Marcia Giraldez Evald, Gustavo de Oliveira Figueiredo
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Abstract
Introdução/Objetivo: O artigo discute resultados de uma pesquisa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que teve como objetivos analisar o discurso das políticas públicas de avaliação para o ensino superior no Brasil e compreender como elas são recontextualizadas na prática da instituição. Metodologia: Fundamentado na abordagem histórico-dialética analisou como as reformas neoliberais têm interferido na formulação e desenvolvimento das práticas de avaliação na universidade pública. Os conceitos de Stephen Ball sobre recontextualização e ciclo de políticas nos auxiliaram na compreensão do hiato entre o texto da política e sua realidade na prática. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com setores e instâncias estratégicas responsáveis pela avaliação na universidade, com ênfase no Centro de Ciências da Saúde, incluindo diretores dos cursos de Medicina, Odontologia, Nutrição e Enfermagem. Resultados: Os dados foram interpretados com apoio da técnica de análise de conteúdo e os resultados agrupados em cinco dimensões de análise: 1. Relações entre neoliberalismo, globalização e educação superior; 2. Reformas universitárias e políticas educacionais no Brasil; 3. A diversidade das múltiplas abordagens teóricas sobre avaliação; 4. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior; 5. Desafios na prática de avaliação na UFRJ. Ficou evidente a tensão entre o discurso da avaliação participativa e a realidade hierarquizada das práticas de avaliação como dispositivos para implementar tecnologias de regulação, controle e desempenho. Conclusão: Embora seja inegável a importância do trabalho que é desenvolvido pela universidade, as práticas de avaliação são pouco participativas e não estão relacionadas a um processo de aprendizado e desenvolvimento institucional.