TRATANDO RECIDIVA DA HIPERPLASIA FIBROEPITELIAL MAMÁRIA FELINA: RELATO DE CASO

Evelynne Hildegard Marques de Melo, Mariana Ferreira do Amaral, Flávia Figueiraujo Jabour, Ana Emília das Neves Diniz, Diogo Ribeiro Câmara, Annelise Castanha Barreto Tenório Nunes
{"title":"TRATANDO RECIDIVA DA HIPERPLASIA FIBROEPITELIAL MAMÁRIA FELINA: RELATO DE CASO","authors":"Evelynne Hildegard Marques de Melo, Mariana Ferreira do Amaral, Flávia Figueiraujo Jabour, Ana Emília das Neves Diniz, Diogo Ribeiro Câmara, Annelise Castanha Barreto Tenório Nunes","doi":"10.54265/nddw8590","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"ÁREA: MEDICINA FELINA Introdução: Hiperplasia Fibroepitelial Mamária (HFM) é uma enfermidade caracterizada pela proliferação de células normais da mama, resultando em aumentos aberrantes do tecido, com etiologia relacionada à progesterona (P4), sendo mais prevalente em gatas púberes, em gestação ou submetidas a P4 exógena. Na etiopatogenia, estão além da P4, endógena ou exógena, o Hormônio do Crescimento (GH) e Fator de Crescimento Semelhante a Insulina-1 (IGF-I). Ulceração, necrose e hemorragias são frequentes nas apresentações complexas da doença. As mamas retornam ao seu estado fisiológico após a ovariohisterectomia (OVH), sendo este o tratamento eficaz ou após administração de fármaco bloqueador de receptores de P4, importante adjuvante terapêutico. Embora a doença possa se manifestar associada a um quadro inflamatório grave, o uso de corticoides é inadvertido por ser um estimulador do GH. Objetivo: Relatar conduta terapêutica em uma gata com HFM redicivante após OVH. Relato de caso: Foi atendida em uma clínica popular em Maceió-AL, uma gata domiciliada, sem raça definida, um ano, não castrada, não vacinada e não vermifugada, apresentando aumento mamário generalizado, ulcerado com rupturas cutânea. Clinicamente estava em bom estado de alerta e sem outras complicações. No histórico havia administração de inibidor de cio injetável pela tutora, aproximadamente duas semanas antes do aumento mamário, e encontrava-se em terapêutica com corticoide prescrito por médico veterinário suspeitando de neoplasia sendo preparando para mastectomia com ausência de investigação diagnóstica. A nova condução clínica iniciou por citologia mamária, tratamento tópico das feridas com pomada a base de neomicina e bacitracina mantendo uso de roupa protetora até a cicatrização. Uma OVH por acesso mediano foi realizada. Enfrentou-se difícil acesso abdominal devido a barreira de edema mamário. A gata foi acompanhada a cada 10 dias e a involução mamária total ocorreu em 60 dias. Após dois meses, observou-se aumento mamário assimétrico acelerado em quatro mamas, contudo sem ulceração cutânea. As superfícies das mamas maiores, torácica esquerda, atingiram curvatura de 14 cm. Citologia aspirativa confirmou a recidiva. Inicciou-se terapêutica com Aglepristone (10mg/kg/24h) por quatro dias consecutivos, observando-se marcante involução mamária cinco dias após o início deste tratamento. Na sequência, como forma de observar ovários remanescentes, realizou-se ultrassonografia, e embora achados não conclusivos, a OVH foi refeita por laparotomia lateral esquerda, eliminando possível resquício ovariano, mas que macroscopicamente não foi visualizado. Recidivas de HFM, são relatadas em gatas tratadas unicamente com antiprogestágeno, após mastectomia parcial, presença de P4 exógena latente ou naquelas com ovário remanescente. A atividade residual de P4 exógena ou a presença de ovários ou seus resquícios, mantendo atividade lútea, ou uso de corticoides, podem agir nos receptores de P4 mamário em sinergia com GH e IGF-1 permitindo ação autócrina, parácrina e endócrina, tornando as mamas um sítio autônomo de P4. Conclusão: Citologia mamária é um método simples para diferenciar HFM de neoplasia. Em casos de HFM exuberantes, a OVH deve preferencialmente ocorrer por acesso abdominal lateral. Este relato destaca fatores possíveis da recidiva da HFM, como P4 exógena residual, resquício ovariano e uso de corticoides por contribuírem com sítios ativos de P4 mamário. PALAVRAS-CHAVE: aglepristone, gata, hiperplasia mamária, progesterona, recidiva","PeriodicalId":165648,"journal":{"name":"Anais do Congresso Online Acadêmico de Medicina Veterinária","volume":"7 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-03-21","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Anais do Congresso Online Acadêmico de Medicina Veterinária","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.54265/nddw8590","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract

ÁREA: MEDICINA FELINA Introdução: Hiperplasia Fibroepitelial Mamária (HFM) é uma enfermidade caracterizada pela proliferação de células normais da mama, resultando em aumentos aberrantes do tecido, com etiologia relacionada à progesterona (P4), sendo mais prevalente em gatas púberes, em gestação ou submetidas a P4 exógena. Na etiopatogenia, estão além da P4, endógena ou exógena, o Hormônio do Crescimento (GH) e Fator de Crescimento Semelhante a Insulina-1 (IGF-I). Ulceração, necrose e hemorragias são frequentes nas apresentações complexas da doença. As mamas retornam ao seu estado fisiológico após a ovariohisterectomia (OVH), sendo este o tratamento eficaz ou após administração de fármaco bloqueador de receptores de P4, importante adjuvante terapêutico. Embora a doença possa se manifestar associada a um quadro inflamatório grave, o uso de corticoides é inadvertido por ser um estimulador do GH. Objetivo: Relatar conduta terapêutica em uma gata com HFM redicivante após OVH. Relato de caso: Foi atendida em uma clínica popular em Maceió-AL, uma gata domiciliada, sem raça definida, um ano, não castrada, não vacinada e não vermifugada, apresentando aumento mamário generalizado, ulcerado com rupturas cutânea. Clinicamente estava em bom estado de alerta e sem outras complicações. No histórico havia administração de inibidor de cio injetável pela tutora, aproximadamente duas semanas antes do aumento mamário, e encontrava-se em terapêutica com corticoide prescrito por médico veterinário suspeitando de neoplasia sendo preparando para mastectomia com ausência de investigação diagnóstica. A nova condução clínica iniciou por citologia mamária, tratamento tópico das feridas com pomada a base de neomicina e bacitracina mantendo uso de roupa protetora até a cicatrização. Uma OVH por acesso mediano foi realizada. Enfrentou-se difícil acesso abdominal devido a barreira de edema mamário. A gata foi acompanhada a cada 10 dias e a involução mamária total ocorreu em 60 dias. Após dois meses, observou-se aumento mamário assimétrico acelerado em quatro mamas, contudo sem ulceração cutânea. As superfícies das mamas maiores, torácica esquerda, atingiram curvatura de 14 cm. Citologia aspirativa confirmou a recidiva. Inicciou-se terapêutica com Aglepristone (10mg/kg/24h) por quatro dias consecutivos, observando-se marcante involução mamária cinco dias após o início deste tratamento. Na sequência, como forma de observar ovários remanescentes, realizou-se ultrassonografia, e embora achados não conclusivos, a OVH foi refeita por laparotomia lateral esquerda, eliminando possível resquício ovariano, mas que macroscopicamente não foi visualizado. Recidivas de HFM, são relatadas em gatas tratadas unicamente com antiprogestágeno, após mastectomia parcial, presença de P4 exógena latente ou naquelas com ovário remanescente. A atividade residual de P4 exógena ou a presença de ovários ou seus resquícios, mantendo atividade lútea, ou uso de corticoides, podem agir nos receptores de P4 mamário em sinergia com GH e IGF-1 permitindo ação autócrina, parácrina e endócrina, tornando as mamas um sítio autônomo de P4. Conclusão: Citologia mamária é um método simples para diferenciar HFM de neoplasia. Em casos de HFM exuberantes, a OVH deve preferencialmente ocorrer por acesso abdominal lateral. Este relato destaca fatores possíveis da recidiva da HFM, como P4 exógena residual, resquício ovariano e uso de corticoides por contribuírem com sítios ativos de P4 mamário. PALAVRAS-CHAVE: aglepristone, gata, hiperplasia mamária, progesterona, recidiva
猫乳腺纤维上皮增生复发的治疗:病例报告
背景:乳腺纤维上皮增生(fmm)是一种以正常乳腺细胞增殖导致组织异常增加为特征的疾病,其病因与孕酮(P4)有关,在青春期、怀孕或外源性P4的猫中更为普遍。在发病机制中,除了内源性或外源性P4外,还有生长激素(GH)和胰岛素样生长因子-1 (IGF-I)。溃疡、坏死和出血在疾病的复杂表现中很常见。卵巢子宫切除术(OVH)后,乳房恢复到其生理状态,这是有效的治疗或给予P4受体阻滞剂药物后,重要的治疗辅助。虽然这种疾病可能表现为与严重的炎症有关,但皮质类固醇的使用是不被注意的,因为它是生长激素的刺激物。摘要目的:探讨复发性fh后猫的治疗方法。病例报告:在maceio -AL的一个受欢迎的诊所,一只猫住在家里,没有确定的品种,一岁,没有阉割,没有接种疫苗,没有驱虫,乳房肿大,溃疡和皮肤破裂。临床上,他状态良好,没有其他并发症。在历史上,在隆胸前大约两周,导师给她注射了可注射的cio抑制剂,她正在接受兽医开的皮质类固醇治疗,怀疑有肿瘤,为乳房切除术做准备,没有诊断调查。新的临床方法从乳腺细胞学开始,用新霉素和杆菌肽软膏局部治疗伤口,同时使用防护服直到愈合。进行中位入路OVH。由于乳腺水肿屏障,腹部通路困难。每10天对猫进行一次随访,60天发生全乳房退化。两个月后,观察到4个乳房加速不对称增大,但没有皮肤溃疡。左胸大的乳房表面弯曲14厘米。抽吸细胞学检查证实复发。用阿格列普司酮(10mg/kg/24h)连续4天开始治疗,5天后观察到明显的乳腺退化。随后,作为观察剩余卵巢的一种方法,进行了超声检查,尽管结果不确定,但OVH通过左侧剖腹手术重建,消除了可能的卵巢残余,但肉眼看不到。据报道,仅用抗孕激素治疗的猫在部分乳房切除术后,存在潜在的外源性P4或卵巢剩余的猫的HFM复发。外源性P4残留活性或卵巢或其残留的存在,维持黄体活性,或皮质激素的使用,可以作用于乳腺P4受体,与GH和IGF-1协同,实现自分泌、旁分泌和内分泌作用,使乳腺成为一个自主的P4位点。结论:乳腺细胞学是鉴别HFM与肿瘤的一种简单方法。在HFM旺盛的病例中,OVH最好通过腹侧通路进行。本报告强调了fh复发的可能因素,如残留的外源性P4、卵巢残留和皮质类固醇的使用,这些因素有助于乳腺P4的活性部位。关键词:aglepristone, gata,乳腺增生,孕酮,复发
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