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Jane Eyre e o projeto imperialista: uma leitura contrapontual
Este trabalho se propõe a fazer uma “leitura contrapontual” (SAID, 1995) do romance Jane Eyre tendo como foco o projeto imperialista inglês e a posição ocupada pelos personagens Jane Eyre, Rochester e Bertha Mason. O trabalho coloca em primeiro plano a imbricação entre identidade e questões como raça, nacionalidade, classe e gênero, a partir da interlocução com os escritores McLeod (2010), Spivak (1995) e Said (1995). Esse enfoque busca evidenciar o contexto colonial no romance de Charlotte Brontë, os fatores que determinaram a trajetória de progresso da protagonista Jane Eyre e a condição de exílio da personagem caribenha Bertha Mason. O trabalho examina a relação entre a origem colonial de Bertha e o seu (não) lugar tanto na sociedade inglesa quanto no romance inglês do século XIX. Por outro lado, a ascensão social e o prestígio do casal protagonista Jane Eyre e Rochester, bem como a posição de Jane como heroína individualista da ficção britânica do século XIX são abordadas diante do contexto do imperialismo e sua missão civilizatória.