{"title":"Narrativas aquendadas: (micro)políticas de negociação estabelecidas por uma estudante trans* no ensino superior","authors":"Madson de Santana Santos, Alfrâncio Ferreira Dias","doi":"10.9771/CGD.V6I4.43258","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/CGD.V6I4.43258","url":null,"abstract":"O propósito deste texto é refletir sobre o processo formativo de uma estudante trans*, a partir das (micro)políticas de negociações de gênero e sexualidade no ensino superior. Utilizou-se uma abordagem qualitativa pós-crítica, por meio da realização de entrevista narrativa, onde uma estudante trans* narra suas experiências de violências e lutas diárias. As narrativas confirmam as experiências transfóbicas vivenciadas pela estudante durante seu processo de escolarização, principalmente no ensino superior, assim como também evidencia possibilidades de (re)existência e (re)negociações das aprendizagens de gênero dentro da universidade, num processo de aquendar-se e desanquendar-se, sendo preciso (re)negociar-se enquanto pessoa trans*.","PeriodicalId":299788,"journal":{"name":"Cadernos de Gênero e Diversidade","volume":"80 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-04-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126860493","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Michele de Freitas Faria de Vasconcelos, Yasmin Fernanda da Rocha, S. Santos
{"title":"Mãe Maré, o mangue vai acabar? Processos de produção de subjetivação e política da mariscagem","authors":"Michele de Freitas Faria de Vasconcelos, Yasmin Fernanda da Rocha, S. Santos","doi":"10.9771/CGD.V6I4.36252","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/CGD.V6I4.36252","url":null,"abstract":"O artigo é resultado de uma pesquisa que se gesta por dentro do projeto de extensão Fortalecimento Sociopolítico das Marisqueiras de Sergipe, parte do Programa de Educação Ambiental com Comunidades Costeiras (PEAC-SE). Este estudo germina-se, assim, por meio de um agenciamento com mulheres do Movimento das Marisqueiras de Sergipe (MMS), de outros movimentos sociais e da Universidade; por meio de um processo de habitação de um território coletivo, em defesa de territórios de vida tradicionais e da vida das mulheres, em particular, da vida das marisqueiras, que veem seus territórios existenciais cotidianamente ameaçados por empreendimentos capitalistas. A pesquisa, de inspiração etnográfica e cartográfica, utilizando-se dos procedimentos do diário de campo e gravação em áudio de rodas de conversa, mira nos processos de invenção da vida cotidiana das mulheres no mundo do mangue, com ênfase nas táticas e estratégias de reexistência por elas protagonizadas. A perspectiva é de pesquisar com mulheres marisqueiras, conhecer seus modos de vida que se tecem num território híbrido entre cidade, campo e mangue; como enfrentam adversidades e conflitos (com o estado, a sociedade, seus companheiros, etc.); como produzem sentidos para suas experiências, individual e coletivamente, em particular as que decorrem da construção do movimento social e, com ele, de redes de cuidado, solidariedade e ajuda mútua, invenções de si e de mundos correlatos, ampliando em ato sentidos para a palavra mulher e para o trabalho artesanal.","PeriodicalId":299788,"journal":{"name":"Cadernos de Gênero e Diversidade","volume":"96 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-04-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"134182914","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Helena Moraes Cortes, Lígia Maffei Carnevalli, Lorena Moura Pontes Araújo, Paula Hayasi Pinho
{"title":"O (des) acesso de pessoas transgêneras aos serviços de saúde no recôncavo baiano","authors":"Helena Moraes Cortes, Lígia Maffei Carnevalli, Lorena Moura Pontes Araújo, Paula Hayasi Pinho","doi":"10.9771/CGD.V6I4.36104","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/CGD.V6I4.36104","url":null,"abstract":"O acesso em saúde pode ser entendido como a “porta de entrada” que facilita a utilização do sistema de saúde pelos cidadãos. Apesar da existência de políticas públicas para garantir uma saúde com mais equidade e qualidade para a população transgênera, ainda é possível notar a permanência de barreiras simbólicas, socioeconômicas e técnicas no acesso. O objetivo deste artigo é analisar o acesso de pessoas transgêneras aos serviços de saúde de um município do Recôncavo da Bahia. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, descritivo e exploratório, no qual utilizou-se a técnica snowball ou \"bola de neve\", para a captação dos participantes. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e diários de campos e analisados por análise temática. A partir desta, emergiu a categoria empírica denominada acesso ao serviço de saúde, que se dividiu em três subcategorias a serem discutidas: conhecimento dos profissionais de saúde sobre a transgeneridade, Atendimento à pessoa transgênera no serviço de saúde e Utilização dos serviços de saúde. Por meio das falas dos entrevistados pôde-se perceber que a falta de capacitação dos profissionais de saúde em relação à transgeneridade mostrou-se como importante barreira no acesso à saúde desta população. Como consequência, temos a perpetuação de estigmas e preconceitos dentro do serviço de saúde, resultantes de uma construção social patologizante, o que gera atendimentos precários e o consequente afastamento desta população dos serviços de saúde. ","PeriodicalId":299788,"journal":{"name":"Cadernos de Gênero e Diversidade","volume":"67 4","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-04-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"113978476","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
A. J. Xavier, Fernando Seffner, Maria Carmen Silveira Barbosa
{"title":"“Mulher tem mais facilidade para coisa artística, organização, trabalhos didáticos.” Produção de masculinidades e estratégias pedagógicas nos anos iniciais na roça.","authors":"A. J. Xavier, Fernando Seffner, Maria Carmen Silveira Barbosa","doi":"10.9771/CGD.V6I4.37436","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/CGD.V6I4.37436","url":null,"abstract":"O magistério é atualmente uma profissão fortemente feminina. Diversas questões são suscitadas a partir da atuação de professores homens na escolarização de crianças pequenas. Esse artigo se insere em uma tradição de pesquisas sobre esse tema. A constatação de que os homens que atuam nesses espaços são vistos socialmente como sujeitos fora de lugar é recorrente nas pesquisas. Nesse artigo nos ocupamos de problematizar um desses desdobramentos: a prática pedagógica de professores homens que atuam nos Anos Iniciais em escolas na região rural de município no Estado da Bahia. Os dados foram produzidos em pesquisa etnográfica com três professores homens que atuam nesse contexto. Problematizamos as tensões entre a manutenção das masculinidades e as demandas da docência com crianças pequenas. O elemento mais destacado em nosso ver é que a operação pedagógica posta em ação para garantia das masculinidades dos três informantes constituía fortemente na tentativa de criar o aluno, na contramão da criança, enquanto um aluno já adulto, sem possibilidade de conjugar ser aluno e ser criança, comprometendo com isso a qualidade pedagógica das aulas. ","PeriodicalId":299788,"journal":{"name":"Cadernos de Gênero e Diversidade","volume":"50 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-04-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"123091423","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
P. Costa, Thiago Barcelos Soliva, F. B. M. Fernandes
{"title":"Pela valorização da ciência no Nordeste","authors":"P. Costa, Thiago Barcelos Soliva, F. B. M. Fernandes","doi":"10.9771/cgd.v6i4.44343","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/cgd.v6i4.44343","url":null,"abstract":"","PeriodicalId":299788,"journal":{"name":"Cadernos de Gênero e Diversidade","volume":"30 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-04-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"123902109","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Entre elas: Ser e viver mulher usuária de substâncias psicoativas","authors":"Sara Alves Henriques, L. Rosa","doi":"10.9771/CGD.V6I4.38379","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/CGD.V6I4.38379","url":null,"abstract":"O presente artigo apresenta o olhar de mulheres sobre as outras e sobre si mesmas quanto ao uso de substâncias psicoativas a partir de um estudo de caso na cidade de Teresina – Piauí. A pesquisa é parte do resultado da dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da Universidade Federal do Piauí. A metodologia adotada foi de natureza qualitativa, a partir de estudo de caso e de entrevistas semiestruturadas, tendo como participantes sete mulheres usuárias de substâncias psicoativas. A pesquisa demonstrou que as mulheres tendem a se perceber a partir do valor família ou em referência à figura masculina, e são orientadas a partir de uma cultura própria que, acabam por reproduzir vínculos baseados em relações complementares e perpassadas predominantemente por ideologias patriarcais, embora vestígios da ideologia feminista tenham também se mostrado presente, apesar de não terem sido reconhecidos por elas.","PeriodicalId":299788,"journal":{"name":"Cadernos de Gênero e Diversidade","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-04-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130801244","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Interculturalidade crítica e educação linguística: problematizando (des)invenções","authors":"Michael Douglas Rodrigues, V. Silvestre","doi":"10.9771/CGD.V6I3.38340","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/CGD.V6I3.38340","url":null,"abstract":"Makoni e Pennycook (2007) advogam por (des)invenções no âmbito do ensino de línguas e demais componentes dos estudos da linguagem. Nessa esteira, fundamentamos na ideia de que as invenções são construções sociais e que apenas se consolidam por meio de crenças e verdades (com)partilhadas. Assim, traçamos, neste artigo, uma discussão sobre como certas invenções, especificamente aquelas ligadas à colonização linguística e cultural, ainda reverberam por meio de colonialidades que condicionam nosso modo de agir e conceber o mundo e nós mesmos/as. De modo particular, elegemos a interculturalidade como uma invenção recorrente no campo da educação linguística e buscamos propiciar o exercício da suspeita (MONTE MÓR, 2017) acerca de como a noção de interculturalidade tem sido inventada nesse campo e quais poderiam ser vias alternativas de sua (des)invenção. Nesse exercício, notamos indícios de um viés de interculturalidade funcional (WALSH, 2009) em dois documentos oficiais que têm orientado ações no campo em foco. No entanto, as discussões tecidas nos fazem entender que, sem uma perspectiva crítica, o ensino intercultural de línguas apenas dará prosseguimento aos interesses modernos/coloniais. Nesse sentido, apostamos na interculturalidade crítica como alternativa de (des)invenção no campo de educação linguística, advinda de bases epistemológicas suleadas.","PeriodicalId":299788,"journal":{"name":"Cadernos de Gênero e Diversidade","volume":"21 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-01-26","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126957123","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Manoel Rufino David De Oliveira, Vitória De Oliveira Monteiro
{"title":"A Imagem de Marielle Franco na Arte Urbana: grafites e pichações como imagens-mundo de resistência transnacional","authors":"Manoel Rufino David De Oliveira, Vitória De Oliveira Monteiro","doi":"10.9771/CGD.V6I2.34961","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/CGD.V6I2.34961","url":null,"abstract":"O presente estudo tem como objetivo analisar como a imagem de Marielle Franco articulada através da arte de rua se constitui em uma resistência contra a naturalização do sofrimento negro em uma perspectiva transnacional. Para isso, foi realizada um breve histórico da vida e morte de Marielle Franco, para depois apontar como sua imagem e nome se reproduziram pelo Brasil e mundo através do grafite de protesto, tornando-se uma imagem-mundo. Em seguida, foram apresentadas reflexões sobre as disputas de território travadas contra as intervenções artísticas da imagem de Marielle Franco. Ao final, concluiu-se que a imagem de Marielle se disseminou pelo mundo enquanto uma forma de resistência transnacional do povo negro, das mulheres e das pessoas LGBT e de diversos outros marcadores de diferença, mobilização política que questiona e traz à baila a naturalização da violência física e simbólica contra essas populações sob uma perspectiva global.","PeriodicalId":299788,"journal":{"name":"Cadernos de Gênero e Diversidade","volume":"55 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-10-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133874206","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"O que é lugar de fala?, de Djamila Ribeiro","authors":"C. Gemelli, Aline Mendonça Fraga","doi":"10.9771/cgd.v5i3.32734","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/cgd.v5i3.32734","url":null,"abstract":"“O que é lugar de fala?” da filósofa, ativista e escritora feminista Djamila Ribeiro foi o primeiro lançamento da coleção Feminismos Plurais, organizada pela própria Djamila, e pelo Grupo Editorial Letramento, através do selo do Portal Justificando da Carta Capital. A coleção de livros – que conta com organização e escrita de mulheres negras e indígenas e de homens negros – propõe uma narrativa disruptiva do padrão patriarcal, racista e heteronormativo. Em 2019, a coleção foi relançada pela editora Pólen Livros. Bestseller com mais de 50 mil cópias vendidas, “O que é lugar de fala?” também foi o segundo livro mais vendido na edição de 2018 da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) e o nono mais vendido na edição de 2019. Após ser traduzido para o francês, neste mês de julho de 2019, Djamila anunciou a assinatura de contrato para a tradução do livro para o espanhol. Para além das reflexões sobre o feminismo negro, a obra traz contribuições potenciais para os estudos sobre narrativas ao promover o debate sobre a linguagem como manutenção do poder; a divulgação da produção intelectual de grupos historicamente marginalizados; a interseccionalidade; e o lugar de fala. ","PeriodicalId":299788,"journal":{"name":"Cadernos de Gênero e Diversidade","volume":"21 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-12-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125641193","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Subjetividade, Cultura e Poder: Politizando Masculinidades Negras","authors":"Osmundo Pinho, Rolf Malungo de Souza","doi":"10.9771/cgd.v5i2.33751","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/cgd.v5i2.33751","url":null,"abstract":"Dizemos isso para salientar o impulso e a provocação inicial que motivou a organização desse dossiê. Reconhecer visibilidade e densidade empírica e teórica para a discutir a masculinidade para muito além de ideais normativos sobre como os homens deveriam ser ou o que deveriam fazer para se tornarem homens de verdade, ou respeitáveis, ou para fazer coincidir a concretude de nossas subjetividades tortuosas a um ideal de masculinidade (nesse caso em particular, e com inúmeras consequências discutidas nesse dossiê) negra. A conjunção entre raça e gênero nesse caso, parece confirmar, em grande parte, a discussão sobre masculinidades negras contemporâneas, próxima demais da propensão normativa quando não subjetivista, articulada em torno de questões como: o homem negro pode ser um bom pai? O homem negro pode ser homem fora de “masculinidades toxicas”? O que fazer para que o homem negro e a mulher negra se encontram em relações reciprocas e bem ajustadas? Homens negros gays podem ter relações não mediadas pela fetichização dos próprios corpos? Perguntas que figurariam muito bem em manuais pós-modernos de autoajuda interseccional.","PeriodicalId":299788,"journal":{"name":"Cadernos de Gênero e Diversidade","volume":"10 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2019-10-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122135831","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}