthes. Nesta aceção, existe um espaço, proposto pela imagem, que permite que, para lá dela, o sujeito se possa projetar, e que existe como definição da imagem enquanto superfície e profundidade. Como contraponto, aproxima-se a situação das imagens à situação do corpo e, através desta comparação, defende-se que a importância e realidade do referente, como “coisa em si”, existe quando a imagem não consegue controlar o excesso que o referente é, tal como o corpo, quando não consegue controlar a carne, a torna visível. A imagem está para o corpo como o referente para a carne. As imagens de entes queridos, ou de atrocidades de guerra, são tidas como exemplo desta emergência do referente, como sintoma.","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"2 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2022-06-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"89001908","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"A (Des)Construção do Ideal Materno: Uma Perspectiva Sócio Semiótica","authors":"Lenice Laflor","doi":"10.21814/vista.3916","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.3916","url":null,"abstract":"","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"30 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2022-04-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"78300471","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"O Referente Emancipado: Nota Introdutória","authors":"J. Capela, A. Pereira","doi":"10.21814/vista.3783","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.3783","url":null,"abstract":"","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"176 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2022-01-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"72922155","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Migração e Conflito Sírio: A Narrativa por Trás da Imagem","authors":"Suzana Ramos Coutinho, Jesner Esequiel Santos","doi":"10.21814/vista.3650","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.3650","url":null,"abstract":"Este artigo visa pensar os fluxos migratórios e o papel político da imagem utilizando como referência a guerra na Síria. A fotografia de Hamza Al-Ajweh intitulada “Uma criança síria caminha por uma rua passando por escombros de edifícios destruídos na cidade controlada pelos rebeldes de Douma no enclave Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco”, tirada em 8 de março de 2018 e publicada pela primeira vez no Los Angeles Times, servirá como ponto de referência para a discussão e análise aqui proposta. A complexidade dos deslocamentos neste contexto específico de guerra nos encaminha para a necessidade de conceituação da mobilidade síria após o início da guerra em 2011, entendendo que esta complexidade vai muito além das definições formais utilizadas pelos órgãos internacionais. Para um entendimento mais preciso do debate, estruturamos a discussão em três partes, apresentando primeiramente uma breve contextualização sobre o conflito na Síria, que teve início com a Primavera Árabe e que prossegue até a atualidade. Esta contextualização sociopolítica serve aqui como pano de fundo para discutirmos não somente categorias migratórias genéricas, mas também para melhor auxiliar o entendimento sobre pessoas, movimentos e a demanda por novas categorias e reflexões visuais que ultrapassam as perspectivas já estabelecidas. No final, discutiremos como a fotografia do fotógrafo Hamza Al-Ajweh nos auxilia a pensarmos múltiplos aspectos políticos e transformadores da imagem.","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"61 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2022-01-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"89183634","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"A Experiência-Cinema Como um Currículo: Cartografando Masculinidades Dissidentes em Boi Neon (2015)","authors":"Alcidesio Oliveira da Silva Junior","doi":"10.21814/vista.3646","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.3646","url":null,"abstract":"Em meio ao agreste pernambucano no nordeste do Brasil, um corpo macho se coloca em trânsito no pleno movimento de um território de intensidades, o que provoca abalos nos modos como são construídas as identidades de gênero e de sexualidade. Com o objetivo de cartografar os processos de subjetivação das masculinidades que escapam aos modelos hegemônicos e inspirado nas contribuições da filosofia da diferença, da cultura visual e da teorização pós-crítica da educação, lanço meus olhos e dou espaço ao meu “corpo vibrátil” (Rolnik, 1989) para ler algumas cenas de Boi Neon (2015), filme dirigido por Gabriel Mascaro e um dos representantes do novo cinema pernambucano, que narra a história de Iremar, um vaqueiro que sonha em se tornar estilista. O argumento desenvolvido no texto é o de que uma experiência-cinema é potente para a promoção de encontros que nos dessubjetivam, fazendo-nos provar existências mais afirmativas. Como considerações finais, entendo que o boi neon, figura mágica que surge na narrativa do filme, simboliza o próprio Iremar, que em meio aos retalhos coloridos e aos destroços do lixão da moda, emerge com sua potência transformadora de mundos cotidianos, ainda que resguardados na localização de uma existência lida como insignificante. Iremar é o boi neon do agreste pernambucano, aquele que por meio do corpo bruto, da couraça aparentemente inquebrável, revela a sensibilidade e a ternura de um modo de vida masculino em seu devir-mulher.","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"41 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2021-12-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"87682967","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Nossos Fantasmas Estão Vindo Cobrar: Giro Decolonial na Arte Contemporânea Brasileira","authors":"Michelle Sales","doi":"10.21814/vista.3641","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.3641","url":null,"abstract":"Este texto expande, aprofunda e comenta o ensaio “As Práticas Artísticas Contemporâneas no Contexto Ibero-Americano e o Pensamento Pós-Colonial e Decolonial” (Sales & Cabrera, 2020), onde comentamos a obra dos artistas Yonamine, Grada Kilomba, Jota Mombaça e Daniela Ortiz. No texto citado, trabalhamos a problemática da discussão em torno do surgimento de um campo de pensamento denominado “pós-colonial”, bem como um projeto decolonial e a maneira como se configuram no espaço ibero-americano práticas poéticas interessadas na discussão em torno do legado colonial. A partir de uma abordagem histórica, neste artigo, tentamos perceber a forma como os estudos pós-coloniais produzem influência no Brasil, assim como o giro e o pensamento decolonial que se consolida na América Latina, a fim de compreender as formas de produzir respostas do campo da arte brasileira para questões que envolvem a descolonização. Nos estudos pós-coloniais e também no projeto decolonial, a descolonização da arte está relacionada com o questionamento da matriz de pensamento eurocêntrico a partir de seus esquemas de representação de mundo racializados e subalternizados, e também está profundamente relacionada com o caráter performativo daquele ou daquela que narra. Ou seja, a descolonização da arte e do pensamento, assim como dos modos de ser e de estar no mundo não estão dissociados do aparecimento de artistas, escritores e intelectuais que disputam o direito de autorepresentação, de auto-apresentação e de criação de narrativas e imagens não coloniais ou completamente fora do imaginário e da cosmovisão euro-centrada. No texto que agora se apresenta, firmamos um interesse aprofundado no contexto brasileiro, apropriando-nos da discussão importante em torno da constituição de um campo de pensamento decolonial, analisando a obra de artistas brasileiros contemporâneos como Jota Mombaça, Juliana Notari, Michelle Mattiuzzi e Paulo Nazareth.","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"9 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2021-12-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"82136678","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Poéticas Biográficas do Corpo Explantado: Notas Sobre Três Ensaios Visuais Brasileiros","authors":"R. Baccarim, A. Biondi","doi":"10.21814/vista.3668","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.3668","url":null,"abstract":"O presente texto propõe uma reflexão sobre as imagens do corpo feminino através dos ensaios visuais de três artistas brasileiras contemporâneas: Karka Keiko, Fiamma Viola e Maria Luísa Andrade. Os apontamentos tecidos às imagens estão interligados por três notas principais: a primeira discute as tematizações do corpo feminino que figuram nos contextos midiáticos, artísticos e culturais compondo uma agenda de pesquisa propriamente feminista; a segunda observa como as artistas emprestam seus corpos explantados, submetidos aos procedimentos cirúrgicos, para a construção de um trabalho de elaboração criativa e narrativa de si através das imagens; e a terceira traça os pontos de ruptura estético-políticos provocados pelas imagens ensaísticas indicando o recurso poético como um gesto de resistência em uma sociedade inundada por selfies. Ao desenvolver a discussão, é possível observar como este tipo de conteúdo circula tanto nas elaborações visuais e artísticas das galerias e museus, quanto na forma de postagens, através de conhecidos sites de redes sociais, de modo a adquirir maior alcance do olhar público. Capazes de instaurar a criação de uma cena enunciativa voltada para as telas, os corpos das mulheres submetidos ao explante mamário propõem refletir acerca das novas formas de vínculos do olhar sobre o corpo feminino.","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"16 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2021-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"82528329","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"A Música de Hans Erdmann no Filme Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (Friedrich Murnau, 1922)","authors":"Anna Amorós-Pons, Nuria Gómez-Otero","doi":"10.21814/vista.3621","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.3621","url":null,"abstract":"Este artigo centra-se no estudo da banda sonora musical do compositor Hans Erdmann, feita para o filme alemão Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (Nosferatu, o Vampiro; 1922) pelo realizador Friedrich Murnau. A metodologia combina a técnica qualitativa do estudo de caso com abordagens recentes na análise musicológica de bandas sonoras de filmes. Esta investigação destaca os elementos estilísticos, recursos estruturais, influências musicais, referências de compositores e orquestração instrumental da partitura. A criação romântica de Erdmann é também influenciada pelo estilo barroco, classicismo e impressionismo. Este artigo constitui um novo contributo na área, uma vez que não foram encontrados estudos musicais ou cinematográficos com o tratamento aqui oferecido.","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"13 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2021-12-21","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"86877002","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Repetições da Violência na Arte de Vitória Cribb e Welket Bungué","authors":"Eduardo Prado Cardoso","doi":"10.21814/vista.3594","DOIUrl":"https://doi.org/10.21814/vista.3594","url":null,"abstract":"O artigo descreve três obras artísticas audiovisuais (@ Ilusão, Bustagate e Eu Não Sou Pilatus, produzidas respectivamente pelos artistas Vitória Cribb e Welket Bungué, entre 2019 e 2020) para debater como elas tratam, cada uma à sua maneira, o tema da repetição da violência contra corpos negros no ambiente numérico das redes; invocando uma análise qualitativa e estética dos procedimentos empregados nos vídeos e também dos locais em que eles foram disponibilizados, explora-se a hipótese, seguindo Hui (2021), de que a arte joga luz sobre a irracionalidade do racismo viabilizado por algoritmos e assim pode constituir uma necessária aproximação ao sublime, ao não-racional. Ao exercitar tal movimento, os criadores propiciam mais que discussões de temática escapista da realidade, pois instauram perspectivas essencialmente antirracistas, ao denunciar a irracionalidade explícita da violência, como em Bungué, ou ao modelar a deformidade dos sistemas algorítmicos, como em Cribb. É na recursividade transformada em artefato que as possibilidades de interpretação de fenômenos como espancamentos e execuções bárbaras ganham complexidade: as repetições do social encontram materialidade no audiovisual, em novos discursos sobre o espalhamento digital. Além de se apontar para responsabilizações daqueles que permitem violências e replicam suas representações — dentro e fora das redes —, conclui-se que as implicações sociais derivadas do uso das redes, a perpetuar certas violências, são apropriadas pelos artistas em forma e conteúdo, e assim podem habitar espaços mais abertos à reflexão e ao diálogo.","PeriodicalId":40878,"journal":{"name":"Ri Vista-Ricerche per la Progettazione del Paesaggio","volume":"11 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2,"publicationDate":"2021-12-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"73528360","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}