{"title":"MEU CORPO, MINHA VIDA: CIDADANIA, DIREITOS HUMANOS E MULHERES","authors":"A. Colling, Paula Tatiane de Azevedo","doi":"10.31512/19819250.2019.20.01.74-88","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Historicamente as mulheres avancaram em todas as areas pelas quais lutaram – trabalho, educacao, voto, metodos contraceptivos, etc., mas nesta espiral ascendente de conquistas, duas questoes teimam em permanecer – o patriarcado (poder de uns sobre outras) e a violencia contra as mulheres. O Brasil nao carece de leis igualitarias; figuramos entre os paises que mais protegem legalmente as mulheres. Mas entre a pena da lei e a cultura que sempre encarou com naturalidade o assedio, o estupro, a violencia e a morte, ha um longo caminho a percorrer. Neste texto onde historiamos os Direitos Humanos e a Cidadania e sua relacao com as mulheres nos deparamos com um foco de poder – o corpo feminino. Historicamente desqualificado, um corpo a ser utilizado, agredido, violado. Como falar em Direitos Humanos como direitos universais, em Cidadania para todos, se nos deparamos cotidianamente com a calamidade publica que e a violencia contra a mulher? Paradoxalmente como falar em direitos humanos e etica, se este mesmo corpo agredido, assassinado e aquele que produz seres humanos?","PeriodicalId":311499,"journal":{"name":"Revista de Ciências Humanas","volume":"17 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2019-04-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista de Ciências Humanas","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.31512/19819250.2019.20.01.74-88","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Historicamente as mulheres avancaram em todas as areas pelas quais lutaram – trabalho, educacao, voto, metodos contraceptivos, etc., mas nesta espiral ascendente de conquistas, duas questoes teimam em permanecer – o patriarcado (poder de uns sobre outras) e a violencia contra as mulheres. O Brasil nao carece de leis igualitarias; figuramos entre os paises que mais protegem legalmente as mulheres. Mas entre a pena da lei e a cultura que sempre encarou com naturalidade o assedio, o estupro, a violencia e a morte, ha um longo caminho a percorrer. Neste texto onde historiamos os Direitos Humanos e a Cidadania e sua relacao com as mulheres nos deparamos com um foco de poder – o corpo feminino. Historicamente desqualificado, um corpo a ser utilizado, agredido, violado. Como falar em Direitos Humanos como direitos universais, em Cidadania para todos, se nos deparamos cotidianamente com a calamidade publica que e a violencia contra a mulher? Paradoxalmente como falar em direitos humanos e etica, se este mesmo corpo agredido, assassinado e aquele que produz seres humanos?