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Abstract
Determinado a mostrar que o modelo humanista de história da arte hierarquiza e exclui os saberes da disciplina, Georges Didi-Huberman recorre às ideias sobre a história apresentadas por Walter Benjamin. O pensador alemão desconfia do propósito do historiador que racionaliza os fatos, explicando-os por meios causalidades e motivações, e muitas vezes, ressaltando o caráter progressivo do processo histórico. As possibilidades de leitura do passado baseiam-se, aqui, na percepção de uma sobrevida do passado, e não numa continuidade histórica, a concepção reacende, em nosso texto, a relação entre o pensador alemão e o historiador da arte francês.