{"title":"Educação, hereditariedade e eugenia","authors":"Guilherme Prado Roitberg, Luiz Roberto Gomes","doi":"10.4025/rbhe.v23.2023.e249","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Octavio Domingues (1897-1972), professor, geneticista e diretor do periódico Boletim de Eugenia, é um intelectual ainda pouco estudado no campo da Educação, embora tenha publicado dezenas de artigos e livros sobre o tema. A partir de uma pesquisa documental em diálogo com a bibliografia especializada, o presente artigo analisa as publicações de Domingues na Revista de Agricultura, de 1926 a 1930, bem como no Boletim de Eugenia, de 1930 a 1932, explicitando a relação entre educação, hereditariedade e eugenia desenvolvida nesses periódicos. Conclui-se que Domingues considerou a educação como o meio mais profícuo para a formação da consciência eugênica, estruturando um projeto educacional elitista e autoritário, a despeito dos argumentos pró-miscigenação e ‘humanistas’ presentes em sua obra.","PeriodicalId":31193,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Historia da Educacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2023-01-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista Brasileira de Historia da Educacao","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.4025/rbhe.v23.2023.e249","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Octavio Domingues (1897-1972), professor, geneticista e diretor do periódico Boletim de Eugenia, é um intelectual ainda pouco estudado no campo da Educação, embora tenha publicado dezenas de artigos e livros sobre o tema. A partir de uma pesquisa documental em diálogo com a bibliografia especializada, o presente artigo analisa as publicações de Domingues na Revista de Agricultura, de 1926 a 1930, bem como no Boletim de Eugenia, de 1930 a 1932, explicitando a relação entre educação, hereditariedade e eugenia desenvolvida nesses periódicos. Conclui-se que Domingues considerou a educação como o meio mais profícuo para a formação da consciência eugênica, estruturando um projeto educacional elitista e autoritário, a despeito dos argumentos pró-miscigenação e ‘humanistas’ presentes em sua obra.