{"title":"《事物的主人:存在的交响乐》","authors":"Chirléia Rabelo Alves","doi":"10.3895/RL.V23N42.8798","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Este trabalho tem como objetivo escutar e dialogar com e sobre a obra de Manoel de Barros, mais especificamente seu Livro Sobre Nada, como produção poético-musical. Com exemplos didáticos e mesmo um diálogo da construção poética manoelina com a inovadora des-construção da forma tradicional sinfônica realizada por Beethoven em sua “Nona Sinfonia”, buscamos observar o apelo da construção manoelina de realizar-se como música – pensada aqui como essa pro-dução do homem, criando e realizando para se relacionar com o real. Apoiando nossas reflexões, estruturadas na questão da linguagem, em autores como Heidegger e Emmanuel Carneiro Leão, Charles Rosen e Joaquim Zamacois, buscamos dialogar com a própria palavra “música” em sua concretude ontológica originária, não representacional ou dependente da mediação de sistemas de representação da experiência concreta com o fenômeno musical: dialogar no lugar em que não há a cisão entre poesia e música. Pensamos Barros em seu musicar das coisas, sua busca por esse “nada” criativo que o leva a compõe sua des-sinfonia do ser. Concluímos com a questão de que compreender essa construção manoelina no seu apelo de realizar música, no seu lugar de des-limite e estranheza inovadora e criativa, amplia as nossas próprias fronteiras do pensar música e poesia.","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"3 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.1000,"publicationDate":"2021-10-09","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":"{\"title\":\"Do maestro das coisas: A des-sinfonia do ser\",\"authors\":\"Chirléia Rabelo Alves\",\"doi\":\"10.3895/RL.V23N42.8798\",\"DOIUrl\":null,\"url\":null,\"abstract\":\"Este trabalho tem como objetivo escutar e dialogar com e sobre a obra de Manoel de Barros, mais especificamente seu Livro Sobre Nada, como produção poético-musical. Com exemplos didáticos e mesmo um diálogo da construção poética manoelina com a inovadora des-construção da forma tradicional sinfônica realizada por Beethoven em sua “Nona Sinfonia”, buscamos observar o apelo da construção manoelina de realizar-se como música – pensada aqui como essa pro-dução do homem, criando e realizando para se relacionar com o real. Apoiando nossas reflexões, estruturadas na questão da linguagem, em autores como Heidegger e Emmanuel Carneiro Leão, Charles Rosen e Joaquim Zamacois, buscamos dialogar com a própria palavra “música” em sua concretude ontológica originária, não representacional ou dependente da mediação de sistemas de representação da experiência concreta com o fenômeno musical: dialogar no lugar em que não há a cisão entre poesia e música. Pensamos Barros em seu musicar das coisas, sua busca por esse “nada” criativo que o leva a compõe sua des-sinfonia do ser. Concluímos com a questão de que compreender essa construção manoelina no seu apelo de realizar música, no seu lugar de des-limite e estranheza inovadora e criativa, amplia as nossas próprias fronteiras do pensar música e poesia.\",\"PeriodicalId\":40243,\"journal\":{\"name\":\"Revista de Letras\",\"volume\":\"3 1\",\"pages\":\"\"},\"PeriodicalIF\":0.1000,\"publicationDate\":\"2021-10-09\",\"publicationTypes\":\"Journal Article\",\"fieldsOfStudy\":null,\"isOpenAccess\":false,\"openAccessPdf\":\"\",\"citationCount\":\"0\",\"resultStr\":null,\"platform\":\"Semanticscholar\",\"paperid\":null,\"PeriodicalName\":\"Revista de Letras\",\"FirstCategoryId\":\"1085\",\"ListUrlMain\":\"https://doi.org/10.3895/RL.V23N42.8798\",\"RegionNum\":4,\"RegionCategory\":\"文学\",\"ArticlePicture\":[],\"TitleCN\":null,\"AbstractTextCN\":null,\"PMCID\":null,\"EPubDate\":\"\",\"PubModel\":\"\",\"JCR\":\"0\",\"JCRName\":\"LITERARY THEORY & CRITICISM\",\"Score\":null,\"Total\":0}","platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista de Letras","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.3895/RL.V23N42.8798","RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"0","JCRName":"LITERARY THEORY & CRITICISM","Score":null,"Total":0}
Este trabalho tem como objetivo escutar e dialogar com e sobre a obra de Manoel de Barros, mais especificamente seu Livro Sobre Nada, como produção poético-musical. Com exemplos didáticos e mesmo um diálogo da construção poética manoelina com a inovadora des-construção da forma tradicional sinfônica realizada por Beethoven em sua “Nona Sinfonia”, buscamos observar o apelo da construção manoelina de realizar-se como música – pensada aqui como essa pro-dução do homem, criando e realizando para se relacionar com o real. Apoiando nossas reflexões, estruturadas na questão da linguagem, em autores como Heidegger e Emmanuel Carneiro Leão, Charles Rosen e Joaquim Zamacois, buscamos dialogar com a própria palavra “música” em sua concretude ontológica originária, não representacional ou dependente da mediação de sistemas de representação da experiência concreta com o fenômeno musical: dialogar no lugar em que não há a cisão entre poesia e música. Pensamos Barros em seu musicar das coisas, sua busca por esse “nada” criativo que o leva a compõe sua des-sinfonia do ser. Concluímos com a questão de que compreender essa construção manoelina no seu apelo de realizar música, no seu lugar de des-limite e estranheza inovadora e criativa, amplia as nossas próprias fronteiras do pensar música e poesia.