Nuntius AntiquusPub Date : 2018-07-13DOI: 10.17851/1983-3636.14.1.31-55
L. Cardoso
{"title":"A recepção (praticamente) perdida: a Tebaida de José Agostinho de Macedo – apresentação e edição","authors":"L. Cardoso","doi":"10.17851/1983-3636.14.1.31-55","DOIUrl":"https://doi.org/10.17851/1983-3636.14.1.31-55","url":null,"abstract":"Tomando como fonte o manuscrito CXXII 2-2 da Biblioteca de Évora, este artigo traz à luz, em edição diplomática, o único fragmento conhecido da tradução integral do poema épico Thebais, de Públio Papínio Estácio (Publius Papinius Statius – séc. I d.C.), realizada por José Agostinho de Macedo e perdida antes que pudesse ter sido publicada. Para isso, em um primeiro momento, este artigo empreende um breve percurso pela biografia de Macedo, em especial por sua postura crítica e suas ideias sobre a tradução, com o objetivo de delinear um horizonte no qual e a partir do qual seu trabalho com o poema de Estácio possa ser compreendido. Dessa forma, será possível ressaltar a imagem do autor como uma figura importante na recepção dos clássicos greco-latinos em língua portuguesa.","PeriodicalId":32262,"journal":{"name":"Nuntius Antiquus","volume":"53 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-07-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"75275890","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Nuntius AntiquusPub Date : 2018-07-13DOI: 10.17851/1983-3636.14.1.57-85
M. L. Torres
{"title":"A influência do conceito de felicidade da poesia arcaica grega na literatura sapiencial judaica após o cativeiro babilônico","authors":"M. L. Torres","doi":"10.17851/1983-3636.14.1.57-85","DOIUrl":"https://doi.org/10.17851/1983-3636.14.1.57-85","url":null,"abstract":"Este artigo apresenta uma comparação de aspectos do conceito de felicidade na poesia arcaica grega com a literatura sapiencial judaica após o cativeiro babilônico, com o objetivo de estabelecer a relação de uma com a outra. Para tanto, analisa a tensão existente entre sabedoria convencional e subversiva nas duas iteraturas, dando especial atenção a sete dimensões relativas à felicidade: a moderação, o conhecimento de si, o controle das paixões, o respeito aos próprios limites, o tipo de morte, o esquivar-se à fiança e, finalmente, a saúde. A vertente predominante da literatura sapiencial judaica é aquela expressa nos livros de Provérbios, Eclesiástico, Sabedoria e Salmos de Salomão. São os livros de Jó e Eclesiastes que requerem explicação devido a sua filiação aos apotegmas da sabedoria subversiva, incomum nos círculos judaicos. A conclusão de que essa vertente tenha se originado do contato com os gregos tem duas vantagens explanatórias: dá algum tipo de suporte à suposição tão comum entre os historiadores do judaísmo de que os processos de helenização de Israel tiveram início bem antes do século III, período geralmente apontado como época do desencadeamento de tais processos, e propõe uma solução ao menos provisória para a misteriosa incursão de uma vertente não consuetudinária na literatura sapiencial judaica.","PeriodicalId":32262,"journal":{"name":"Nuntius Antiquus","volume":"97 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-07-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"80736282","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Nuntius AntiquusPub Date : 2018-06-11DOI: 10.17851/1983-3636.14.1.233-254
Matheus Abreu Pamplona
{"title":"Agaton no Banquete: um prelúdio à filosofia","authors":"Matheus Abreu Pamplona","doi":"10.17851/1983-3636.14.1.233-254","DOIUrl":"https://doi.org/10.17851/1983-3636.14.1.233-254","url":null,"abstract":"Neste artigo, procuro indicar como o elogio de Agaton (194e-197e), ao contrário do que comumente vemos ser sustentado pela maior parte dos intérpretes do Banquete, pode ser lido como uma espécie de prelúdio às concepções posteriormente defendidas por Sócrates e Diotima. Com o intuito de comprovar minha hipótese, primeiramente questiono um dos motivos que levou a tradição exegética a rejeitar o discurso do tragediógrafo como fonte de opiniões verdadeiras sobre o amor, a saber, a associação feita pelo próprio Sócrates entre o elogio de Agaton e a retórica de Górgias. Em um segundo momento, defendo que o conteúdo do encômio do poeta trágico, apesar do estilo gorgiânico por ele adotado, alinha-se em muitos pontos àquilo que vemos Sócrates sustentar em seu próprio discurso em louvor a Erōs.","PeriodicalId":32262,"journal":{"name":"Nuntius Antiquus","volume":"17 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-06-11","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"87852063","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}