Carla Oliveira, Rayane Jéssica Aranha da Silva, Tania Maria Serafim
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O presente artigo aborda como as relações e concepções higienistas de saúde e assistência – fundantes da creche enquanto instituição de atendimento à infância – retornam no cenário da pandemia da Covid-19 e se instituem em documentos e na cultura material que permeia a educação infantil. Para tanto, analisam-se as medidas e os protocolos de enfrentamento à Gripe Espanhola, no interior de uma instituição para crianças pequenas na cidade de São Paulo (1918), e o atendimento em Centros de Educação Infantil no município de Campinas-SP durante a pandemia da Covid-19, no ano de 2021. Ao examinar as orientações sanitárias e práticas estabelecidas, compreende-se que a cultura escolar se modifica, compondo uma nova materialidade que preconiza a saúde e o higienismo, em detrimento das ações e dos princípios pedagógicos da educação infantil.