{"title":"A edição brasileira do Methodo Zaba (1870) e seus usos escolares na Bahia","authors":"Carollina Carvalho Ramos de Lima","doi":"10.4025/rbhe.v24.2024.e303","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Neste artigo, investigo a materialidade da edição brasileira do Methodo Zaba (1870), de autoria do polonês Napoleão Félix Zaba (1803-1885), buscando desvelar relações com práticas escolares observáveis nos registros produzidos, em 1871, por dois professores do ensino público baiano: José Lourenço Ferreira Cajaty e João Theodoro Araponga. Para tanto, por meio de pesquisa bibliográfica e documental e entendendo o impresso como objeto cultural complexo (Chartier, 1991, 1998) e produto da indústria escolar (Meda, 2015), no texto, apresento as caraterísticas formais e o conteúdo do material didático e, depois, exploro a materialidade do método à luz do fazer docente e da cultura escolar, reconhecendo possíveis usos e apropriações nos relatos de Cajaty e Araponga, com o intuito de demonstrar que conhecimentos e métodos de ensino são reelaborados e reinventados por meio das experiências e práticas pedagógicas (Schueler, 2005), bem como se revelam nas interações dos indivíduos com o mundo em sua forma material (Vidal, 2006).","PeriodicalId":31193,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Historia da Educacao","volume":"166 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2023-09-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista Brasileira de Historia da Educacao","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.4025/rbhe.v24.2024.e303","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Neste artigo, investigo a materialidade da edição brasileira do Methodo Zaba (1870), de autoria do polonês Napoleão Félix Zaba (1803-1885), buscando desvelar relações com práticas escolares observáveis nos registros produzidos, em 1871, por dois professores do ensino público baiano: José Lourenço Ferreira Cajaty e João Theodoro Araponga. Para tanto, por meio de pesquisa bibliográfica e documental e entendendo o impresso como objeto cultural complexo (Chartier, 1991, 1998) e produto da indústria escolar (Meda, 2015), no texto, apresento as caraterísticas formais e o conteúdo do material didático e, depois, exploro a materialidade do método à luz do fazer docente e da cultura escolar, reconhecendo possíveis usos e apropriações nos relatos de Cajaty e Araponga, com o intuito de demonstrar que conhecimentos e métodos de ensino são reelaborados e reinventados por meio das experiências e práticas pedagógicas (Schueler, 2005), bem como se revelam nas interações dos indivíduos com o mundo em sua forma material (Vidal, 2006).