{"title":"Transformação do Tempo Histórico","authors":"Zoltán Boldizsár Simon","doi":"10.5216/rth.v24i1.69676","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Nesse texto, defendo que, ao contrário do que dizem todos os rumores, o empreendimento da filosofia da história segue bem vivo nos dias de hoje – diria até indispensável. Isso não significa dizer, é claro, que as críticas do pós-guerra devem ser completamente desconsideradas. A questão não é como retornar a uma descreditada filosofia da história, idealizadora do conceito processual de história, dotada de direcionalidade, teleologia, sentido e substância inerentes no desenrolar das coisas humanas. A questão é se a possibilidade de mudança das coisas humanas no tempo pode ser conceitualizada enquanto ‘história’ sem invocar os atributos previamente mencionados. Essa não é uma pergunta fácil. Na realidade, essa pergunta consiste em outras duas perguntas distintas, mas profundamente interrelacionadas: primeiro, se é possível conceber um tempo histórico em outros termos que não processuais-desenvolvimentais; e segundo, se tal temporalidade outra-que-não-processual pode ainda ser ‘histórica’ no sentido de reter a possibilidade de mudança das coisas humanas no tempo.","PeriodicalId":40340,"journal":{"name":"RTH-Research Trends in Humanities Education & Philosophy","volume":"38 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.2000,"publicationDate":"2021-07-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"2","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"RTH-Research Trends in Humanities Education & Philosophy","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.5216/rth.v24i1.69676","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"0","JCRName":"HUMANITIES, MULTIDISCIPLINARY","Score":null,"Total":0}
引用次数: 2
Abstract
Nesse texto, defendo que, ao contrário do que dizem todos os rumores, o empreendimento da filosofia da história segue bem vivo nos dias de hoje – diria até indispensável. Isso não significa dizer, é claro, que as críticas do pós-guerra devem ser completamente desconsideradas. A questão não é como retornar a uma descreditada filosofia da história, idealizadora do conceito processual de história, dotada de direcionalidade, teleologia, sentido e substância inerentes no desenrolar das coisas humanas. A questão é se a possibilidade de mudança das coisas humanas no tempo pode ser conceitualizada enquanto ‘história’ sem invocar os atributos previamente mencionados. Essa não é uma pergunta fácil. Na realidade, essa pergunta consiste em outras duas perguntas distintas, mas profundamente interrelacionadas: primeiro, se é possível conceber um tempo histórico em outros termos que não processuais-desenvolvimentais; e segundo, se tal temporalidade outra-que-não-processual pode ainda ser ‘histórica’ no sentido de reter a possibilidade de mudança das coisas humanas no tempo.