{"title":"Entre barragens e Defesa Civil no Brasil: uma história de institucionalização recente da atenção sobre riscos socioambientais","authors":"Jó Klanovicz, Fabio Antonio Matucheski Zarpelon","doi":"10.33871/nupem.2022.14.32.280-298","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Analisa-se a institucionalização da prevenção e defesa contra tecnodesastres no Brasil, com atenção ao deslocamento histórico da defesa civil entre os anos 1970 e 2010. A leitura está ligada à percepção do papel que o desenvolvimento exerceu na grande aceleração brasileira desde os anos 1950, considerando a tecnologia de força bruta como categoria de análise para a interpretação. A emergência de paisagens “arriscadas” também está atrelada à perspectiva de um estado controlador de recursos naturais, e que passou, ao longo do século XX, a não medir esforços para a construção de instrumentos e percepções (leis, aparelhos burocráticos) que se ampararam na ideia de governo da técnica sobre recursos. Para isso, trabalhamos com a leitura de documentos legislativos e técnicos. A partir deles, tecemos uma análise documental, tendo o cuidado de prestar atenção, também, para os discursos, à luz do cotejo com uma discussão mais ampla sobre sociedade de risco.","PeriodicalId":30444,"journal":{"name":"Revista NUPEM","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-05-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista NUPEM","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.33871/nupem.2022.14.32.280-298","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Analisa-se a institucionalização da prevenção e defesa contra tecnodesastres no Brasil, com atenção ao deslocamento histórico da defesa civil entre os anos 1970 e 2010. A leitura está ligada à percepção do papel que o desenvolvimento exerceu na grande aceleração brasileira desde os anos 1950, considerando a tecnologia de força bruta como categoria de análise para a interpretação. A emergência de paisagens “arriscadas” também está atrelada à perspectiva de um estado controlador de recursos naturais, e que passou, ao longo do século XX, a não medir esforços para a construção de instrumentos e percepções (leis, aparelhos burocráticos) que se ampararam na ideia de governo da técnica sobre recursos. Para isso, trabalhamos com a leitura de documentos legislativos e técnicos. A partir deles, tecemos uma análise documental, tendo o cuidado de prestar atenção, também, para os discursos, à luz do cotejo com uma discussão mais ampla sobre sociedade de risco.