Rascunhos CulturaisPub Date : 2023-05-27DOI: 10.55028/rascunhosculturais.v13i26.18752
Lucilene Machado Garcia Arf, Tarissa Marques Rodrigues dos Santos
{"title":"A RELAÇÃO FEMINISMO E FENOMENOLOGIA NO CONTO DUAS PALAVRAS, DE ISABEL ALLENDE","authors":"Lucilene Machado Garcia Arf, Tarissa Marques Rodrigues dos Santos","doi":"10.55028/rascunhosculturais.v13i26.18752","DOIUrl":"https://doi.org/10.55028/rascunhosculturais.v13i26.18752","url":null,"abstract":"Este trabalho é o resultado da leitura fenomenológica do conto “Duas Palavras” de Isabel Allende, aberta para um debate crítico com outras áreas do conhecimento, neste caso o feminismo, durante o oferecimento da disciplina Leitura e Recepção de textos, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Fronteiriços-Mestrado da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. “Duas Palavras” foi escrito pela escritora e jornalista chilena Isabel Allende e faz parte da obra Contos de Eva Luna, lançado pela primeira vez em 1989, que traz uma memorável coletânea de histórias sobre mulheres, narradas sob a estética da delicadeza dentro de uma concepção social selvagem. Questões políticas mescladas ao universo lírico-amoroso, o coletivo em confronto com o pessoal, memórias, feminismo e até algumas concepções do realismo fantástico latino-americano compõem o tecido literário dessa obra. Este conto que é considerado o mais representativo da coletânea, aborda o amor, a pobreza, o machismo e, principalmente, o poder feminino para manipular as palavras e usá-las como arma no enfrentamento da violência engendrada pelos homens. A narradora apresenta a personagem principal Belisa Crespusculário representando a figura da mulher latino-americana em busca ainda de sua identidade. Mesmo sob o domínio e os preceitos do patriarcado, essa figura feminina forte e resistente que consegue ultrapassar montanhas e desertos, fome e sede e tantas outras barreiras em seu percurso feminino, termina refém do patriarcado, o que permite uma profunda crítica social e política. Para a elaboração deste trabalho, utilizamos como embasamento teórico as orientações de autores como BEAUVOIR (1970) STEARNS (2012), BORDIEU (2017) e a ativista boliviana JULIETA PAREDES (2013) que abordam a verdadeira dimensão da mulher que rompe com os estereótipos tradicionais que precisam estar dentro de limites mais amplos e enfrentar os preconceitos, o racismo, a violência legitimizada pela sociedade falocêntrica.","PeriodicalId":475763,"journal":{"name":"Rascunhos Culturais","volume":"113 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-05-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135951043","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}