为了绘制(r)日常存在的地图:佩洛塔斯市LGBTQIA+社区的生活和空间实践

Pedro Alves, Gabriela Siqueira, Tiaraju Duarte
{"title":"为了绘制(r)日常存在的地图:佩洛塔斯市LGBTQIA+社区的生活和空间实践","authors":"Pedro Alves, Gabriela Siqueira, Tiaraju Duarte","doi":"10.21166/metapre.v6i.3257","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"O presente trabalho discute a construção de uma cartografia social da resistência LGBTQIA+ no espaço urbano do município de Pelotas. A análise é fruto da aproximação de duas pesquisas acadêmicas, sendo a primeira um trabalho de conclusão de curso de licenciatura em Geografia  intitulado “As múltiplas territorialidades do medo e violência LGBTQIA+ na cidade de Pelotas: Corpos em processo de exclusão” e o segunda um projeto desenvolvido junto ao grupo de pesquisa “Margens: grupos em processo de exclusão e suas formas de habitar Pelotas/RS” que investiga como os atores pertencentes a comunidade LGBTQIA+ fazem-cidade e exercem seu direito à cidade. Frente a esta apresentação, o objetivo do presente artigo é identificar e cartografar as violências vivenciadas e as estratégias de enfrentamento desenvolvidas por quem é LGBTQIA+ na cidade de Pelotas, possibilitando neste sentido construir recursos didáticos voltados a conscientização desta situação. Em termos metodológicos, para elencar os pontos que seriam marcados em nossa cartografia recorremos, além das pesquisas mencionadas anteriormente, a revisão bibliográfica de trabalhos que abordam questões relacionadas a pessoas LGBTQIA+ no contexto de Pelotas e que tratassem de lugares ou acontecimentos que envolvessem formas de resistência na cidade. O caminho que seguimos para construção da cartografia teve grande influência dos entendimentos, expostos no artigo “Mapas, mapeamentos e a cartografia da realidade”, do geógrafo Seemann (2003). Além disso, para a realização do artigo foram utilizados vídeos, colagens digitais, colagens digitais em vídeos, narrativas, imagens, como formas de representar um cenário urbano que está em constante movimento, construído e reconstruído pela incessante relação entre periferias e centro (AGIER, 2015). Como base conceitual, partimos de um entendimento de resistência formulado por Michel Foucault (1988). Como resultados, podemos visualizar que a cartografia possibilitou identificar locais considerados seguros ou representativos (MAGNANI, 1993) que puderam inclusive se apresentar como formas táticas (CERTEAU, 2008) para fazer-cidade e exercer o direito à cidade (AGIER, 2015) - de pessoas LGBTQIA+. Estes elementos foram explorados por nós como forma de apresentar com diferentes linguagens e possibilidades, por meio da elaboração dos recursos didáticos, uma cidade de Pelotas que é feita de resistência, ainda que em suas dinâmicas existem inúmeras situações de violência. Assim, utilizamos da cartografia como forma de contar, como coloca Jörn Seemann (2003), que a cidade é feita por pessoas LGBTQIA+ através da articulação criativa de ações de lutas e táticas cotidianas para contornar estas violências. ","PeriodicalId":117596,"journal":{"name":"Metodologias e Aprendizado","volume":"12 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2023-01-04","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":"{\"title\":\"Por uma cartografia do (r)existir cotidiano: o viver e as práticas espaciais da comunidade LGBTQIA+ no município de Pelotas\",\"authors\":\"Pedro Alves, Gabriela Siqueira, Tiaraju Duarte\",\"doi\":\"10.21166/metapre.v6i.3257\",\"DOIUrl\":null,\"url\":null,\"abstract\":\"O presente trabalho discute a construção de uma cartografia social da resistência LGBTQIA+ no espaço urbano do município de Pelotas. A análise é fruto da aproximação de duas pesquisas acadêmicas, sendo a primeira um trabalho de conclusão de curso de licenciatura em Geografia  intitulado “As múltiplas territorialidades do medo e violência LGBTQIA+ na cidade de Pelotas: Corpos em processo de exclusão” e o segunda um projeto desenvolvido junto ao grupo de pesquisa “Margens: grupos em processo de exclusão e suas formas de habitar Pelotas/RS” que investiga como os atores pertencentes a comunidade LGBTQIA+ fazem-cidade e exercem seu direito à cidade. Frente a esta apresentação, o objetivo do presente artigo é identificar e cartografar as violências vivenciadas e as estratégias de enfrentamento desenvolvidas por quem é LGBTQIA+ na cidade de Pelotas, possibilitando neste sentido construir recursos didáticos voltados a conscientização desta situação. Em termos metodológicos, para elencar os pontos que seriam marcados em nossa cartografia recorremos, além das pesquisas mencionadas anteriormente, a revisão bibliográfica de trabalhos que abordam questões relacionadas a pessoas LGBTQIA+ no contexto de Pelotas e que tratassem de lugares ou acontecimentos que envolvessem formas de resistência na cidade. O caminho que seguimos para construção da cartografia teve grande influência dos entendimentos, expostos no artigo “Mapas, mapeamentos e a cartografia da realidade”, do geógrafo Seemann (2003). Além disso, para a realização do artigo foram utilizados vídeos, colagens digitais, colagens digitais em vídeos, narrativas, imagens, como formas de representar um cenário urbano que está em constante movimento, construído e reconstruído pela incessante relação entre periferias e centro (AGIER, 2015). Como base conceitual, partimos de um entendimento de resistência formulado por Michel Foucault (1988). Como resultados, podemos visualizar que a cartografia possibilitou identificar locais considerados seguros ou representativos (MAGNANI, 1993) que puderam inclusive se apresentar como formas táticas (CERTEAU, 2008) para fazer-cidade e exercer o direito à cidade (AGIER, 2015) - de pessoas LGBTQIA+. Estes elementos foram explorados por nós como forma de apresentar com diferentes linguagens e possibilidades, por meio da elaboração dos recursos didáticos, uma cidade de Pelotas que é feita de resistência, ainda que em suas dinâmicas existem inúmeras situações de violência. Assim, utilizamos da cartografia como forma de contar, como coloca Jörn Seemann (2003), que a cidade é feita por pessoas LGBTQIA+ através da articulação criativa de ações de lutas e táticas cotidianas para contornar estas violências. \",\"PeriodicalId\":117596,\"journal\":{\"name\":\"Metodologias e Aprendizado\",\"volume\":\"12 1\",\"pages\":\"0\"},\"PeriodicalIF\":0.0000,\"publicationDate\":\"2023-01-04\",\"publicationTypes\":\"Journal Article\",\"fieldsOfStudy\":null,\"isOpenAccess\":false,\"openAccessPdf\":\"\",\"citationCount\":\"0\",\"resultStr\":null,\"platform\":\"Semanticscholar\",\"paperid\":null,\"PeriodicalName\":\"Metodologias e Aprendizado\",\"FirstCategoryId\":\"1085\",\"ListUrlMain\":\"https://doi.org/10.21166/metapre.v6i.3257\",\"RegionNum\":0,\"RegionCategory\":null,\"ArticlePicture\":[],\"TitleCN\":null,\"AbstractTextCN\":null,\"PMCID\":null,\"EPubDate\":\"\",\"PubModel\":\"\",\"JCR\":\"\",\"JCRName\":\"\",\"Score\":null,\"Total\":0}","platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Metodologias e Aprendizado","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.21166/metapre.v6i.3257","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
引用次数: 0

摘要

本文讨论了在佩洛塔斯市的城市空间中LGBTQIA+抵抗的社会制图的构建。分析水果两个学术研究的态度,是第一个完成工作的学位课程名为“多重地理territorialidades恐惧和暴力LGBTQIA +在来到市:身体排斥”过程中,研究小组的第二次开发项目“利润:排斥过程中的群体及其居住方式Pelotas/RS”调查了属于LGBTQIA+社区的行动者如何建造城市并行使他们对城市的权利。面对这一陈述,本文的目的是识别和绘制那些在佩洛塔斯市LGBTQIA+的人所经历的暴力和应对策略,从而建立教育资源,以提高对这种情况的认识。气候方面,对识别的点会被标记在我们映射对,除了前面提到的研究,文献回顾的工作解决问题的人LGBTQIA +环境好照顾来到的地方或事件涉及城市的抗药性。我们构建地图学的方式受到了地理学家Seemann(2003)的文章《地图、制图和现实地图学》中所揭示的理解的很大影响。此外,为了实现这篇文章,我们使用了视频、数字拼贴、视频中的数字拼贴、叙事、图像,作为一种方式来代表一个不断移动的城市场景,通过外围和中心之间不断的关系构建和重建(AGIER, 2015)。作为概念基础,我们从福柯(1988)对抵抗的理解开始。因此,我们可以看到,地图可以确定被认为是安全的或有代表性的地方(MAGNANI, 1993),甚至可以作为战术形式(CERTEAU, 2008),使城市和行使城市权利(AGIER, 2015) LGBTQIA+人。这些元素被我们探索,作为一种方式来呈现不同的语言和可能性,通过教学资源的发展,一个由抵抗组成的佩洛塔斯城市,尽管在它的动态中有许多暴力情况。因此,我们使用地图作为一种方式来讲述,正如jorn Seemann(2003)所指出的,城市是由LGBTQIA+的人通过创造性地表达斗争行动和日常策略来绕过这些暴力。
本文章由计算机程序翻译,如有差异,请以英文原文为准。
Por uma cartografia do (r)existir cotidiano: o viver e as práticas espaciais da comunidade LGBTQIA+ no município de Pelotas
O presente trabalho discute a construção de uma cartografia social da resistência LGBTQIA+ no espaço urbano do município de Pelotas. A análise é fruto da aproximação de duas pesquisas acadêmicas, sendo a primeira um trabalho de conclusão de curso de licenciatura em Geografia  intitulado “As múltiplas territorialidades do medo e violência LGBTQIA+ na cidade de Pelotas: Corpos em processo de exclusão” e o segunda um projeto desenvolvido junto ao grupo de pesquisa “Margens: grupos em processo de exclusão e suas formas de habitar Pelotas/RS” que investiga como os atores pertencentes a comunidade LGBTQIA+ fazem-cidade e exercem seu direito à cidade. Frente a esta apresentação, o objetivo do presente artigo é identificar e cartografar as violências vivenciadas e as estratégias de enfrentamento desenvolvidas por quem é LGBTQIA+ na cidade de Pelotas, possibilitando neste sentido construir recursos didáticos voltados a conscientização desta situação. Em termos metodológicos, para elencar os pontos que seriam marcados em nossa cartografia recorremos, além das pesquisas mencionadas anteriormente, a revisão bibliográfica de trabalhos que abordam questões relacionadas a pessoas LGBTQIA+ no contexto de Pelotas e que tratassem de lugares ou acontecimentos que envolvessem formas de resistência na cidade. O caminho que seguimos para construção da cartografia teve grande influência dos entendimentos, expostos no artigo “Mapas, mapeamentos e a cartografia da realidade”, do geógrafo Seemann (2003). Além disso, para a realização do artigo foram utilizados vídeos, colagens digitais, colagens digitais em vídeos, narrativas, imagens, como formas de representar um cenário urbano que está em constante movimento, construído e reconstruído pela incessante relação entre periferias e centro (AGIER, 2015). Como base conceitual, partimos de um entendimento de resistência formulado por Michel Foucault (1988). Como resultados, podemos visualizar que a cartografia possibilitou identificar locais considerados seguros ou representativos (MAGNANI, 1993) que puderam inclusive se apresentar como formas táticas (CERTEAU, 2008) para fazer-cidade e exercer o direito à cidade (AGIER, 2015) - de pessoas LGBTQIA+. Estes elementos foram explorados por nós como forma de apresentar com diferentes linguagens e possibilidades, por meio da elaboração dos recursos didáticos, uma cidade de Pelotas que é feita de resistência, ainda que em suas dinâmicas existem inúmeras situações de violência. Assim, utilizamos da cartografia como forma de contar, como coloca Jörn Seemann (2003), que a cidade é feita por pessoas LGBTQIA+ através da articulação criativa de ações de lutas e táticas cotidianas para contornar estas violências. 
求助全文
通过发布文献求助,成功后即可免费获取论文全文。 去求助
来源期刊
自引率
0.00%
发文量
0
×
引用
GB/T 7714-2015
复制
MLA
复制
APA
复制
导出至
BibTeX EndNote RefMan NoteFirst NoteExpress
×
提示
您的信息不完整,为了账户安全,请先补充。
现在去补充
×
提示
您因"违规操作"
具体请查看互助需知
我知道了
×
提示
确定
请完成安全验证×
copy
已复制链接
快去分享给好友吧!
我知道了
右上角分享
点击右上角分享
0
联系我们:info@booksci.cn Book学术提供免费学术资源搜索服务,方便国内外学者检索中英文文献。致力于提供最便捷和优质的服务体验。 Copyright © 2023 布克学术 All rights reserved.
京ICP备2023020795号-1
ghs 京公网安备 11010802042870号
Book学术文献互助
Book学术文献互助群
群 号:481959085
Book学术官方微信