{"title":"CARACTERIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL: UM ESTUDO A PARTIR DOS DADOS DO CENSO DA EDUCAÇÃO BÁSICA","authors":"Luciana Amaral Garcia, Maély Ferreira Holanda Ramos","doi":"10.48075/educare.v17i42.24253","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Nos últimos anos, o campo político e científico tem demonstrado preocupações com a Educação Básica, especialmente na etapa da Educação Infantil. Esta pesquisa tem por objetivo caracterizar a Educação Infantil no Brasil, a partir de dados obtidos por meio da pesquisa do Censo da Educação Básica (2018). Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem quantitativa, exploratória e descritiva, que se utilizou de coleta em fontes documentais secundárias. Todos os comparativos das variáveis correspondem ao período de 2014 a 2018, e indicam que ocorreu um aumento nas matrículas na Educação Infantil (5,3%) com a oferta da creche. No entanto, crianças de 4 anos correspondem a terceira faixa-etária que menos frequenta a escola. Sobre as condições infraestruturais das unidades responsáveis por este nível de ensino, os números apontam que apenas 27% das escolas municipais dispõem de área verde para os seus alunos e nas redes estadual (36,8%) e privada (30,9%) esse percentual também é baixo. A respeito da formação do profissional da educação de crianças pequenas, é perceptível o aumento, ocorrido nos últimos 5 anos, de profissionais que possuem formação em nível superior (69,3%), porém quando visualizado o Estado do Pará, a situação demonstra que nem a metade da meta estipulada para o estado foi alcançada. Conclui-se, portanto, que o processo para se obter melhorias nesta etapa está em andamento, sendo necessário o acompanhamento dos investimentos políticos nos diferentes aspectos da Educação Infantil.","PeriodicalId":228791,"journal":{"name":"Educere et Educare","volume":"28 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-12-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Educere et Educare","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.48075/educare.v17i42.24253","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Nos últimos anos, o campo político e científico tem demonstrado preocupações com a Educação Básica, especialmente na etapa da Educação Infantil. Esta pesquisa tem por objetivo caracterizar a Educação Infantil no Brasil, a partir de dados obtidos por meio da pesquisa do Censo da Educação Básica (2018). Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem quantitativa, exploratória e descritiva, que se utilizou de coleta em fontes documentais secundárias. Todos os comparativos das variáveis correspondem ao período de 2014 a 2018, e indicam que ocorreu um aumento nas matrículas na Educação Infantil (5,3%) com a oferta da creche. No entanto, crianças de 4 anos correspondem a terceira faixa-etária que menos frequenta a escola. Sobre as condições infraestruturais das unidades responsáveis por este nível de ensino, os números apontam que apenas 27% das escolas municipais dispõem de área verde para os seus alunos e nas redes estadual (36,8%) e privada (30,9%) esse percentual também é baixo. A respeito da formação do profissional da educação de crianças pequenas, é perceptível o aumento, ocorrido nos últimos 5 anos, de profissionais que possuem formação em nível superior (69,3%), porém quando visualizado o Estado do Pará, a situação demonstra que nem a metade da meta estipulada para o estado foi alcançada. Conclui-se, portanto, que o processo para se obter melhorias nesta etapa está em andamento, sendo necessário o acompanhamento dos investimentos políticos nos diferentes aspectos da Educação Infantil.