Thaís Ranzani Tiseo, Márcia Cristina Xavier dos Santos, Clarice de Azevedo Sarmet Loureiro Smiderle
{"title":"Estágio em Medicina de Família e Comunidade em unidades com residência médica no município do Rio de Janeiro","authors":"Thaís Ranzani Tiseo, Márcia Cristina Xavier dos Santos, Clarice de Azevedo Sarmet Loureiro Smiderle","doi":"10.5712/rbmfc17(44)3101","DOIUrl":"https://doi.org/10.5712/rbmfc17(44)3101","url":null,"abstract":"Introdução: Atualmente os estudantes de Medicina devem cumprir 30% de seu estágio obrigatório no Sistema Único de Saúde, na atenção primária e em serviço de urgência e emergência. No Rio de Janeiro, as principais instituições de ensino adequaram seus currículos a essa exigência e o internato em Medicina de Família e Comunidade passou a ocupar grande parte dessa carga horária. Objetivo: Este trabalho propõe-se a investigar como esse estágio, realizado em unidades com residência de Medicina de Família e Comunidade (MFC) na cidade do Rio de Janeiro, impacta a formação de futuros médicos, identificando quais os principais fatores envolvidos, quais as potencialidades desse estágio e sua influência, tanto pessoal como social, sobre os estudantes. Métodos: Foi realizado um estudo qualitativo, e a coleta de dados ocorreu por meio de minigrupos focais com alunos de uma universidade federal que vivenciaram o internato em Medicina de Família e Comunidade em unidades nas quais programas de residência estão implementados. A análise temática foi posteriormente realizada seguindo os preceitos de Bardin. Resultados: Na análise de dados, foram estudadas seis categorias: expectativas prévias em relação ao estágio e à MFC, impressões atuais sobre o estágio e a MFC, aprendizados diversos de outras especialidades, vivências que aproximam da MFC, vivências que afastam da MFC e aprendizados extra-acadêmicos. Conclusões: Com deste estudo foi possível identificar, por meio da percepção dos estudantes, os pontos fracos e fortes da realização de estágio em unidades com residência médica em MFC na cidade do Rio de Janeiro e como essa vivência impacta a formação dos acadêmicos. Pelo potencial demonstrado, sugere-se incentivo e investimento nesse tipo de estágio.","PeriodicalId":33700,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-10-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"48879025","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Luiza Bolsoni, Leandro Pereira Garcia, D. Calderón
{"title":"Predição de visitas domiciliares na atenção primária","authors":"Luiza Bolsoni, Leandro Pereira Garcia, D. Calderón","doi":"10.5712/rbmfc17(44)3012","DOIUrl":"https://doi.org/10.5712/rbmfc17(44)3012","url":null,"abstract":"Introdução: Espera-se, nos próximos anos, um novo perfil de demanda para o Sistema Único de Saúde em consequência do envelhecimento populacional e do aumento da prevalência de doenças crônicas. Diante disso, faz-se necessário o uso de ferramentas para estimar a demanda futura por serviços. Modelos para a análise de séries temporais como o Autoregressive Integrated Moving Average (ARIMA) podem auxiliar. Objetivo: Estimar a demanda por visitas domiciliares na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde, em Florianópolis (SC). Métodos: Estudo ecológico de séries temporais que utilizou o ARIMA para projeções. Adotaram-se as visitas domiciliares realizadas pela APS, registradas do prontuário eletrônico da Secretaria de Saúde do município, de janeiro de 2015 a fevereiro de 2019. As projeções dos 20 meses seguintes foram realizadas para o município e para cada um de seus 49 Centros de Saúde. Resultados: A previsão aponta, em agosto de 2019, a máxima de 702 visitas, seguida de queda para 573 visitas em dezembro de 2019 e posterior recuperação, com estimativa de 632 para outubro de 2020. A previsão para cada Centro de Saúde indicou variações na demanda entre unidades com o mesmo número de equipes de Saúde da Família (ESF), entre 11,3 e 1,3 visitas/ESF, no 20o mês. Conclusões: O ARIMA possibilitou a realização das projeções de visitas domiciliares no município, indicando queda na demanda de visitas domiciliares. O método pode ser de grande valia para a projeção de outras demandas no mesmo município ou em outros que possuam dados de série histórica. Estudos futuros podem expandir a análise nesse sentido, bem como comparar o ARIMA com modelos como a suavização exponencial.","PeriodicalId":33700,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-10-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"45729164","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Adrielle Alcântara Santos, André de Lima Gomes, Fillipe André dos Santos Silva, Hellen de Carvalho Lima, José Matheus Mendonça da Silva, Marcello Barbosa Otoni Gonçalves Guedes, Diego Neves Araújo, Carlos Alberto de Lima Botelho Filho, M. R. Lopes, Johnnatas Mikael Lopes
{"title":"Tendência temporal das complicações do pé diabético e da cobertura da Atenção Primária à Saúde nas capitais brasileiras, 2008–2018","authors":"Adrielle Alcântara Santos, André de Lima Gomes, Fillipe André dos Santos Silva, Hellen de Carvalho Lima, José Matheus Mendonça da Silva, Marcello Barbosa Otoni Gonçalves Guedes, Diego Neves Araújo, Carlos Alberto de Lima Botelho Filho, M. R. Lopes, Johnnatas Mikael Lopes","doi":"10.5712/rbmfc17(44)3420","DOIUrl":"https://doi.org/10.5712/rbmfc17(44)3420","url":null,"abstract":"Introdução: Complicações diabéticas são condições preveníveis em sua maioria, sendo o pé diabético uma das mais comuns. O manejo adequado do pé diabético mitiga eventos incapacitantes e maiores gastos ao sistema de saúde. As intervenções efetivas na Atenção Primária à Saúde (APS) possibilitam prevenir as complicações diabéticas. Objetivo: Analisar a tendência das complicações do pé diabético e sua relação com a cobertura da APS nas capitais brasileiras, entre 2008 e 2018. Métodos: Estudo ecológico de séries temporais das incidências acumuladas de complicações do pé diabético nas 27 capitais utilizando dados do Sistema de Informação sobre Hipertensos e Diabéticos. As variáveis independentes foram ano, cobertura da APS e da Estratégia Saúde da Família. Empregou-se modelo de regressão de Prais-Winsten. Resultados: No Brasil, ocorreram 45.095 casos de complicações do pé diabético no período, com média de 0,57 casos/100.000 habitantes (p<0,001) — estável em 14 capitais (p>0,05) e crescente em 13 capitais (p<0,05). Há associação entre elevação do nível de cobertura da APS e estabilidade na evolução das complicações diabéticas (p<0,05). Conclusões: Evidencia-se aumento da ocorrência das complicações do pé diabético, contudo, nas capitais com crescimento da cobertura da APS, houve controle da progressão.","PeriodicalId":33700,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-10-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"44397500","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
R. Castro, Andressa Silva de Oliveira, Rafael Marins Rezende, X. C. Muniz, Thátila Canuto Gomes Pereira, Leonor Eliza de Assis Abi Ali, L. Forechi
{"title":"Análise retrospectiva de um programa para cessação do tabagismo em município do leste mineiro","authors":"R. Castro, Andressa Silva de Oliveira, Rafael Marins Rezende, X. C. Muniz, Thátila Canuto Gomes Pereira, Leonor Eliza de Assis Abi Ali, L. Forechi","doi":"10.5712/rbmfc17(44)3389","DOIUrl":"https://doi.org/10.5712/rbmfc17(44)3389","url":null,"abstract":"Introdução: O programa “Deixando de Fumar sem Mistérios” foi desenvolvido para ajudar os participantes a cessar o tabagismo. Objetivo: Avaliar o número de participantes que cessaram o tabagismo após 12 meses do programa “Deixando de Fumar sem Mistérios”, mensurar o nível atual de dependência da nicotina dos que não cessaram o hábito e detectar os fatores envolvidos na falta de adesão ao programa. Metodologia: Entrevista foi realizada com 39 participantes do programa “Deixando de Fumar sem Mistérios” em um município mineiro, para a aplicação do teste de Fagerström e de questionário sobre o funcionamento do programa. A análise dos dados foi realizada por meio do cálculo das frequências absolutas (n) e relativas (%). Resultados: Dos entrevistados, 23% relataram ter parado de fumar, 51% não faltaram às reuniões, e 74% declararam satisfação com o resultado do programa. O nível de dependência do tabaco dos participantes que não cessaram o tabagismo foi moderado (5,2±2,8 pontos), com consumo médio de 22,9±17,3 cigarros/dia e 35,0±15,5 anos de consumo. Os fatores que mais contribuíram para a falta de adesão foram questões logísticas (56%) e crenças pessoais (36%). Conclusão: O grau de satisfação com o programa foi elevado. A desatualização cadastral dificultou o contato com grande parte dos participantes, evidenciando a necessidade de adaptações logísticas para que o programa contribua mais efetivamente com a cessação do tabagismo dos participantes.","PeriodicalId":33700,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-10-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"47672520","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"COVID-19 e a saúde mental de médicos residentes na atenção primária","authors":"B. Lobo, P. Almeida, M. Cabral","doi":"10.5712/rbmfc17(44)3163","DOIUrl":"https://doi.org/10.5712/rbmfc17(44)3163","url":null,"abstract":"Introdução: A pandemia da COVID-19 tem feito inúmeras vítimas fatais em todo o mundo. Ela não apenas ameaça a esfera física do indivíduo, como também pode gerar importante adoecimento psicológico na população, principalmente por conta do medo de contrair a doença. Objetivo: Avaliar a relação do medo da COVID-19 com sintomas ansiosos e depressivos dos residentes de Medicina de Família e Comunidade da região metropolitana de Fortaleza. Métodos: Realizou-se um estudo quantitativo analítico, correlacional e transversal, no qual os participantes responderam a um formulário eletrônico que continha um questionário elaborado pelos autores e os instrumentos Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS) e Escala de Medo do COVID-19 (EMC-19). Resultados: A pesquisa contou com 50 participantes. Verificou-se que 52% dos residentes apresentavam sintomas de ansiedade, 36% sintomas depressivos e 22% possuíam medo da doença de moderado a intenso. As maiores médias de medo foram dos residentes que já tratavam ansiedade ou depressão e dos residentes que iniciaram tratamento durante a pandemia. Conclusões: O estudo demonstrou que uma porcentagem relevante dos pesquisados apresentou sintomas de ansiedade e depressão, além de mostrar associação direta entre esses sintomas e o medo da COVID-19. Conclui-se enfatizando que o contexto pandêmico exige maior atenção às circunstâncias da saúde mental dos residentes de Medicina de Família para propor medidas de enfrentamento mais resolutivas à problemática.","PeriodicalId":33700,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-10-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"47604118","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Alcançando o lazer na entrevista médica","authors":"R. Souza","doi":"10.5712/rbmfc17(44)3470","DOIUrl":"https://doi.org/10.5712/rbmfc17(44)3470","url":null,"abstract":"A entrevista médica resume-se a organizar as informações do paciente em algoritmo médico para possibilitar as decisões e organizar o registro. O lazer é informação fundamental para compreender o contexto do sujeito. A relação da cultura com o lazer cria a necessidade de percebermos que, dependendo do lugar e do tempo, haverá algumas atividades prescritas e proscritas de lazer. Para manter uma vida ativa e de qualidade, faz-se necessário que o paciente precise, algumas vezes, da prescrição ou proscrição do lazer, que é muito mais amplo do que atividades físicas. Como possibilitar que isso ocorra e o que deve ser procurado para melhor compreender isso? O que é lazer e quais as suas formas de prescrição?","PeriodicalId":33700,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-09-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"43397338","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Mariana de Paula Santana, A. Alves, Isadora Cecília Salgado Gama, Natália Varreira Parduci, Mônica Mussolini Larroque, Bruna Moretti Luchesi
{"title":"Impactos da ausência do Núcleo de Apoio à Saúde da Família no contexto da pandemia de COVID-19","authors":"Mariana de Paula Santana, A. Alves, Isadora Cecília Salgado Gama, Natália Varreira Parduci, Mônica Mussolini Larroque, Bruna Moretti Luchesi","doi":"10.5712/rbmfc17(44)3033","DOIUrl":"https://doi.org/10.5712/rbmfc17(44)3033","url":null,"abstract":"A COVID-19 trouxe um panorama desafiador e incerto para o mundo — especialmente no Brasil, em que, por conta do descrédito de medidas comprovadamente efetivas e políticas negacionistas, o cenário pandêmico tem sido devastador. Apesar disso, o País conta com muitas potencialidades para o enfrentamento da crise sanitária, notadamente por meio da Atenção Primária à Saúde. Um dos destaques seriam os Núcleos de Apoio à Saúde da Família, que poderiam atender às demandas multidimensionais da população, evidenciando-se aquelas causadas ou agravadas pela pandemia. No entanto, os Núcleos de Apoio à Saúde da Família, criados em 2008, foram intensamente prejudicados pela Portaria nº 2.979, de novembro de 2019, e da Nota Técnica nº 3/2020, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, que representaram, em síntese, a desestruturação da Atenção Primária à Saúde. Assim, objetivamos demonstrar a importância dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família e os impactos de sua ausência no cenário pós-pandêmico.","PeriodicalId":33700,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-09-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"46659306","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
I. Brugugnolli, Ana Olívia Guedes Leite, Giovanna Emanuella Piffer Soares Arantes, Leonardo Valentini Arf, João Pedro Martoneto Faccioli, Luis Gustavo Cunha Claudino
{"title":"Diagnóstico de doença de Addison por meio de lesão cutânea na Atenção Primária","authors":"I. Brugugnolli, Ana Olívia Guedes Leite, Giovanna Emanuella Piffer Soares Arantes, Leonardo Valentini Arf, João Pedro Martoneto Faccioli, Luis Gustavo Cunha Claudino","doi":"10.5712/rbmfc17(44)2823","DOIUrl":"https://doi.org/10.5712/rbmfc17(44)2823","url":null,"abstract":"A doença de Addison, ou insuficiência adrenal primária, é uma doença insidiosa e rara, que pode apresentar altas taxas de morbi-mortalidade quando o seu diagnóstico não é reconhecido e o seu tratamento não é iniciado precocemente. Apresenta sintomas variados, entre eles destacando-se hipotensão arterial, hiperpigmentação cutânea, hiponatremia e hipercalemia. Quando não tratada, pode evoluir com crise adrenal e colapso cardiovascular. O diagnóstico da doença de Addison é feito clinicamente e através dos achados, em exames laboratoriais, de concentrações elevadas do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) e de baixas concentrações de cortisol no plasma. O tratamento depende da causa e requer abordagem multidisciplinar, mas em geral se faz com reposição de glicocorticoides e, ocasionalmente, demais hormônios. Este artigo descreve um caso de Doença de Addison diagnosticada na Atenção Primária à saúde, situação esta que não é comum, já que a doença apresenta sintomas clínicos bastante inespecíficos, principalmente em seus estágios iniciais, e frequentemente não é um diagnóstico considerado. \u0000Palavras Chave: Doença de Addison; Insuficiência Adrenal Primária; Relato de caso; Atenção primária à saúde. ","PeriodicalId":33700,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-09-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"42449190","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
A. Oliveira, K. Giacomin, W. J. T. Santos, J.O.A Firmo
{"title":"A percepção do usuário idoso sobre o acesso e a qualidade da Atenção Primária à Saúde","authors":"A. Oliveira, K. Giacomin, W. J. T. Santos, J.O.A Firmo","doi":"10.5712/rbmfc17(44)2363","DOIUrl":"https://doi.org/10.5712/rbmfc17(44)2363","url":null,"abstract":"Introdução: O envelhecimento populacional brasileiro já repercute na Atenção Primária à Saúde. Objetivo: Avaliar a percepção dos idosos quanto ao acesso e à qualidade da atenção em Bambuí, Minas Gerais. Métodos: Esta pesquisa tem abordagem qualitativa. O modelo dos signos, significados e ações foi utilizado na coleta e análise dos dados. Foram realizadas entrevistas nos domicílios, cuja escolha baseou-se em critérios para garantir a heterogeneidade dos participantes. Resultados: A análise fundamentou-se na perspectiva êmica. Nela, emergiram elementos que compõem a percepção do usuário idoso acerca da implantação e da consolidação do Sistema Único de Saúde e da Estratégia Saúde da Família local na categoria ― Desafios da Atenção Primária à Saúde na percepção do usuário idoso. Observou-se na percepção dos idosos, o serviço público evoluiu para melhor, porém ainda persistem dificuldades de acesso e a insatisfação de alguns com a qualidade do serviço, o que os leva à busca pela atenção secundária, pela urgência e pela medicina privada. Conclusões: Os achados demonstram que na percepção dos idosos a implantação da Estratégia Saúde da Família foi positiva, porém a atenção primária em saúde ainda pode ser melhorada.","PeriodicalId":33700,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade","volume":"19 16","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-09-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"41261944","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Valéria Carolina Armas Villegas, Andressa Luciani Pereira Rodrigues, Elaine Rossi Ribeiro, M. Almeida, M. Esperandio
{"title":"Coping espiritual/religioso e fim de vida","authors":"Valéria Carolina Armas Villegas, Andressa Luciani Pereira Rodrigues, Elaine Rossi Ribeiro, M. Almeida, M. Esperandio","doi":"10.5712/rbmfc17(44)3011","DOIUrl":"https://doi.org/10.5712/rbmfc17(44)3011","url":null,"abstract":"Introdução: A espiritualidade/religiosidade é considerada uma dimensão essencial nas boas práticas em cuidados paliativos, principalmente durante a fase de terminalidade. Esses pacientes, assim como seus familiares, fazem uso de estratégias de coping espiritual/religioso. Objetivo: O objetivo desta revisão é mostrar a relação entre o coping espiritual/religioso e o processo de terminalidade. Método: A metodologia aplicada foi a revisão sistemática e utilizou PubMed, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PsycINFO e Scientific Electronic Library Online (SciELO) como bases de dados. Resultado: Foram capturados 96 artigos e sete foram selecionados para análise. Tais artigos abordaram questões de apego, tipos de coping, significado da doença e dificuldades de mensuração da espiritualidade/religiosidade. Conclusão: Os estudos demonstram que o coping espiritual/religioso influencia na qualidade da morte durante o processo de terminalidade.","PeriodicalId":33700,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-07-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"49363284","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}