{"title":"ASTROJILDO PEREIRA, LEITOR DE MACHADO DE ASSIS","authors":"Sílvia Maria Azevedo","doi":"10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p141-156","DOIUrl":"https://doi.org/10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p141-156","url":null,"abstract":"Escritor, jornalista, crítico literário, fundador do Partido Comunista Brasileiro (1922), Astrojildo Pereira (1890-1965) entrou para a história da literatura brasileira como protagonista no célebre episódio da “última despedida” de Machado de Assis, imortalizado na crônica de Euclides da Cunha. Leitor rigoroso da obra machadiana, Astrojildo Pereira foi dos primeiros críticos a descartar a interpretação acerca da indiferença de Machado de Assis em relação aos assuntos políticos e históricos no Brasil da segunda metade do século XIX, exposto em seu ensaio mais famoso, “Machado de Assis, romancista do Segundo Reinado”. O objetivo do presente artigo é propor uma leitura do referido texto, tendo em vista os respectivos suportes de publicação, na Revista do Brasil (1939), e republicação, nos livros Interpretações (1944) e Machado de Assis, ensaios e apontamentos avulsos (1959), em conexão com a conjuntura político-cultural no Brasil, nessas três décadas.","PeriodicalId":30832,"journal":{"name":"Revista Novos Rumos Sociologicos","volume":"55 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"80201082","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"LUKÁCS FALA","authors":"György Lukács","doi":"10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p27-50","DOIUrl":"https://doi.org/10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p27-50","url":null,"abstract":"Entrevista inédita de G. Lukács para C. Fehér (1968).","PeriodicalId":30832,"journal":{"name":"Revista Novos Rumos Sociologicos","volume":"69 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"74013888","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"GRAMSCI E AS CULTURAS COMUNISTAS ARGENTINA E BRASILEIRA:","authors":"Camila Góes","doi":"10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p109-120","DOIUrl":"https://doi.org/10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p109-120","url":null,"abstract":"A enorme difusão dos escritos gramscianos na América Latina acompanhou uma precursora trajetória editorial – foi neste continente que os Cadernos do Cárcere apareceram pela primeira vez traduzidos ao espanhol, entre 1958 e 1962, bem como ao português, alguns anos depois, entre 1966 e 1968. Ao longo dos anos 1960, portanto, o conhecimento da obra de Gramsci se tornava gradativamente significativo, percorrendo caminhos singulares na Argentina e no Brasil. Este artigo apresentará a formação das revistas Pasado y Presente e Presença a partir dos nexos possíveis da relação entre seus projetos editoriais e as específicas recepções da obra de Gramsci na Argentina e no Brasil.","PeriodicalId":30832,"journal":{"name":"Revista Novos Rumos Sociologicos","volume":"42 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"83677653","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"QUEM CENSUROU GRAMSCI?","authors":"Marcus E. Green","doi":"10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p85-96","DOIUrl":"https://doi.org/10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p85-96","url":null,"abstract":"Desde os anos 1990 “grupos sociais subalternos” tem se tornado uma das categorias Gramscianas mais proeminentes e vastamente usadas. A recepção internacional da categoria se deve amplamente ao trabalho de Ranajit Guha e ao grupo de historiadores Ingleses e Indianos que fundaram o Coletivo Sul-Asiático de Estudos Subalternos (South Asian Subaltern Studies Collective). Na discussão inaugural da série Estudos Subalternos, Guha citou Gramsci como uma das maiores influencias na fundação do coletivo de pesquisas.","PeriodicalId":30832,"journal":{"name":"Revista Novos Rumos Sociologicos","volume":"312 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"78275667","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"O MÉTODO DE MARX. EM BUSCA DE SUA APREENSÃO","authors":"P. Tumolo","doi":"10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p73-84","DOIUrl":"https://doi.org/10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p73-84","url":null,"abstract":"O artigo oferece uma contribuição para a apreensão do método de Marx, baseada nos principais textos do autor que tratam desse tema, à medida que busca traçar toda a envergadura de seu método, que seria composto de quatro caminhos, de tal maneira que os dois movimentos do meio correspondem ao método da crítica da economia política, que é parte do método marxiano. O primeiro, que vai de seus estudos iniciais na área do Direito à economia política, o qual demarca sua posição materialista; o segundo, que vai do patamar do “concreto idealizado” à mercadoria; o terceiro, que vai da mercadoria ao capital, no plano do “concreto pensado”; e o quarto, que vai do capital ao Direito. O texto finaliza com algumas considerações sobre o significado político do método marxiano e conclui que este método, O Capital e a estratégia revolucionária estão fundidos em uma única coisa: o método materialista histórico.","PeriodicalId":30832,"journal":{"name":"Revista Novos Rumos Sociologicos","volume":"7 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"90868284","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Palavra do Editor","authors":"Conselho De Redação","doi":"10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p1-2","DOIUrl":"https://doi.org/10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p1-2","url":null,"abstract":"Palavra do Editor Prof. Dr. Marcos Del Roio","PeriodicalId":30832,"journal":{"name":"Revista Novos Rumos Sociologicos","volume":"313 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"75010999","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Apresentação - Entrevista inédita de Lukács","authors":"Antonino Infranca","doi":"10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p21-26","DOIUrl":"https://doi.org/10.36311/0102-5864.2021.v58n2.p21-26","url":null,"abstract":"O momento histórico em que foi feita esta entrevista (“Ismeretlen interjú Lukács Györggyyel 1968 - ból”, entrevista desconhecida feita com György Lukács) é bastante indicativo: pouco mais de um mês antes da invasão soviética da Tchecoslováquia. Há um ano Lukács havia retornado ao Partido Operário Socialista Húngaro, após dez anos da expulsão, em função de sua participação na Revolução Húngara de 1956. Assim, Gyorgy Aczél, então secretário do Comitê Central do partido, encomendou a Ferenc Fehér, um membro da Escola de Budapeste, uma entrevista com Lukács. A entrevista não deveria ser publicada, mas usada como texto de discussão pelos membros do Comitê Central.","PeriodicalId":30832,"journal":{"name":"Revista Novos Rumos Sociologicos","volume":"155 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-17","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"75700144","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Beatriz Augusto de Paiva, Cristiane Luíza Sabino de Souza, Maísa Gonçalves Cardoso
{"title":"RENDA DA TERRA E SUPEREXPLORAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO: SENTIDOS DA LUTA DE CLASSES E EXTRAÇÃO DE VALOR NO CAPITALISMO DEPENDENTE","authors":"Beatriz Augusto de Paiva, Cristiane Luíza Sabino de Souza, Maísa Gonçalves Cardoso","doi":"10.36311/0102-5864.2021.v58n1.p105-117","DOIUrl":"https://doi.org/10.36311/0102-5864.2021.v58n1.p105-117","url":null,"abstract":"Este artigo versa sobre a questão agrária em sua dimensão conceitual, dedicada a explicar sua contraditória reprodução, pois que também é diluída na crescente lacuna entre as condições objetivas de existência social e política das maiorias e de afirmação das classes sociais em disputa. Em nossa perspectiva, a questão agrária - em plena vigência no Séc. XXI - produz impactos efetivos sobre a parcela da classe trabalhadora que vivencia diretamente o trabalho no campo, mas também sobre a classe trabalhadora na cidade, submetidas à mesma estrutura de poder econômico, político e social própria do capitalismo dependente. Nos propomos a analisar, desde a América Latina como perspectiva teórico-política, o desenvolvimento capitalista na forma dependente e subordinada aos interesses imperialistas, onde a separação entre terra e trabalho, como esteio da produção capitalista, apresenta nuances particulares que se explicitam na questão agrária aberta e latente, numa estrutura que reproduz a superexploração da força de trabalho como condição sui generis da extração de valor neste território.","PeriodicalId":30832,"journal":{"name":"Revista Novos Rumos Sociologicos","volume":"34 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-06-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"73644763","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"A DEMOCRACIA NO LIMIAR DA LUTA DE CLASSES: ROBERT DAHL, VLADIMIR LENIN E CARLOS NELSON COUTINHO","authors":"Vinícius Azevedo, Lucas André Teixeira","doi":"10.36311/0102-5864.2021.v58n1.p53-60","DOIUrl":"https://doi.org/10.36311/0102-5864.2021.v58n1.p53-60","url":null,"abstract":"O presente artigo pretende abordar, mesmo que de forma breve, os debates e os embates em torno das lógicas democráticas de dois distintos pensadores: Robert Dahl e Vladimir Lenin. Aspira, ainda, exercer a crítica à razão democrática aos modelos dahlseanos por meio do pensamento leninista. Finalmente, apresenta a síntese proposta por Carlos Nelson Coutinho, bem como a crítica a essa asserção. Notou-se que enquanto para Dahl a democracia pode ser entendida como um valor universal, para Lenin, a democracia é um valor próprio da luta de classes. No entanto, ainda que pertencente a tradição de pensamento inaugurada por Marx e Engels, em Coutinho, a democracia figura-se como valor universal.","PeriodicalId":30832,"journal":{"name":"Revista Novos Rumos Sociologicos","volume":"121 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-06-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"82289198","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"INTERLOCUÇÕES COM A REVOLUÇÃO PASSIVA","authors":"Andreas Bieler, A. Morton","doi":"10.36311/0102-5864.2021.v58n1.p61-77","DOIUrl":"https://doi.org/10.36311/0102-5864.2021.v58n1.p61-77","url":null,"abstract":"Este artigo se engaja criticamente com os debates sobre o desenvolvimento desigual e combinado e particularmente a falta de atenção dada nesta literatura às considerações da diversidade espacial na expansão externa do capitalismo, bem como as questões de eurocentrismo. Por meio de interlocuções com Antonio Gramsci sobre sua teorização da formação do Estado e da modernidade capitalista e a noção de revolução passiva, extraímos a relação interna entre a condição estruturante do desenvolvimento desigual e combinado e a agência de classe da revolução passiva. A interlocução com a revolução passiva coloca Antonio Gramsci firmemente dentro de uma corrente de teoria social clássica que molda considerações sobre a modernidade capitalista. Como resultado, baseando-se na teorização cognata em outros lugares, a revolução passiva pode então ser estabelecida como um campo lateral de causalidade que necessariamente apreende dinâmicas espaço-temporais ligadas às práticas de transformação de classes sociais e subalternas nas relações de propriedade social, situadas dentro das condições estruturantes de desenvolvimento desigual e combinado.","PeriodicalId":30832,"journal":{"name":"Revista Novos Rumos Sociologicos","volume":"26 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-06-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"82404919","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}