{"title":"Memórias de dois etnólogos do Brasil Central","authors":"Odair Giraldin, A. Demarchi","doi":"10.52426/rau.v11i2.326","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v11i2.326","url":null,"abstract":"As duas entrevistas que se seguem compõem a homenagem que fazemos, nesse dossiê, às quatro décadas da publicação do livro Dialetical Societies: the Gê e Bororo of Central Brazil. Aqui apresentamos duas conversas realizadas por email com os dois antropólogos brasileiros presentes na obra publicada em 1979: Roberto DaMatta e Júlio Cézar Melatti. Em ambas as entrevistas, ressaltam-se a modéstia e o tom bem-humorado das respostas, baseadas em memórias dos idos dos anos 1960, e que compõem a história da antropologia brasileira e de um de seus principais projetos de pesquisa. Ao exercitar o olhar distanciado para o passado, os dois entrevistados trazem respostas com novos dados etnográficos, sobretudo sobre os contatos entre diferentes povos e entre os próprios membros do projeto Harward Brasil Central (Harvard Central Brazil Research Project). Como não estavam no escopo do trabalho, estes resíduos etnográficos acabaram ficando de fora de suas etnografias e dos respectivos capítulos de Dialetical Societies. Sua menção pelos autores novamente reforça a ideia de que vastas redes de relações atravessam e atravessaram os diferentes povos Jê no Brasil Central.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"9 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121660724","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Cantos de pátio Timbira","authors":"Lígia Raquel Rodrigues Soares, Odair Giraldin","doi":"10.52426/rau.v11i2.310","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v11i2.310","url":null,"abstract":"O artigo resulta de uma pesquisa etnográfica realizada entre os povos Timbira, tratando de categorias de cantos tal como classificados por esses povos. Apresentaremos aqui as formas dos vários povos Timbira classificar os cantos. Os Ràmkôkamẽkra/Canela e os Apỹnjekra/Canela os classificam em: comuns e pequenos, que são cantos de outros povos utilizados para brincar no pátio; os cantos comuns, que são aqueles alegres e bonitos, que são organizados e sistemáticos, porém não são especiais; e os cantos principais, belos, verdadeiros, que são especiais e organizados sistematicamente. Os Krahô dividem os cantos de pátio em: cantos para divertir, cantos sérios e cantos verdadeiros. Já os Apinaje classificam os cantos de pátio dividindo-os entre cantos de diversão aleatoriamente executados e cantos sérios e sistematicamente organizados e executados. Entre os Krĩkati e Pyhcop caitiji/Gavião os cantos são divididos em duas classes: os de diversão do início da noite e os cantos sérios, executados durante a madrugada. Argumentamos que, a despeito das variações linguísticas entre os Timbira, os cantos são executados em um único idioma musical, havendo variações musicais performáticas que dão especificidades quer a cantores, quer a povos distintos. Além disso, é preciso pensar em uma rede entre os Timbira para entender seu universo musical e para compreender o processo de formação dos novos cantores que precisam conhecer esse universo, o idioma musical, a rede e as performances. Para ampliar o nosso diálogo etnográfico, estabelecemos comparações com outros sistemas, como o do Xingu e do Alto Rio Negro. ","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"14 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121901964","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"vários modelos Jê em Dialectical Societies","authors":"Clarice Cohn","doi":"10.52426/rau.v11i2.307","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v11i2.307","url":null,"abstract":"Esta é uma contribuição ao dossiê que celebra os 40 anos de publicação da coletânea Dialectical Societies, que inauguram os estudos jê e contribuem para a percepção de que a antropologia voltada aos ameríndios demanda novos modelos analíticos que não estavam ainda disponíveis na antropologia. Como se verá, argumento que a coletânea propõe dois modelos para os Jê, a partir da etnografia dos membros do Projeto Harvard Brasil Central (ou HCBP, em inglês) no que chamam de comparação controlada. O texto desenvolve uma leitura dos diversos textos da coletânea, ressaltando as passagens de um povo ao outro dos analisados na coletânea a partir da proeminência ou da inexistência de certas características. Feito isso, o texto aborda os efeitos que o “modelo jê” nascido com a coletânea tem, seja o de inaugurar a busca de sempre novos conceitos analíticos para as etnografias dos povos indígenas, seja por um efeito, menos benéfico, de isolamento dos Jê nos modelos genéricos que o sucedem. O texto fecha com uma análise dos estudos posteriores que têm os Jê como foco e com uma demonstração de como as gerações posteriores que se formam a partir deste modelo, têm rompido o isolamento analítico que ele gerou e abordado de modos inovadores, com maior diálogo com o debate da etnologia, os diversos povos jê.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"65 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121109590","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Memórias de um etnólogo: Roberto Damatta","authors":"Odair Giraldin, A. Demarchi","doi":"10.52426/rau.v11i2.327","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v11i2.327","url":null,"abstract":"Entrevista com Roberto DaMatta","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130094824","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"máscara dos Outros","authors":"Stéphanie Tselouiko","doi":"10.52426/rau.v11i2.311","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v11i2.311","url":null,"abstract":"Os Mẽbêngôkre-Xikrin da Terra Indígena Trincheira-Bacajá realizam uma festa que chamam Bô toro (dança do Bô) e que deriva de um ritual que tomaram emprestado dos índios Karajá, com quem estabeleceram uma aliança no final do século XIX para lutar contra seus inimigos comuns, os Mẽbêngôkre-Kayapó. Atualmente, o Bô toro é realizado não somente entre os Xikrin, mas também entre os Kayapó. Há, no entanto, diferenças nas funções rituais entre os dois subgrupos Mẽbêngôkre. Através desta experiência de apropriação e inovação ritual, procuraremos entender como esta festa possibilita colocar em ação a relação de alteridade que os Mẽbêngôkre constantemente buscam para incluir elementos estrangeiros aos seus modos de vida e, assim, reproduzir a sua comunidade. O processo de apropriação e de inovação ritual deixará aparecer uma influência das festas de nominação mẽbêngôkre.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133967915","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"caçador xamã","authors":"Maycon Melo","doi":"10.52426/rau.v11i2.320","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v11i2.320","url":null,"abstract":"O objetivo deste artigo é descrever os conhecimentos a que os caçadores do povo Gavião, falantes Jê que vivem na Amazônia maranhense, recorrem na tentativa de controlar as capacidades agentivas dos animais ao torná-los comida ou adorno. Quando se encontram em atividades cinegéticas, caçadores e animais estão disputando condições de produção e reprodução, e a relação malsucedida entre eles desencadeia um processo de adoecimento e morte do caçador, de sua esposa ou filho. Argumento que os caçadores desenvolveram um sistema de etnoclassificação ambiental que distingue os animais frente aos domínios cósmicos e habitats que ocupam, quanto a seus aspectos morfológicos, a dimensão estética de seus corpos e a completa interdição aos humanos. Se a dualidade Jê entre vivos e mortos pode ser resolvida pela ação dos xamãs, a dualidade entre humano e animal pode ser pensada pela intermediação dos caçadores que, como os xamãs, agem como intermediários entre dois mundos diferentes, encontrando na classificação dos animais e ambientes uma dinâmica entre um mundo pensado e um mundo vivido.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126801840","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Situações de aprendizagem das crianças Baniwa na comunidade de Vista Alegre, noroeste amazônico","authors":"A. Marqui","doi":"10.52426/rau.v11i1.278","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v11i1.278","url":null,"abstract":"Este artigo descreve as experiências de aprendizado das crianças Baniwa da comunidade de Vista Alegre no rio Cuiari, na TI Alto Rio Negro e procura refletir sobre os modos de transmissão e produção de conhecimentos infantis. A partir da etnografia do cotidiano e das situações de aprendizados das crianças em sua comunidade, pretende-se discutir o saber-fazer (paanhekaro padzeekataka) e os aconselhamentos entre os Baniwa. Tendo em vista que a noção de infância deve considerar o seu contexto sociocultural (Cohn 2005, 2013), o artigo pretende observar os espaços e as atividades das crianças na comunidade de Vista Alegre para esboçar questões sobre os processos de transmissão e produção de conhecimento entre os Baniwa.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"83 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-06-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121060530","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Fora chollos","authors":"Álvaro Banducci Júnior, G. Passamani, Tiago Duque","doi":"10.52426/RAU.V11I1.302","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/RAU.V11I1.302","url":null,"abstract":"O fluxo permanente de bens, pessoas e símbolos caracteriza o cotidiano das cidades fronteiriças de Mato Grosso do Sul. Na cidade de Corumbá-MS, divisa com a Bolívia, a presença de bolivianos é percebida com indissimulada reserva, tencionando o convívio e a interação com a alteridade étnica e nacional. Assim, este estudo, pautado em questões de gênero, sexualidade e outros marcadores sociais da diferença, se volta para a discussão de relações entre jovens “efeminados” de Corumbá em interação com diferentes grupos sociais da cidade e com o país vizinho. Do mesmo modo, o trabalho problematiza o processo de construção da alteridade na fronteira Brasil-Bolívia a partir da investigação de um grupo de pessoas não-heterossexuais maiores de 50 anos residentes na região. A ênfase aqui será dada à constituição ou não de tramas afetivas, eróticas e sexuais destes sujeitos, tanto os mais jovens como os mais velhos, com potenciais parceiros bolivianos.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"15 7-8 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-06-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116750166","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Identidades em processo","authors":"Liviane G. da Silva","doi":"10.52426/RAU.V11I1.297","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/RAU.V11I1.297","url":null,"abstract":"Analiso as construções de identidades das indígenas Potiguara que se prostituem na região que abrange a cidade da Baía da Traição e aldeias Potiguara circunvizinhas. A prostituição se organiza nesta região diante de questões de pertencimento étnico, mobilizando expectativas sobre as condutas femininas junto a segredos sobre suas práticas no mercado do sexo, construção dos corpos, questões de gênero e sexualidade. Descrevo como se constroem as identidades étnicas de mulheres que se prostituem atreladas às suas identidades como prostitutas, buscando perceber em quais momentos tais identidades são acionadas. Sobremaneira, essas questões perpassam um desafio maior: avaliar como as interlocutoras constroem suas identidades diante de uma perceptível fluidez. Considero também o modo como a vida na prostituição organiza o cotidiano dessas mulheres tendo em consideração que as indígenas exercem suas atividades na prostituição com segredo, e estabelecem esta atividade como um suporte financeiro ou mesmo como forma de lazer e sociabilidade.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"142 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-06-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122914592","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Gênero, cuidado e a reconfiguração da fronteira... fronteiras, fronteiras!","authors":"J. Olivar","doi":"10.52426/rau.v11i1.300","DOIUrl":"https://doi.org/10.52426/rau.v11i1.300","url":null,"abstract":"Como resultado de pesquisa antropológica baseada na porção brasileira da cidade transfronteiriça entre o Brasil, o Peru e a Colômbia (Tabatinga, AM), o presente artigo propõe uma reflexão teórico-metodológica sobre fronteiras como objeto de estudo para as ciências sociais, a partir da relação analítica da fronteira com a rede conceitual dos estudos antropológicos do cuidado, do gênero, da sexualidade, do corpo e dos afetos. Busco apresentar a fronteira como uma territorialidade performativamente real, múltipla e desdobrada em – e conectada com – muitos outros lugares, corpos e relações. Tal exercício pode propor ou provocar deslocamentos e afinações que me parecem necessárias nas formas como lidamos com a categoria fronteira, em particular nas suas relações com gênero e com dinâmicas actanciais de produção social. O artigo está baseado na reconfiguração de narrativas em que circuitos de afetos, dinâmicas de cuidado, corpos e fronteiras são articulados para favorecer os deslocamentos buscados.","PeriodicalId":382963,"journal":{"name":"Revista de Antropologia da UFSCar","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-06-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129369236","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}