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Abstract
Este artigo recoloca em cena a filosofia do ser nacional, tema tão em voga na primeira metade do século XX, a partir do debate mexicano, mas procura oferecer um olhar específico para a questão: aquele trazido por uma geração de autores que tematizou a questão do ser em diálogo com a filosofia existencial e não propriamente, como de praxe na época, a partir de uma direta associação entre ser e aspectos identitários ou essencialistas. Em diálogo com José Gaos, tradutor de Heidegger para o espanhol, mas sobretudo com o historiador Edmundo O’Gorman, foi possível observar que, face uma tradição de pensamento, especialmente no caso mexicano, que se valia das noções de ser e história para buscar certo substrato essencial que persiste no tempo de modo perene e constante, os autores que escrutinamos propõem uma importante ruptura: a reaproximação entre história e vida, ou história e existência, como forma de liberar o próprio pensamento histórico da camisa de força que o associava à reconstrução genealógica de identidades que perduram no tempo.