{"title":"UMA QUESTÃO INDÍGENA:","authors":"Carmelita Zuzart","doi":"10.4013/rlah.2023.1.10","DOIUrl":"https://doi.org/10.4013/rlah.2023.1.10","url":null,"abstract":"Entre os anos de 1630 e 1654, a Companhia holandesa das Índias Ocidentais (WIC) ocupou as Capitanias do Norte do Brasil. Seu interesse estava relacionado principalmente à possibilidade de auferir lucros com açúcar, em represália aos vários embargos impostos pela Monarquia de Habsburgo. Apesar dos reveses da invasão, a produção açucareira não só permaneceu, como financiou a guerra da resistência luso-brasileira. Paralelamente, também foi mantida a produção da farinha de mandioca, indispensável para o sustento dos colonos e das tropas na guerra. Grande parte do plantio de mandioca, como de outros viveres, era feito pelos indígenas, cujos roçados ficavam nas aldeias que normalmente circunvizinhavam os engenhos. Dessa maneira, torna-se imprescindível para o estudo do que foi a ocupação holandesa no Brasil entender o papel dos povos nativos nessa guerra. Para além de fornecerem braços que engrossaram as tropas militares, os povos indígenas também foram os braços que forneceram seu sustento.","PeriodicalId":225069,"journal":{"name":"Revista Latino-Americana de História- UNISINOS","volume":" 10","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139624650","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Ana Neri Da Paz Justino, Wilker Ricardo De Mendonça Nóbrega, Maria da Conceição Da Paz Silva, Diogo Moreno Santos
{"title":"DE ELEOTÉRIOS A POTIGUARAS","authors":"Ana Neri Da Paz Justino, Wilker Ricardo De Mendonça Nóbrega, Maria da Conceição Da Paz Silva, Diogo Moreno Santos","doi":"10.4013/rlah.2023.1.18","DOIUrl":"https://doi.org/10.4013/rlah.2023.1.18","url":null,"abstract":"A virada do século XX para o século XXI constitui um divisor de águas no perceber-se indígena do povo que vive às margens do Rio Catu. O estudo verifica como o discurso contra hegemônico revela a verdade sobre si dos povos originários. Vale-se de uma abordagem qualitativa com revisão narrativa e sistemática da literatura, observação participante, uso de tecnologias e realização de entrevistas. O dizer sobre si dos Potiguaras do Katu tem estreita relação com a recepção de visitantes inseridos no universo acadêmico. Não são apenas os agentes externos que vêm colaborando para a reescrita historiográfica sobre o povo do Catu, eles próprios vêm reescrevendo a verdade sobre si. Uma verdade que remete a saída do olhar cristalizado para indígena do século XVII. Tal processo soma-se às vozes latino-americanas no sentido de se buscar Estados Plurinacionais. No Brasil, dispositivos como o PL 490/2007 tem se colocado como um obstáculo para tal.","PeriodicalId":225069,"journal":{"name":"Revista Latino-Americana de História- UNISINOS","volume":" 30","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139623924","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Nas tramas da família: modos de vida indígena frente às políticas pombalinas na Amazônia lusitana (1750-1777)","authors":"Hugo Matheus Rocha Aguiar","doi":"10.4013/rlah.2023.1.13","DOIUrl":"https://doi.org/10.4013/rlah.2023.1.13","url":null,"abstract":"A família tem sido tema de estudos e discussões de diversas áreas do saber científico ao longo do tempo, incluindo a História. Este artigo se insere neste campo de pesquisa, com o objetivo de abordar as vivências indígenas diante das políticas pombalinas instauradas na segunda metade do século XVIII, no Estado do Grão-Pará e Maranhão. Nesse atinente, focamos nossos olhares nas medidas que impactaram mais diretamente as famílias nativas e como esses sujeitos (re)agiram perante essa conjuntura. Evidenciamos, portanto, as agências indígenas, em outras palavras, analisamos esses indivíduos como sujeitos atuantes de suas próprias histórias, utilizando como base empírica, principalmente, correspondências trocadas entre diversas autoridades coloniais, assim como, alguns dos conjuntos legislativos vigentes a época. Confrontamos, portanto, a documentação entre si, juntamente uma bibliografia variada, a fim de construirmos nossa própria argumentação.","PeriodicalId":225069,"journal":{"name":"Revista Latino-Americana de História- UNISINOS","volume":" 7","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139624043","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"REPRESENTAÇÕES DOS POVOS INDÍGENAS DE GOIÁS NA REVISTA A INFORMAÇÃO GOYANA","authors":"Maria de Fátima Oliveira, P. Bicalho","doi":"10.4013/rlah.2023.1.17","DOIUrl":"https://doi.org/10.4013/rlah.2023.1.17","url":null,"abstract":"Este artigo busca analisar como os povos indígenas de Goiás foram abordados na Revista A Informação Goyana – uma publicação mensal, fundada por dois goianos no Rio de Janeiro – que circulou entre os anos de 1917 e 1935. Embora o espaço dedicado às questões indígenas do período seja bastante reduzido, não se configurando como tema central na revista, a temática aparece, por exemplo, por meio da publicação dos discursos de deputados defendendo medidas de proteção aos autóctones, algumas matérias versando sobre as características dos povos indígenas da região, e suas lendas, e, em algumas edições, há a transcrição de vocábulos indígenas com seus significados. Assim, o objetivo central deste texto é buscar compreender a visão difundida na revista sobre os povos indígenas de Goiás no período, os principais problemas enfrentados por eles, o teor das matérias que tratam do tema, o pensamento predominante sobre eles, bem como as medidas propostas em defesa de seus interesses.","PeriodicalId":225069,"journal":{"name":"Revista Latino-Americana de História- UNISINOS","volume":" 9","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139624227","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"NOMENCLATURAS PARA MULHERES INDÍGENAS NA FRONTEIRA BONAERENSE EM FINAIS DO SÉCULO XVIII","authors":"Laura Oeste","doi":"10.4013/rlah.2023.1.8","DOIUrl":"https://doi.org/10.4013/rlah.2023.1.8","url":null,"abstract":"Nesta escrita abordaremos alguns termos utilizados para mulheres indígenas encontrados na documentação da América hispânica da segunda metade do Setecentos. Organizamos a análise a partir de relatos de pessoas raptadas na região do Prata, como é o caso de Juana Aragón, mulher que se apresenta como índia criolla e identifica as demais como chinas. A partir das fontes percebemos uma forma diversa de usos e manejo de situações que demonstram a ambiguidade das nomenclaturas e identidades envolvidas nesses espaços fronteiriços, estando sua utilização relacionada ao contexto e as pessoas envolvidas. ","PeriodicalId":225069,"journal":{"name":"Revista Latino-Americana de História- UNISINOS","volume":" 19","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139624880","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"História e usos da tecnologia indígena de processamento da mandioca na América pré-colombiana.","authors":"Lara De Melo dos Santos","doi":"10.4013/rlah.2023.1.11","DOIUrl":"https://doi.org/10.4013/rlah.2023.1.11","url":null,"abstract":" \u0000Resumo: Recuperando um tipo de abordagem que se tornou clássica na historiografia brasileira através da obra do historiador Sérgio Buarque de Holanda na década de 1950, nos últimos anos a nova história indígena tem tornado evidente a centralidade assumida pelos sistemas indígenas de conhecimento no processo de conquista e exploração do continente americano pelos europeus. Na América portuguesa, o principal recurso alimentar utilizado pelos conquistadores ao longo de mais de quatro séculos de colonização, a farinha de mandioca, resultou do desenvolvimento de uma complexa tecnologia de domesticação de plantas e manipulação de recursos naturais. Em diálogo direto com os mais recentes trabalhos realizados no campo da Arqueologia, neste texto estudo o desenvolvimento milenar das tecnologias ameríndias de domesticação e processamento da mandioca, enfatizando as características que tornaram um de seus subprodutos, a farinha de mandioca, tão importante para a ocupação do continente pelos povos nativos e, depois, pelos conquistadores europeus. \u0000 ","PeriodicalId":225069,"journal":{"name":"Revista Latino-Americana de História- UNISINOS","volume":"44 22","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139532198","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"\"[...] e saranno buoni coloni utili al paese\"","authors":"Alex Antônio Vanin, F. Bertagna","doi":"10.4013/rlah.2023.1.16","DOIUrl":"https://doi.org/10.4013/rlah.2023.1.16","url":null,"abstract":"O presente artigo visa tratar da correlação existente entre a colonização privada e a catequese indígena levadas a cabo no nordeste do Rio Grande do Sul, no Toldo do Fachinal, então município de Lagoa Vermelha. Problematiza-se em torno da paridade entre os processos de colonização privada com colonos de origem europeia de atuação dos missionários da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos na região nesse avanço de ambos sobre um território indígena Kaingang. Por meio de fontes diversas, como correspondências dos capuchinhos e de agentes dos governos estadual e federal, busca-se compreender a colonização, sua correlação com os missionários e a correlação de ambos no projeto de catequese indígena. De duração efêmera, a catequese indígena no Toldo do Fachinal permaneceu por pelo menos duas décadas dentro do horizonte de expectativa dos missionários capuchinhos e visou corroborar empreender um processo de transformação do nativo em um trabalhador rural.","PeriodicalId":225069,"journal":{"name":"Revista Latino-Americana de História- UNISINOS","volume":"55 2","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139531625","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"SEM OS ‘TAPUIAS’ NÃO SE CONQUISTA O SERTÃO","authors":"Kalina Vanderlei Silva","doi":"10.4013/rlah.2023.1.08","DOIUrl":"https://doi.org/10.4013/rlah.2023.1.08","url":null,"abstract":"Neste trabalho buscamos a atuação militar dos Kariri e Tarairiú no processo de conquista dos interiores das capitanias do norte do Estado do Brasil no século XVII, procurando suas agendas políticas e suas estratégias de negociação a partir da leitura de seu engajamento nas estruturas militares coloniais. Considerando a máquina de guerra colonial como baseada fundamentalmente em serviços e habilidades indígenas, mas também em representações depreciativas desses atores sociais, buscamos observar as formas diversas de atuação militar indígena tornadas indispensáveis na expansão colonial, assim como as barganhas e negociações que esses atores construíram a partir da consciência da dependência que a estrutura militar tinha para com eles. Para tanto, procedemos a uma análise discursiva da correspondência administrativa entre diferentes instâncias do governo colonial do Estado do Brasil segundo o conceito de protagonismo indígena assim como repensamos a própria noção de conquista.","PeriodicalId":225069,"journal":{"name":"Revista Latino-Americana de História- UNISINOS","volume":" 40","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139624913","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"POVOS KAINGANG E A COLONIZAÇÃO GERMÂNICA NO RIO GRANDE DO SUL: RESSIGNIFICANDO A HISTÓRIA DO TERRITÓRIO DE LINHA NOVA","authors":"Michele Barth, Christian Albers","doi":"10.4013/rlah.2023.1.15","DOIUrl":"https://doi.org/10.4013/rlah.2023.1.15","url":null,"abstract":"Este trabalho teve como objetivo compreender a história do território do município de Linha Nova com base nos registros sobre os povos Kaingang no período da colonização germânica do Rio Grande do Sul. A pesquisa é de natureza básica, exploratória e consiste na revisão bibliográfica e documental, cujos resultados foram tratados considerando a etno-história. O material consultado ofereceu indícios de que a área onde atualmente é Linha Nova, estava sob o comando do Cacique Braga e do sub-cacique Nicué. A história do confronto entre Kaingangs e duas famílias de imigrantes germânicos, ocorrida na localidade de Roseiral em 1832, oportunizou a investigação das estratégias e motivações dos povos Kaingang para a prática das correrias, bem como, a identificação de suas armas nestes confrontos. O estudo evidenciou a riqueza histórica do território de Linha Nova que perpassa a atual cultura teuto-brasileira e poderá contribuir para a valorização dos povos originários.","PeriodicalId":225069,"journal":{"name":"Revista Latino-Americana de História- UNISINOS","volume":" 14","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139624999","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"AGÊNCIA INDÍGENA NO CONTATO COM PORTUGUESES NO SERTÃO DA BAHIA NO SÉCULO XVII","authors":"Maria Fátima Melo Toledo","doi":"10.4013/rlah.2023.1.6","DOIUrl":"https://doi.org/10.4013/rlah.2023.1.6","url":null,"abstract":"Na segunda metade do século XVII, quando o processo de colonização portuguesa começava a se interiorizar, avançando sobre as terras indígenas, colonos e nativos, desenvolveram estratégias de contato diversas, ora estabelecendo alianças, ora praticando uma política de guerra, levada a efeito contra os povos indígenas do sertão da Bahia, que resistiram à sobreposição do espaço colonial aos seus territórios. Este artigo procura mostrar, a partir de documentos históricos referentes à administração colonial portuguesa do Brasil, especificamente da capitania da Bahia, a diversidade de formas assumidas nos contatos entre indígenas e europeus na colônia, procurando destacar que as ações indígenas no contato com os brancos podem ser interpretadas pelas noções de acomodação e meio-termo, cunhadas pelo historiador estadunidense Richard White, caracterizando os indígenas como corresponsáveis pela constituição das relações coloniais das quais partilharam, e não meras vítimas da dominação portuguesa.","PeriodicalId":225069,"journal":{"name":"Revista Latino-Americana de História- UNISINOS","volume":"53 29","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139532834","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}