Carla Aparecida Dias da Silva, Kátia Fernanda Alves Moreira
{"title":"VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA EM UMA CAPITAL DA AMAZÔNIA LEGAL ENTRE 2016 E 2021: UM ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO","authors":"Carla Aparecida Dias da Silva, Kátia Fernanda Alves Moreira","doi":"10.31072/rcf.v14i2.1287","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Introdução: O processo de envelhecimento traz desafios à saúde da pessoa idosa, sendo a violência um fator preocupante devido o aumento da vulnerabilidade que traz consequências inestimáveis. Objetivo: analisar o perfil epidemiológico das notificações de violência contra a pessoa idosa no período de 2016 a 2021. Material e métodos: estudo ecológico, descritivo, realizado no Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho-RO, cuja população alvo foram pessoas idosas, residentes no município, acometidas de algum tipo de violência interpessoal/autoprovocada e notificadas entre 2016 e 2021. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva através de frequências absolutas e relativas, discutidos à luz da literatura. Resultados: entre 2016 e 2021, foram notificados 59 casos de violência contra a pessoa idosa. A maioria aconteceu entre 60 e 69 anos (55,93%), sexo feminino (50,85%), raça/cor parda (60,01%), casados/união consensual (27,12%), com ausência de deficiência ou transtorno físico/mental (55,93%) e escolaridade ignorada/branco (50,85%). As violências interpessoais foram as mais notificadas (93,22%) sendo (42,37%) violência de repetição, na residência (81,36%), cujas principais unidades notificadoras foram às emergências (62,71). A violência física foi a mais frequente no sexo masculino (54,05%) e o abuso psicológico/moral (73,33%) no sexo feminino. O meio de agressão preferencial foi de força corporal/espancamento (38,57%) e o principal abusador foi o filho(a) (23,53%). Conclusão: foi evidenciada a necessidade de uma investigação aprofundada referente aos inúmeros casos subnotificados e a importância do cuidado voltado à saúde da pessoa idosa de maneira integral em todas as Redes de Atenção à Saúde, principalmente no que concerne a identificação precoce do abuso a pessoa idosa.","PeriodicalId":41098,"journal":{"name":"Revista Cientifica da Faculdade de Educacao e Meio Ambiente","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.1000,"publicationDate":"2023-07-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista Cientifica da Faculdade de Educacao e Meio Ambiente","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.31072/rcf.v14i2.1287","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"Q4","JCRName":"SOCIAL SCIENCES, INTERDISCIPLINARY","Score":null,"Total":0}
引用次数: 0
Abstract
Introdução: O processo de envelhecimento traz desafios à saúde da pessoa idosa, sendo a violência um fator preocupante devido o aumento da vulnerabilidade que traz consequências inestimáveis. Objetivo: analisar o perfil epidemiológico das notificações de violência contra a pessoa idosa no período de 2016 a 2021. Material e métodos: estudo ecológico, descritivo, realizado no Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho-RO, cuja população alvo foram pessoas idosas, residentes no município, acometidas de algum tipo de violência interpessoal/autoprovocada e notificadas entre 2016 e 2021. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva através de frequências absolutas e relativas, discutidos à luz da literatura. Resultados: entre 2016 e 2021, foram notificados 59 casos de violência contra a pessoa idosa. A maioria aconteceu entre 60 e 69 anos (55,93%), sexo feminino (50,85%), raça/cor parda (60,01%), casados/união consensual (27,12%), com ausência de deficiência ou transtorno físico/mental (55,93%) e escolaridade ignorada/branco (50,85%). As violências interpessoais foram as mais notificadas (93,22%) sendo (42,37%) violência de repetição, na residência (81,36%), cujas principais unidades notificadoras foram às emergências (62,71). A violência física foi a mais frequente no sexo masculino (54,05%) e o abuso psicológico/moral (73,33%) no sexo feminino. O meio de agressão preferencial foi de força corporal/espancamento (38,57%) e o principal abusador foi o filho(a) (23,53%). Conclusão: foi evidenciada a necessidade de uma investigação aprofundada referente aos inúmeros casos subnotificados e a importância do cuidado voltado à saúde da pessoa idosa de maneira integral em todas as Redes de Atenção à Saúde, principalmente no que concerne a identificação precoce do abuso a pessoa idosa.