ANÁLISE DO PERFIL CLÍNICO E SOCIODEMOGRÁFICO DE PACIENTES COM ANEMIA FALCIFORME E ÚLCERA DE PERNA NO SUL DA BAHIA

IF 1.5 Q3 HEMATOLOGY
Hematology, Transfusion and Cell Therapy Pub Date : 2026-10-01 Epub Date: 2026-10-21 DOI:10.1016/j.htct.2026.106612
Renata Vitória Dos Santos BORBA, Cides Guilherme Dos Santos NETO, Alexandre Pedreira DA PAIXÃO, Gustavo Assunção SOARES, Nathália Santos DIAS, Maria Eduarda Freire DOS SANTOS, Milena Magalhães ALELUIA
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O estudo objetiva analisar o perfil clínico e sociodemográfico de pacientes com doença falciforme (DF), caracteriza as úlceras de perna e as abordagens terapêuticas utilizadas. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), sob o CAAE nº 47456021.4.0000.5526. Participaram do estudo 55 adultos e crianças com diagnóstico de DF, acompanhados pelo Centro de Referência em Doença Falciforme de Itabuna (CERDOFI) e pelo Programa de Doença Falciforme de Ilhéus (PRODOFI). Entre os participantes, 13 apresentavam úlceras de perna, enquanto 42 não possuíam até o momento da pesquisa. Entre os pacientes com úlceras, observou-se predomínio do sexo masculino, correspondente a 60% dos casos. A idade variou entre 20 e 51 anos, indicando maior ocorrência entre adultos jovens e indivíduos de meia-idade. Todos os participantes se autodeclararam negros. Quanto à escolaridade, 60% possuíam formação entre o ensino fundamental II completo e o ensino médio incompleto. Em relação à situação ocupacional, todos relataram ausência de vínculo empregatício. Além disso, 60% apresentavam renda per capita de até um salário-mínimo, enquanto 40% relataram renda inferior a um salário mínimo, apontando vulnerabilidade socioeconômica. A idade ao diagnóstico apresentou ampla variação, desde os seis meses de vida até os 25 anos. Todos os pacientes relataram a ocorrência de crises vaso-oclusivas, sendo que 40% apresentaram oito ou mais episódios. A utilização de hidroxiureia foi relatada por 100% dos participantes avaliados. Quanto às características das úlceras de perna, 80% apresentavam lesões bilaterais, enquanto um paciente possuía lesão apenas no membro inferior esquerdo. O surgimento da primeira úlcera ocorreu precocemente, entre 9 e 20 anos, em 80% dos casos. Entre os possíveis fatores desencadeantes, 40% dos pacientes relataram coceira ou prurido e outros 40%, a formação de bolhas. As lesões apresentaram duração variável, entre um mês e 38 anos, fator de elevada cronicidade. Também foram observadas recorrências, com registro de até três episódios no mesmo membro. Em relação ao tratamento tópico, 60% dos pacientes utilizavam terapia compressiva. Antimicrobianos e antissépticos estavam presentes em 60% dos tratamentos, enquanto 40% utilizavam produtos com propriedades hidratantes e cicatrizantes. Outras abordagens, como alginato e papaína, também foram relatadas. Conclui-se que os participantes apresentavam elevado grau de vulnerabilidade socioeconômica, evidenciado pela ausência de vínculo empregatício, baixa renda per capita e reduzido nível de escolaridade. Tais fatores podem agravar as limitações físicas e psicossociais associadas à doença. Além disso, a persistência de crises dolorosas e episódios vaso-oclusivos, mesmo com o acompanhamento médico e tratamento contínuo, reforça a necessidade de assistência multidisciplinar e atualização dos protocolos terapêuticos destinados às pessoas com doença falciforme e úlceras de perna.</div></div><div>A anemia falciforme integra o grupo das doenças falciformes, condições hereditárias decorrentes de uma mutação no gene da β-globina, que resulta na substituição do ácido glutâmico pela valina. Essa alteração leva à formação da hemoglobina S (HbS), que, em condições de desoxigenação, pode polimerizar e levar a falcização das hemácias. Clinicamente, os pacientes apresentam anemia hemolítica crônica, crises dolorosas vaso-oclusivas, fadiga, suscetibilidade a infecções e outras complicações. O estudo objetiva analisar o perfil clínico e sociodemográfico de pacientes com doença falciforme (DF), caracteriza as úlceras de perna e as abordagens terapêuticas utilizadas. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), sob o CAAE nº 47456021.4.0000.5526. Participaram do estudo 55 adultos e crianças com diagnóstico de DF, acompanhados pelo Centro de Referência em Doença Falciforme de Itabuna (CERDOFI) e pelo Programa de Doença Falciforme de Ilhéus (PRODOFI). Entre os participantes, 13 apresentavam úlceras de perna, enquanto 42 não possuíam até o momento da pesquisa. Entre os pacientes com úlceras, observou-se predomínio do sexo masculino, correspondente a 60% dos casos. A idade variou entre 20 e 51 anos, indicando maior ocorrência entre adultos jovens e indivíduos de meia-idade. Todos os participantes se autodeclararam negros. Quanto à escolaridade, 60% possuíam formação entre o ensino fundamental II completo e o ensino médio incompleto. Em relação à situação ocupacional, todos relataram ausência de vínculo empregatício. Além disso, 60% apresentavam renda per capita de até um salário-mínimo, enquanto 40% relataram renda inferior a um salário mínimo, apontando vulnerabilidade socioeconômica. A idade ao diagnóstico apresentou ampla variação, desde os seis meses de vida até os 25 anos. Todos os pacientes relataram a ocorrência de crises vaso-oclusivas, sendo que 40% apresentaram oito ou mais episódios. A utilização de hidroxiureia foi relatada por 100% dos participantes avaliados. Quanto às características das úlceras de perna, 80% apresentavam lesões bilaterais, enquanto um paciente possuía lesão apenas no membro inferior esquerdo. O surgimento da primeira úlcera ocorreu precocemente, entre 9 e 20 anos, em 80% dos casos. Entre os possíveis fatores desencadeantes, 40% dos pacientes relataram coceira ou prurido e outros 40%, a formação de bolhas. As lesões apresentaram duração variável, entre um mês e 38 anos, fator de elevada cronicidade. Também foram observadas recorrências, com registro de até três episódios no mesmo membro. Em relação ao tratamento tópico, 60% dos pacientes utilizavam terapia compressiva. Antimicrobianos e antissépticos estavam presentes em 60% dos tratamentos, enquanto 40% utilizavam produtos com propriedades hidratantes e cicatrizantes. Outras abordagens, como alginato e papaína, também foram relatadas. Conclui-se que os participantes apresentavam elevado grau de vulnerabilidade socioeconômica, evidenciado pela ausência de vínculo empregatício, baixa renda per capita e reduzido nível de escolaridade. Tais fatores podem agravar as limitações físicas e psicossociais associadas à doença. 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Abstract

A anemia falciforme integra o grupo das doenças falciformes, condições hereditárias decorrentes de uma mutação no gene da β-globina, que resulta na substituição do ácido glutâmico pela valina. Essa alteração leva à formação da hemoglobina S (HbS), que, em condições de desoxigenação, pode polimerizar e levar a falcização das hemácias. Clinicamente, os pacientes apresentam anemia hemolítica crônica, crises dolorosas vaso-oclusivas, fadiga, suscetibilidade a infecções e outras complicações. O estudo objetiva analisar o perfil clínico e sociodemográfico de pacientes com doença falciforme (DF), caracteriza as úlceras de perna e as abordagens terapêuticas utilizadas. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), sob o CAAE nº 47456021.4.0000.5526. Participaram do estudo 55 adultos e crianças com diagnóstico de DF, acompanhados pelo Centro de Referência em Doença Falciforme de Itabuna (CERDOFI) e pelo Programa de Doença Falciforme de Ilhéus (PRODOFI). Entre os participantes, 13 apresentavam úlceras de perna, enquanto 42 não possuíam até o momento da pesquisa. Entre os pacientes com úlceras, observou-se predomínio do sexo masculino, correspondente a 60% dos casos. A idade variou entre 20 e 51 anos, indicando maior ocorrência entre adultos jovens e indivíduos de meia-idade. Todos os participantes se autodeclararam negros. Quanto à escolaridade, 60% possuíam formação entre o ensino fundamental II completo e o ensino médio incompleto. Em relação à situação ocupacional, todos relataram ausência de vínculo empregatício. Além disso, 60% apresentavam renda per capita de até um salário-mínimo, enquanto 40% relataram renda inferior a um salário mínimo, apontando vulnerabilidade socioeconômica. A idade ao diagnóstico apresentou ampla variação, desde os seis meses de vida até os 25 anos. Todos os pacientes relataram a ocorrência de crises vaso-oclusivas, sendo que 40% apresentaram oito ou mais episódios. A utilização de hidroxiureia foi relatada por 100% dos participantes avaliados. Quanto às características das úlceras de perna, 80% apresentavam lesões bilaterais, enquanto um paciente possuía lesão apenas no membro inferior esquerdo. O surgimento da primeira úlcera ocorreu precocemente, entre 9 e 20 anos, em 80% dos casos. Entre os possíveis fatores desencadeantes, 40% dos pacientes relataram coceira ou prurido e outros 40%, a formação de bolhas. As lesões apresentaram duração variável, entre um mês e 38 anos, fator de elevada cronicidade. Também foram observadas recorrências, com registro de até três episódios no mesmo membro. Em relação ao tratamento tópico, 60% dos pacientes utilizavam terapia compressiva. Antimicrobianos e antissépticos estavam presentes em 60% dos tratamentos, enquanto 40% utilizavam produtos com propriedades hidratantes e cicatrizantes. Outras abordagens, como alginato e papaína, também foram relatadas. Conclui-se que os participantes apresentavam elevado grau de vulnerabilidade socioeconômica, evidenciado pela ausência de vínculo empregatício, baixa renda per capita e reduzido nível de escolaridade. Tais fatores podem agravar as limitações físicas e psicossociais associadas à doença. Além disso, a persistência de crises dolorosas e episódios vaso-oclusivos, mesmo com o acompanhamento médico e tratamento contínuo, reforça a necessidade de assistência multidisciplinar e atualização dos protocolos terapêuticos destinados às pessoas com doença falciforme e úlceras de perna.
A anemia falciforme integra o grupo das doenças falciformes, condições hereditárias decorrentes de uma mutação no gene da β-globina, que resulta na substituição do ácido glutâmico pela valina. Essa alteração leva à formação da hemoglobina S (HbS), que, em condições de desoxigenação, pode polimerizar e levar a falcização das hemácias. Clinicamente, os pacientes apresentam anemia hemolítica crônica, crises dolorosas vaso-oclusivas, fadiga, suscetibilidade a infecções e outras complicações. O estudo objetiva analisar o perfil clínico e sociodemográfico de pacientes com doença falciforme (DF), caracteriza as úlceras de perna e as abordagens terapêuticas utilizadas. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), sob o CAAE nº 47456021.4.0000.5526. Participaram do estudo 55 adultos e crianças com diagnóstico de DF, acompanhados pelo Centro de Referência em Doença Falciforme de Itabuna (CERDOFI) e pelo Programa de Doença Falciforme de Ilhéus (PRODOFI). Entre os participantes, 13 apresentavam úlceras de perna, enquanto 42 não possuíam até o momento da pesquisa. Entre os pacientes com úlceras, observou-se predomínio do sexo masculino, correspondente a 60% dos casos. A idade variou entre 20 e 51 anos, indicando maior ocorrência entre adultos jovens e indivíduos de meia-idade. Todos os participantes se autodeclararam negros. Quanto à escolaridade, 60% possuíam formação entre o ensino fundamental II completo e o ensino médio incompleto. Em relação à situação ocupacional, todos relataram ausência de vínculo empregatício. Além disso, 60% apresentavam renda per capita de até um salário-mínimo, enquanto 40% relataram renda inferior a um salário mínimo, apontando vulnerabilidade socioeconômica. A idade ao diagnóstico apresentou ampla variação, desde os seis meses de vida até os 25 anos. Todos os pacientes relataram a ocorrência de crises vaso-oclusivas, sendo que 40% apresentaram oito ou mais episódios. A utilização de hidroxiureia foi relatada por 100% dos participantes avaliados. Quanto às características das úlceras de perna, 80% apresentavam lesões bilaterais, enquanto um paciente possuía lesão apenas no membro inferior esquerdo. O surgimento da primeira úlcera ocorreu precocemente, entre 9 e 20 anos, em 80% dos casos. Entre os possíveis fatores desencadeantes, 40% dos pacientes relataram coceira ou prurido e outros 40%, a formação de bolhas. As lesões apresentaram duração variável, entre um mês e 38 anos, fator de elevada cronicidade. Também foram observadas recorrências, com registro de até três episódios no mesmo membro. Em relação ao tratamento tópico, 60% dos pacientes utilizavam terapia compressiva. Antimicrobianos e antissépticos estavam presentes em 60% dos tratamentos, enquanto 40% utilizavam produtos com propriedades hidratantes e cicatrizantes. Outras abordagens, como alginato e papaína, também foram relatadas. Conclui-se que os participantes apresentavam elevado grau de vulnerabilidade socioeconômica, evidenciado pela ausência de vínculo empregatício, baixa renda per capita e reduzido nível de escolaridade. Tais fatores podem agravar as limitações físicas e psicossociais associadas à doença. Além disso, a persistência de crises dolorosas e episódios vaso-oclusivos, mesmo com o acompanhamento médico e tratamento contínuo, reforça a necessidade de assistência multidisciplinar e atualização dos protocolos terapêuticos destinados às pessoas com doença falciforme e úlceras de perna.
南巴伊亚州镰状细胞性贫血和腿溃疡患者的临床和社会人口学特征分析
镰状细胞性贫血是镰状细胞性疾病的一部分,是由β-珠蛋白基因突变引起的遗传性疾病,导致谷氨酸被缬氨酸取代。这种变化导致血红蛋白S (HbS)的形成,在脱氧条件下,血红蛋白S可以聚合并导致红细胞镰状化。临床上,患者表现为慢性溶血性贫血、血管闭塞疼痛危象、疲劳、易感染等并发症。本研究旨在分析镰状细胞病(scd)患者的临床和社会人口学特征,腿部溃疡的特征和使用的治疗方法。该项目由圣克鲁斯州立大学(UESC)研究伦理委员会批准,CAAE nº47456021.4.0000.5526。该研究包括55名被诊断为scd的成人和儿童,由Itabuna镰状细胞病参考中心(CERDOFI)和ilheus镰状细胞病计划(PRODOFI)监测。在参与者中,13人患有腿部溃疡,而42人在研究时没有。之间的男性患者的溃疡,有汗,对应于60%的病例。年龄在20 - 51岁之间,在年轻人和中年人中发病率较高。所有参与者都宣称自己是黑人。在教育方面,60%的人在完成小学二年级和不完成高中教育之间接受过培训。职业的情况,所有报告缺乏empregatício链接。此外,60%的人的人均收入低于最低工资,40%的人的人均收入低于最低工资,表明社会经济脆弱性。诊断时的年龄差异很大,从6个月大到25岁。所有病人患花瓶-oclusivas危机的发生,40%没有八个或更多。100%的评估参与者报告了羟基脲的使用。在腿部溃疡特征方面,80%为双侧病变,1例患者仅左肢病变。第一次溃疡的出现很早,在9到20年之间,80%的病例。之间的可能因素,40%的患者报告的前兆或瘙痒和40%,泡沫的形成。病变呈变长,一个月,38岁,因素之间的疾病。也被观察到三次的循环,用记录的成员。相对于局部治疗,60%的患者用于治疗compressiva。抗菌素和子弹都分布在60%的治疗,40%用于护肤品和治疗产品。其他方法,如海藻酸和木瓜蛋白酶,也被报道。淡,参与者都存在高度脆弱的经济之间缺乏联系,证明了empregatício,人均收入低,低水平的教育。类因素会严重的身体和心理的疾病。此外,持久性的痛苦和危机事件的-oclusivos,咨询医生和持续的治疗,加强多学科需要帮助和更新的协议治疗镰状细胞病和溃疡患者的腿。在镰状细胞血症疾病组的成员所带来的基因变异,遗传条件β-globina替换,导致谷氨酸的缬氨酸。这种变化导致血红蛋白S (HbS)的形成,在脱氧条件下,血红蛋白S可以聚合并导致红细胞镰状化。临床上,患者表现为慢性溶血性贫血、血管闭塞疼痛危象、疲劳、易感染等并发症。本研究旨在分析镰状细胞病(scd)患者的临床和社会人口学特征,腿部溃疡的特征和使用的治疗方法。该项目由圣克鲁斯州立大学(UESC)研究伦理委员会批准,CAAE nº47456021.4.0000.5526。该研究包括55名被诊断为scd的成人和儿童,由Itabuna镰状细胞病参考中心(CERDOFI)和ilheus镰状细胞病计划(PRODOFI)监测。在参与者中,13人患有腿部溃疡,而42人在研究时没有。溃疡患者以男性为主,占60%。年龄在20 - 51岁之间,在年轻人和中年人中发病率较高。所有参与者都宣称自己是黑人。在教育方面,60%的人在完成小学二年级和不完成高中教育之间接受过培训。
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