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Abstract
A crise pandêmica revelou de forma contundente os problemas inerentes do ser humano, do destino e da dor, ao revelar situações extremas em que a incerteza substituiu a previsibilidade da vida cotidiana, sobretudo, a pandemia do Covid-19 impôs desafios inesperados à economia, à sociabilidade e às instituições de fé. Para tanto, esta pesquisa analisa a resposta das instituições religiosas e sua autodeterminação em manter os locais de culto diante das diretrizes de segurança e saúde pública que orientou a quarentena, incluindo as restrições impostas pela Administração Pública Superior, examinando as limitações impostas aos locais de culto à luz da ordem constitucional, bem como a preocupação sanitária das autoridades públicas e as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) nas ADPF’s 701 e 811. Concluindo-se que, durante o período pandêmico, a restrição aos locais de culto representou um sacrifício para as instituições de fé em termos de dogmatismo fisiológico, mas não como espaço de espiritualidade comunitária, uma vez que a segurança pública demandava medidas sanitárias urgentes e necessárias frente à devastação causada pela Covid-19.