Monalisa Pereira Santos, Lidyane Maria Ferreira de Souza
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Abstract
A mobilização política da identidade evangélica tem sido associada ao conservadorismo e, especialmente, à ideologia antigênero. Como a maioria da população evangélica é composta por mulheres negras e periféricas, neste artigo investigamos se o pertencimento religioso determina seus posicionamentos e atuações políticas, a partir das trajetórias das parlamentares Benedita da Silva e Mônica Francisco, especificamente quanto a duas pautas daquela ideologia: ataques a direitos de pessoas LGBTI e ao direito ao aborto. Conduzimos uma pesquisa bibliográfica e documental e concluímos que elas não promovem a ideologia antigênero. Ademais, seu pertencimento religioso compõe arranjos e repertórios junto a outros pertencimentos identitários e coletivos (movimentos) – mulheres, negras, faveladas – que informam seu lugar no mundo e seus compromissos políticos. Apontamos o racismo na homogeneização de pessoas negras e sugerimos abertura científica para o reconhecimento de diferentes formas de agência por mulheres negras evangélicas.
Benedita da Silva和Monica Francisco轨迹中的权利和信仰:黑人福音派贫民窟妇女和(反)性别意识形态
福音派身份的政治动员与保守主义,尤其是反性别意识形态有关。由于大多数福音派人口由黑人和边缘女性组成,在本文中,我们从议员Benedita da Silva和Mônica Francisco的轨迹,特别是关于这种意识形态的两个议程:攻击LGBTI人群的权利和堕胎权。我们进行了文献和文献研究,得出的结论是,它们并没有宣扬反性别意识形态。此外,他们的宗教归属与其他身份和集体财产(运动)——妇女、黑人、贫民窟——一起构成了安排和曲目,这些都为他们在世界上的地位和政治承诺提供了信息。我们指出了黑人同质化中的种族主义,并建议对福音派黑人女性承认不同形式的代理持科学开放态度。