Aura, gramática da performance e tecnicização: reflexão sobre obra e performance musical a partir dos pensamentos de Walter Benjamin, Nicholas Cook e Walter Wiora
{"title":"Aura, gramática da performance e tecnicização: reflexão sobre obra e performance musical a partir dos pensamentos de Walter Benjamin, Nicholas Cook e Walter Wiora","authors":"Patrick Moreira de Souza Lima","doi":"10.11606/issn.2447-7117.rt.2022.200637","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Walter Benjamin é um dos mais influentes pensadores sobre o fenômeno artístico no século XX, tendo estabelecido importantes conceitos como aura e reprodutibilidade técnica. Nicholas Cook, por sua vez, é um dos mais importantes membros da chamada Nova Musicologia, que tem refletido sobre o fenômeno da obra musical reificada e a primazia desta sobre a performance musical. Com o intuito de se fazer uma leitura sobre uma história global da música, o musicólogo alemão Walter Wiora propôs a divisão da história em quatro eras, da pré-história à era das grandes inovações tecnológicas e da indústria cultural global. Este trabalho tem por objetivo, refletir sobre a performance musical no âmbito da música de concerto hoje, a partir do estabelecimento de uma relação entre os pensamentos destes três autores. Baseando-se nos Estudos da Performance, propõe-se aqui o entendimento da performance como obra e, a partir disso, uma análise sobre o estado da performance musical a partir da visão benjaminiana da obra na era da reprodutibilidade técnica. Relacionam-se assim a perda da aura benjaminiana na performance musical ao conceito de gramática da performance de Nicholas Cook e à leitura sobre a tecnicização e a artificialização que Walter Wiora faz sobre a música de vanguarda do século XX. Discutida a problemática da performance musical no contexto da obra musical reificada, faz-se, ainda, uma reflexão sobre o papel do músico oriundo de um país colonizado na manutenção dos paradigmas próprios da música de concerto.","PeriodicalId":238168,"journal":{"name":"Revista da Tulha","volume":"65 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-02-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista da Tulha","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.11606/issn.2447-7117.rt.2022.200637","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
引用次数: 0
Abstract
Walter Benjamin é um dos mais influentes pensadores sobre o fenômeno artístico no século XX, tendo estabelecido importantes conceitos como aura e reprodutibilidade técnica. Nicholas Cook, por sua vez, é um dos mais importantes membros da chamada Nova Musicologia, que tem refletido sobre o fenômeno da obra musical reificada e a primazia desta sobre a performance musical. Com o intuito de se fazer uma leitura sobre uma história global da música, o musicólogo alemão Walter Wiora propôs a divisão da história em quatro eras, da pré-história à era das grandes inovações tecnológicas e da indústria cultural global. Este trabalho tem por objetivo, refletir sobre a performance musical no âmbito da música de concerto hoje, a partir do estabelecimento de uma relação entre os pensamentos destes três autores. Baseando-se nos Estudos da Performance, propõe-se aqui o entendimento da performance como obra e, a partir disso, uma análise sobre o estado da performance musical a partir da visão benjaminiana da obra na era da reprodutibilidade técnica. Relacionam-se assim a perda da aura benjaminiana na performance musical ao conceito de gramática da performance de Nicholas Cook e à leitura sobre a tecnicização e a artificialização que Walter Wiora faz sobre a música de vanguarda do século XX. Discutida a problemática da performance musical no contexto da obra musical reificada, faz-se, ainda, uma reflexão sobre o papel do músico oriundo de um país colonizado na manutenção dos paradigmas próprios da música de concerto.