Christianne Thatiana Ramos de Souza, Jayna Suenne Silva da Silva
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Abstract
A universidade pública deve propagar ações inclusivas destinadas às pessoas com deficiência. As sociedades atuais têm privilegiado modelos que valorizam a produtividade e a perfeição em detrimento do respeito à di- ferença. Em diferentes realidades, é comum evidenciar inúmeras conquistas normativas. Todavia, preceitos e ações excludentes são igualmente presentes nas relações e nos discursos sociais, localizando a deficiência estritamente no organismo. Os objetivos deste estudo foram conhecer as concepções sobre deficiência de estudantes de Licenciatura em Pedagogia do campus Guamá da Universidade Federal do Pará, situado em Belém/PA, e fazer um levan- tamento da formação inicial recebida por estes alunos acerca da educação especial. Foram entrevistados 14 estudantes, sendo dois de cada ano letivo, compreendendo o período eleito entre os anos de 2017 e 2020. As respostas foram organizadas em três eixos temáticos: concepções sobre a deficiência; formação inicial docente; e concepção sobre o preconceito. A análise das entrevistas indicou as seguintes concepções: metafisica, biológica, social e justaposta. Com o maior índice de concordância voltado para a concepção biológica. Nota-se que, mesmo dentro do contexto universitário, que é rico em diversidade, alguns discentes ainda estão em processo de elaboração e formação de conceito em relação à deficiência, e muitos ainda atribuem a deficiência somente ao organismo. Os resultados desta pesquisa permitiram reconhecer como um pequeno grupo de estudantes compreende alguns as- suntos relevantes, como: a deficiência, a inclusão, o preconceito e formação inicial.