Gabriele Lenhart, Tatiana Dourado Hoffmann, Maria Cristina Werlang, C. Blatt
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Abstract
Objetivos: Descrever a atuação do farmacêutico clínico, perfil dos pacientes, medicamentos, exames, taxa de óbito e tempo de internação de pacientes internados em unidade de terapia intensiva (UTI) por Covid-19. Métodos: Estudo de coorte retrospectivo não-comparado de pacientes adultos internados em UTI por Covid-19 no período de seis meses. Foram coletados os dados de dose, frequência e tempo de tratamento de antimicrobianos, corticosteroides, anticoagulantes, colchicina, ivermectina e bloqueadores neuromusculares e resultados dos exames de creatinina, D-dímeros, ALT (alanina aminotransferase), AST (aspartato aminotransferase) e bilirrubina. Bem como, o motivo, quantidade e o desfecho das intervenções farmacêuticas realizadas. Os dados referem-se aos primeiros 15 dias de internação e foram coletados do prontuário eletrônico, portal Scola® de exames laboratoriais e do sistema de inteligência artificial NoHarm®. Resultados: Incluiu-se 174 pacientes, a média de idade foi de 61,8 ± 14,1 anos, tempo de internação de 17,3 ± 14,4 dias, sexo masculino (58,0%), com comorbidades prévias (95,4%), em uso de ventilação mecânica (75,4%) e mortalidade de 58,0%. Os antimicrobianos foram mais utilizados, seguido de corticosteroides e anticoagulantes. Idade, uso de ventilação mecânica, indicação para uso de anticoagulante, alteração de creatinina e ALT foram associados com o óbito. Foi realizada uma intervenção farmacêutica a cada 13,1 prescrições avaliadas, com uma taxa de aceitação de 86,8%. Conclusões: As intervenções farmacêuticas e seus desfechos mostraram a importância do farmacêutico no cuidado do paciente crítico com Covid-19 em conjunto com a equipe multiprofissional.