MagmaPub Date : 2018-12-27DOI: 10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154412
G. A. D. Silva
{"title":"A capital antifuturista","authors":"G. A. D. Silva","doi":"10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154412","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154412","url":null,"abstract":"O artigo procura, a partir da análise de um poema menos comentado de Alguma poesia, “Belo Horizonte”, e de um ensaio praticamente esquecido, “Ta'i!”, discutir como em cada um se configura a convivência entre o tradicional e o moderno que marca o primeiro livro de Drummond. Por caminhos diferentes mas com o mesmo sentido, em ambos o Autor se desdobra para adaptar as conquistas modernistas a uma modernização incipiente, o que resulta num processo de requalificação recíproca.","PeriodicalId":290247,"journal":{"name":"Magma","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125968958","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
MagmaPub Date : 2018-12-27DOI: 10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154408
Fátima Ghazzaoui
{"title":"Cerâmica fragmentada — oleiro miserável","authors":"Fátima Ghazzaoui","doi":"10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154408","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154408","url":null,"abstract":"Em busca de novos métodos de investigação para sua poética, em Lição de Coisas, Carlos Drummond de Andrade volta sua atenção à figuração dos objetos como matéria de sua poesia. O presente estudo, que parte da análise formal de um dos poemas do livro — Cerâmica —, pretende mostrar que essa figuração se dá em chão histórico, mesmo quando aparentemente a cena descritiva encobre as tensões sociais. Diante de um contexto em que a coisificação do mundo e do homem é regra e em que as coisas assumem uma independência fantasmagórica, a alienação e a reificação do sujeito passam a ser marcas indeléveis de suas vivências. Como consequência, tanto a memória individual quanto a memória coletiva constituem-se de experiências marcadas de negatividade.","PeriodicalId":290247,"journal":{"name":"Magma","volume":"9 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"132423824","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
MagmaPub Date : 2018-12-27DOI: 10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154418
Hans Ulrich Gumbrecht, Caio Cesar Marinho Rodrigues de Souza
{"title":"Devemos continuar a escrever histórias da literatura?","authors":"Hans Ulrich Gumbrecht, Caio Cesar Marinho Rodrigues de Souza","doi":"10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154418","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154418","url":null,"abstract":"Neste ensaio, Hans Ulrich Gumbrecht busca responder à questão proposta no título por meio de cinco passos. Primeiramente, ele apresenta uma breve história do surgimento dos estudos literários como um campo do saber. Em seguida, descreve o aparecimento da história literária como uma possibilidade discursiva. No terceiro passo, demonstra de que maneira a era de ouro da história literária, em fins do século XIX, coincide com o surgimento da teoria literária como uma subárea acadêmica. No quarto passo, demonstra como as últimas décadas do século XX colocaram em xeque o tipo de historicidade que estava na base das histórias literárias produzidas até então, o que nos leva de volta, na última parte deste ensaio, à questão: nesse contexto, devemos continuar a escrever histórias da literatura?","PeriodicalId":290247,"journal":{"name":"Magma","volume":"20 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127781811","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
MagmaPub Date : 2018-12-27DOI: 10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.153630
Suene Honorato
{"title":"Uma (in)versão da história do brasil:","authors":"Suene Honorato","doi":"10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.153630","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.153630","url":null,"abstract":"Os livros de história do Brasil se iniciam com a narrativa do descobrimento, seguida do genocídio cometido contra populações indígenas. Tal sequência indica o apego à força da escrita em oposição à oralidade e legitima a posse da terra pelo colonizador. Conhecendo a primazia da escrita no mundo dos brancos, Davi Kopenawa solicita que suas palavras sejam registradas pelo antropólogo Bruce Albert, processo que resultou no livro A queda do céu. Embora, para o xamã, a escrita seja a prova de que o pensamento do branco é “cheio de esquecimento”, por meio dela Kopenawa alerta para o direito à existência da cultura e modos de vida do seu povo. Se lermos o livro como versão possível da história do Brasil, em que o índio é sujeito e não vítima do processo histórico, talvez possamos inverter certos pressupostos da cultura escrita e impedir que a História, com H maiúsculo, continue se repetindo.","PeriodicalId":290247,"journal":{"name":"Magma","volume":"98 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125045935","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
MagmaPub Date : 2018-12-27DOI: 10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154409
Renata Santos de Morales, J. Ramiro
{"title":"Gênero, raça e outramento em A question of power","authors":"Renata Santos de Morales, J. Ramiro","doi":"10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154409","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154409","url":null,"abstract":"Este artigo parte do entendimento de que o pós-colonialismo se apresenta, na literatura, para que o povo colonizado possa resistir às identidades que lhes são impostas. A partir da escrita de resistência, o dominado responde aos discursos que perpetuam a sua condição de estar no mundo e as relações de poder e subordinação as quais são submetidos. O nosso objetivo é observar a obra A Question of Power, da escritora sul-africana Bessie Head, a partir de um recorte de gênero e raça, fundamentado nos estudos de Jacques Lacan sobre o Outro, nas propostas de Gayatri Spivak a respeito dos conceitos de outramento e subalternidade e na concepção de ambivalência de Homi K. Bhabha. Acreditando que a leitura é possibilidade de encontro com a alteridade, propomos um movimento de questionar as estruturas que nos são impostas, como um primeiro passo para mudar a nossa existência no mundo.","PeriodicalId":290247,"journal":{"name":"Magma","volume":"292 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124200206","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
MagmaPub Date : 2018-12-27DOI: 10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154420
Isabela Benassi
{"title":"\"às vezes caio em dores imensas\"","authors":"Isabela Benassi","doi":"10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154420","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154420","url":null,"abstract":"Um poema de Isabela Benassi","PeriodicalId":290247,"journal":{"name":"Magma","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129779590","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
MagmaPub Date : 2018-12-27DOI: 10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154415
G. D. A. Nogueira
{"title":"A Simultaneidade moderna à moda da casa: uma análise de algumas propostas estéticas em A escrava que não é Isaura, de Mário de Andrade","authors":"G. D. A. Nogueira","doi":"10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154415","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154415","url":null,"abstract":"No presente artigo pretendemos discutir algumas questões estéticas tratadas no ensaio \"A escrava que não é Isaura\" (1924), de Mário de Andrade. Partimos de uma análise do conceito de modernidade e de modernismo na obra de Charles Baudelaire para melhor analisarmos algumas particularidades do Modernismo Brasileiro, de modo a contextualizar a defesa do verso livre e do conceito de harmonismo e de simultaneidade no ensaio do poeta de Pauliceia desvairada.","PeriodicalId":290247,"journal":{"name":"Magma","volume":"9 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130180176","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
MagmaPub Date : 2018-12-27DOI: 10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154414
Renata Manoni de Mello Castanho
{"title":"A escrita empolada em O nome do bispo: representação da elite ou contradição no discurso?","authors":"Renata Manoni de Mello Castanho","doi":"10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154414","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154414","url":null,"abstract":"O presente artigo busca pensar criticamente a linguagem rebuscada do narrador de O nome do bispo (1985), romance de Zulmira Ribeiro Tavares. O encontro de Heládio — protagonista e representante de uma elite brasileira decadente — com a pobreza é ridicularizado pelo narrador no plano do enredo. No entanto, observa-se certo excesso na linguagem, que destoa da matéria tratada e pode ser pensado, nos movimentos de aproximação e distanciamento do narrador com seu protagonista e com outros personagens, em certos momentos como mimetismo de uma classe e, em outros, como discurso ornamental e, portanto, contraditório.","PeriodicalId":290247,"journal":{"name":"Magma","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124310031","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
MagmaPub Date : 2018-12-27DOI: 10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154411
F. A. Santos
{"title":"Distanciamento e grotesco em O rei da vela, de Oswald de Andrade","authors":"F. A. Santos","doi":"10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154411","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2448-1769.MAG.2018.154411","url":null,"abstract":"Este artigo tem como objetivo abordar a obra dramatúrgica O rei da vela, de Oswald de Andrade, a partir de dois conceitos norteadores: grotesco, proveniente dos escritos do teórico russo da literatura Mikhail Bakhtin, efeito de distanciamento ou estranhamento (Verfremdugseffekt), proveniente dos escritos teóricos de Bertolt Brecht. Tendo como ponto de partida reflexões existentes acerca do paralelismo entre ambos os conceitos e a poética de Oswald de Andrade, procuraremos desenvolver uma reflexão que aponte momentos na dramaturgia de O rei da vela que se aproximem esteticamente do que Bakhtin e Brecht haviam desenvolvido em suas respectivas obras no que se refere aos conceitos elencados para este trabalho.","PeriodicalId":290247,"journal":{"name":"Magma","volume":"136 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-12-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122058023","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}