Maria Eduarda Montanha Teixeira, Henrique Zem Chequin Sprengel
{"title":"犬急性失明的处理","authors":"Maria Eduarda Montanha Teixeira, Henrique Zem Chequin Sprengel","doi":"10.54265/msfl6995","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"A Medicina Veterinária tem passado por uma grande revolução em busca do bem-estar animal. Um problema muito incômodo para o cão e seu tutor é a perda da visão. Normalmente os proprietários notam alterações no aspecto dos olhos de seu animal ou alterações em seu comportamento (colisão com objetos, relutância em subir ou descer escadas, apatia, agressividade, etc). A cegueira ataca animais de diversas idades, raças e portes, podendo ser gradual ou súbita. Das causas de cegueira em cães, as mais comuns são: catarata; alterações de retina; glaucoma; luxação de lente; e uveíte. Quando essa cegueira é aguda, o animal tende a apresentar maior dificuldade de adaptação. Esta dificuldade proporciona uma maior tendência para acidentes causados por colisões em objetos ou obstáculos, podendo trazer consequências na saúde do cachorro, como lesões no corpo (principalmente na região da cabeça), lesões oculares e até problemas neurológicos. O objetivo deste trabalho é relatar as formas de manejo do cão com cegueira aguda, a fim de proporcionar uma melhor adaptação, evitar acidentes e melhorar a qualidade de vida dos animais cegos. Foi realizada uma revisão bibliográfica de literatura utilizando os termos: “cegueira”, “cães”, “cegos” e “aguda” nos idiomas inglês e português. Foram pesquisados nas bases de dados do Google Acadêmico. Em grande parte dos casos os cães tendem a se adaptar à cegueira; os sentidos do olfato e da audição auxiliam na sua localização. Porém, é necessário um período de adaptação e alguns recursos podem auxiliá-los em suas atividades diárias. É possível, com pequenas adaptações no estilo de vida e na rotina, ajudar a manter o cão seguro e confiante. Entre eles: evitar objetos deixados no caminho do cachorro e deixar as passagens desobstruídas; cuidar com estruturas pontiagudas na altura do animal; não alterar a disposição dos móveis; manter comedouros e bebedouros sempre nos mesmos locais; estimular os sentidos auditivo e olfativo; além de manter uma rotina de acompanhamento com o médico veterinário. Uma maneira de garantir maior autonomia e segurança para o cão cego é adquirir uma solução própria para ele. Existem várias opções no mercado, como viseiras que protegem os olhos, bambolê de proteção e coleira vibratória. Estas ferramentas evitam colisões intensas entre o cachorro e o obstáculo. O bambolê de proteção para cães cegos é um aro acoplado no corpo do cachorro fazendo com que a colisão nos objetos ocorra diretamente no acessório e não no cão. A coleira vibratória consiste em um acessório que detecta os obstáculos que estão à frente e emite alertas vibratórios, os quais se intensificam à medida que os obstáculos estiverem mais próximos. A mudança de visão da população moderna traz os animais como integrantes da família. Assim, a preocupação com o bem-estar dos cães aumenta e a busca por soluções para seus problemas se faz cada vez mais importante. Com o presente resumo, constatou-se que, com os devidos cuidados, é possível manter a saúde e a qualidade de vida do cão cego. Resumo sem apresentação oral. Eixo temático: Oftalmologia de cães e gatos. PALAVRAS-CHAVE: Cachorro, Cegueira, Oftalmologia Veterinária, Súbita, Visão","PeriodicalId":165648,"journal":{"name":"Anais do Congresso Online Acadêmico de Medicina Veterinária","volume":"27 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-03-21","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":"{\"title\":\"Manejo da cegueira aguda em cães\",\"authors\":\"Maria Eduarda Montanha Teixeira, Henrique Zem Chequin Sprengel\",\"doi\":\"10.54265/msfl6995\",\"DOIUrl\":null,\"url\":null,\"abstract\":\"A Medicina Veterinária tem passado por uma grande revolução em busca do bem-estar animal. Um problema muito incômodo para o cão e seu tutor é a perda da visão. Normalmente os proprietários notam alterações no aspecto dos olhos de seu animal ou alterações em seu comportamento (colisão com objetos, relutância em subir ou descer escadas, apatia, agressividade, etc). 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