Lucas Jampersa, Adriele Barbosa Paisca, Cristiano Miranda de Araújo, G. Massi
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Conclusão: As alterações na linguagem foi a queixa fonoaudiológica mais encontrada nas vítimas. Em muitos casos não foi possível obter informações sobre o desfecho da situação de violência, devido ao abandono do trabalho fonoaudiológico. Nas situações com desfechos favoráveis, este acontecimento ocorreu devido à remoção do agressor do contexto familiar, o acompanhamento de todos os envolvidos ou o encaminhamento da vítima para tratamentos interdisciplinares. Com relação ao desenrolar da queixa fonoaudiológica, os casos que tiveram evolução, foram os acompanhados de maneira interdisciplinar, principalmente com tratamento psicólogo dos envolvidos. 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Evolução e desfecho de casos de violência intrafamiliar contra crianças e adolescentes:
Objetivo: investigar as alterações fonoaudiológicas encontradas em casos de violência intrafamiliar contra crianças e adolescentes, bem como analisar a evolução e o desfecho dos casos atendidos por fonoaudiólogos. Método: Estudo transversal, produzido por meio da aplicação de questionários com fonoaudiólogos clínicos que atendiam a crianças e adolescentes nos estados do Paraná e Santa Catarina. A exploração dos dados foi pautada na metodologia de Análise do Conteúdo (AC). Resultados: Dos 75 fonoaudiólogos pesquisados, 52% atenderam a crianças e/ou adolescentes suspeitos ou confirmados de sofrerem violência. Deste número, 59,5% dos profissionais continuaram acompanhado os casos e 40,5% descontinuaram o acompanhamento. Conclusão: As alterações na linguagem foi a queixa fonoaudiológica mais encontrada nas vítimas. Em muitos casos não foi possível obter informações sobre o desfecho da situação de violência, devido ao abandono do trabalho fonoaudiológico. Nas situações com desfechos favoráveis, este acontecimento ocorreu devido à remoção do agressor do contexto familiar, o acompanhamento de todos os envolvidos ou o encaminhamento da vítima para tratamentos interdisciplinares. Com relação ao desenrolar da queixa fonoaudiológica, os casos que tiveram evolução, foram os acompanhados de maneira interdisciplinar, principalmente com tratamento psicólogo dos envolvidos. Pode-se notar, também, que os profissionais que relacionaram a queixa fonoaudiológica com a situação de violência atuaram de forma mais humanizada, olhando o sujeito como um todo, permitindo o seu progresso terapêutico.