{"title":"猫乳腺纤维上皮增生和妊娠期治疗的挑战:病例报告","authors":"Evelynne Hildegard Marques de Melo, Rita Alves Garrido, Mariana Ferreira do Amaral, Flávia Figueiraujo Jabour, Annelise Castanha Barreto Tenório Nunes, Diogo Ribeiro Câmara","doi":"10.54265/pvtf9768","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"ÁREA TEMÁTICA: Clínica Médica e Cirúrgica. Introdução: Hiperplasia Fibroepitelial Mamária (HFM) é um aumento mamário anormal geralmente observado em gatas púberes e ou gestantes, desencadeada pela progesterona (P4) endógena ou exógena em sinergia com o hormônio de crescimento (GH) e fator de crescimento semelhante a insulina-1 (IGF-I). Nos casos por progesterona exógena há mais complicações como ulceração, necrose e hemorragias. A involução mamária pode ser observada após ovariohisterectomia (OVH) associada ou não ao tratamento com bloqueadores de receptores de P4 (aglepristone), eliminando a produção endógeno ou a ação biológica da P4, respectivamente, hormônio mantenedor da gestação. Assim, no tratamento da HFM em fêmeas gestantes, a literatura se divide entre indução do aborto, quando em gestação inicial, ou aguardar o parto quando em gestação avançada, mantendo terapêutica das feridas mamárias; contudo as crias comumente ficam anoréxicas. Objetivo: Relatar particularidades de conduta clínico-cirúrgica em gata gestante portadora de HFM. Relato de caso: Foi atendida em uma clínica popular, em Maceió-AL, uma gata semidomiciliada, um ano de idade, 2,6kg, sem raça definida, não vacinada, não vermifugada, com histórico de uma injeção de progestágeno pela tutora. A paciente apresentava aumento mamário generalizado com ulceração e ruptura cutânea, além de distensão abdominal sugestiva de prenhez. O manejo das feridas nas mamas foi prioridade. Topicamente administrou-se clorexidina (1,0g/100,0ml a cada 24h até a cicatrização) e pomada a base de neomicina e bacitracina zínsica sobre as feridas, protegidas por roupa como meio de evitar lambeduras do animal e contato com sujidades externas. Através de Ultrassonografia confirmou-se prenhez avançada de três fetos e programou-se a cesariana com laparotomia abdominal lateral. Sistemicamente, administrou-se amoxicilina com clavulanato de potássio (12,5mg/kg a cada 12h por 5 dias) e cetoprofeno (1,0mg/kg via oral por 4 dias) após a OVH. No dia seguinte ao parto, a gata ingeriu os filhotes. A tutora trouxe ao consultório os crânios dos gatinhos encontrados. A involução mamária iniciou-se após 10 dias da OVH. O tratamento tópico das feridas seguiu até a cicatrização completa. As mamas retornaram ao estado fisiológico em aproximadamente 60 dias. A complexidade da doença (HFM) com os agravantes de ruptura cutânea, ulceração e retardado retorno ao estado fisiológico após a OVH está relacionado a sobreposição de progesterona que neste caso observa-se devido ao estado de prenhez, momento de intensa produção endógena, somada à administração de progestágeno exógeno já com a prenhez em curso. O presente relato demonstra prioridade ao parto visto se tratar de gestação avançada e desse modo evitou o aborto. Contudo, evidenciou a ingestão subsequente dos filhotes pela gata, o que pode ser explicado pelo comportamento natural frente à dificuldade em amamentação devido a ulceração mamária presente. Conclusão: A terapêutica para HFM em gestação é um desafio. Quando se tratar de cesariana, deve objetivar qualidade de vida à gestante; e aos neonatos é prudente a separação para suplementação nutricional. 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Objetivo: Relatar particularidades de conduta clínico-cirúrgica em gata gestante portadora de HFM. Relato de caso: Foi atendida em uma clínica popular, em Maceió-AL, uma gata semidomiciliada, um ano de idade, 2,6kg, sem raça definida, não vacinada, não vermifugada, com histórico de uma injeção de progestágeno pela tutora. A paciente apresentava aumento mamário generalizado com ulceração e ruptura cutânea, além de distensão abdominal sugestiva de prenhez. O manejo das feridas nas mamas foi prioridade. Topicamente administrou-se clorexidina (1,0g/100,0ml a cada 24h até a cicatrização) e pomada a base de neomicina e bacitracina zínsica sobre as feridas, protegidas por roupa como meio de evitar lambeduras do animal e contato com sujidades externas. Através de Ultrassonografia confirmou-se prenhez avançada de três fetos e programou-se a cesariana com laparotomia abdominal lateral. 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HIPERPLASIA FIBROEPITELIAL MAMÁRIA FELINA E O DESAFIO DO TRATAMENTO DURANTE A GESTAÇÃO: RELATO DE CASO
ÁREA TEMÁTICA: Clínica Médica e Cirúrgica. Introdução: Hiperplasia Fibroepitelial Mamária (HFM) é um aumento mamário anormal geralmente observado em gatas púberes e ou gestantes, desencadeada pela progesterona (P4) endógena ou exógena em sinergia com o hormônio de crescimento (GH) e fator de crescimento semelhante a insulina-1 (IGF-I). Nos casos por progesterona exógena há mais complicações como ulceração, necrose e hemorragias. A involução mamária pode ser observada após ovariohisterectomia (OVH) associada ou não ao tratamento com bloqueadores de receptores de P4 (aglepristone), eliminando a produção endógeno ou a ação biológica da P4, respectivamente, hormônio mantenedor da gestação. Assim, no tratamento da HFM em fêmeas gestantes, a literatura se divide entre indução do aborto, quando em gestação inicial, ou aguardar o parto quando em gestação avançada, mantendo terapêutica das feridas mamárias; contudo as crias comumente ficam anoréxicas. Objetivo: Relatar particularidades de conduta clínico-cirúrgica em gata gestante portadora de HFM. Relato de caso: Foi atendida em uma clínica popular, em Maceió-AL, uma gata semidomiciliada, um ano de idade, 2,6kg, sem raça definida, não vacinada, não vermifugada, com histórico de uma injeção de progestágeno pela tutora. A paciente apresentava aumento mamário generalizado com ulceração e ruptura cutânea, além de distensão abdominal sugestiva de prenhez. O manejo das feridas nas mamas foi prioridade. Topicamente administrou-se clorexidina (1,0g/100,0ml a cada 24h até a cicatrização) e pomada a base de neomicina e bacitracina zínsica sobre as feridas, protegidas por roupa como meio de evitar lambeduras do animal e contato com sujidades externas. Através de Ultrassonografia confirmou-se prenhez avançada de três fetos e programou-se a cesariana com laparotomia abdominal lateral. Sistemicamente, administrou-se amoxicilina com clavulanato de potássio (12,5mg/kg a cada 12h por 5 dias) e cetoprofeno (1,0mg/kg via oral por 4 dias) após a OVH. No dia seguinte ao parto, a gata ingeriu os filhotes. A tutora trouxe ao consultório os crânios dos gatinhos encontrados. A involução mamária iniciou-se após 10 dias da OVH. O tratamento tópico das feridas seguiu até a cicatrização completa. As mamas retornaram ao estado fisiológico em aproximadamente 60 dias. A complexidade da doença (HFM) com os agravantes de ruptura cutânea, ulceração e retardado retorno ao estado fisiológico após a OVH está relacionado a sobreposição de progesterona que neste caso observa-se devido ao estado de prenhez, momento de intensa produção endógena, somada à administração de progestágeno exógeno já com a prenhez em curso. O presente relato demonstra prioridade ao parto visto se tratar de gestação avançada e desse modo evitou o aborto. Contudo, evidenciou a ingestão subsequente dos filhotes pela gata, o que pode ser explicado pelo comportamento natural frente à dificuldade em amamentação devido a ulceração mamária presente. Conclusão: A terapêutica para HFM em gestação é um desafio. Quando se tratar de cesariana, deve objetivar qualidade de vida à gestante; e aos neonatos é prudente a separação para suplementação nutricional. PALAVRAS-CHAVE: gestação, gata, hiperplasia mamária, inibidor de cio, tratamento