Amanda Knecht de Bairros, B. Hillesheim, Mozart Linhares da Silva
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Abstract
As mulheres negras estão em um lugar desfavorecido na sociedade, expostas a diferentes tipos de violência, incluindo o que diz respeito ao acesso à saúde. Partindo deste pressuposto, realizou-se uma análise das políticas públicas de saúde voltadas para as mulheres negras, visando compreender de que forma busca-se dar conta das demandas especificas dessa população. Como metodologia, analisaram-se três documentos elaborados pelo Ministério da Saúde, onde se observou o contexto em que as palavras “mulheres negras”, “mulheres brancas”, “população negra”, “raça” e “cor”, se inserem. Problematizou-se, a partir dos estudos culturais, sobre se as políticas públicas de saúde estão produzindo visibilidade ou invisibilidade em relação às mulheres negras, partindo do entendimento de que, quando um determinado grupo é mais vulnerável em relação aos outros, não nomeá-lo tende a ser mais uma forma de exclusão. Através da análise dos documentos, elencaram-se duas categorias de análise, onde, na primeira, buscou-se discutir sobre identidade, diferença e branquitude, visto que a identidade branca, nos documentos, permanece invisível. Após, reflete-se sobre a relação da cor com o conceito de vulnerabilidade social.