{"title":"A ORIGEM DA VIOLÊNCIA DENTRO DA SOCIEDADE NA PERSPECTIVA DE FREUD: UM ENSAIO TEÓRICO","authors":"Erica Fernandes da Silva","doi":"10.31072/rcf.v14i2.1284","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"A dificuldade em projetar-se no futuro pode ser vista como uma das consequências da crise de sentido vivida pela sociedade no século XX, onde as grandes narrativas que orientavam o desenvolvimento humano foram questionadas e desconstruídas. Isso pode ter gerado uma sensação de desamparo e emoção em relação ao futuro. Por outro lado, os discursos inflamados e miraculosos em curto prazo podem ser vistos como tentativas de preencher esse vazio, oferecendo soluções simplistas e imediatas para problemas complexos. Esses discursos costumam usar bodes expiatórios para canalizar a frustração e a raiva da sociedade, gerando polarização e conflito. No entanto, essa dinâmica não é apenas resultado de fatores externos, mas também está relacionada ao processo de constituição da subjetividade humana e do desenvolvimento da cultura. A violência pode ser vista como uma expressão do prazer pulsional desses discursos, ou seja, da satisfação momentânea que as pessoas experimentam ao se identificar com essas narrativas. Assim, a violência não é apenas uma questão de indivíduos ou grupos específicos, mas é um aspecto intrínseco ao processo de construção e desconstrução da civilização. Para superar essa dinâmica, é necessário cultivar uma visão mais ampla e crítica da realidade, que leve em conta a complexidade dos problemas e das relações humanas, e que seja capaz de oferecer soluções que respeitem a dignidade e a diversidade humana.","PeriodicalId":41098,"journal":{"name":"Revista Cientifica da Faculdade de Educacao e Meio Ambiente","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.1000,"publicationDate":"2023-08-08","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista Cientifica da Faculdade de Educacao e Meio Ambiente","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.31072/rcf.v14i2.1284","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"Q4","JCRName":"SOCIAL SCIENCES, INTERDISCIPLINARY","Score":null,"Total":0}
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Abstract
A dificuldade em projetar-se no futuro pode ser vista como uma das consequências da crise de sentido vivida pela sociedade no século XX, onde as grandes narrativas que orientavam o desenvolvimento humano foram questionadas e desconstruídas. Isso pode ter gerado uma sensação de desamparo e emoção em relação ao futuro. Por outro lado, os discursos inflamados e miraculosos em curto prazo podem ser vistos como tentativas de preencher esse vazio, oferecendo soluções simplistas e imediatas para problemas complexos. Esses discursos costumam usar bodes expiatórios para canalizar a frustração e a raiva da sociedade, gerando polarização e conflito. No entanto, essa dinâmica não é apenas resultado de fatores externos, mas também está relacionada ao processo de constituição da subjetividade humana e do desenvolvimento da cultura. A violência pode ser vista como uma expressão do prazer pulsional desses discursos, ou seja, da satisfação momentânea que as pessoas experimentam ao se identificar com essas narrativas. Assim, a violência não é apenas uma questão de indivíduos ou grupos específicos, mas é um aspecto intrínseco ao processo de construção e desconstrução da civilização. Para superar essa dinâmica, é necessário cultivar uma visão mais ampla e crítica da realidade, que leve em conta a complexidade dos problemas e das relações humanas, e que seja capaz de oferecer soluções que respeitem a dignidade e a diversidade humana.