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Capitalismo na Europa Medieval: a contabilidade impulsionou o genuíno espírito capitalista?
O propósito deste ensaio teórico é analisar se a contabilidade impulsionou, de forma genuína, a prática capitalista europeia medieval por meio do método da dupla entrada. O estudo centra-se entre os séculos XIII a XVIII, com retorno à Antiguidade. O método é dialético-historial como exame dos fatos. As inferências foram feitas a partir da tese de Sombart, cuja ideia é de que o capitalismo europeu medieval só foi possível por causa da contabilidade de dupla entrada. Em contrapartida, Yamey contesta essa posição. De outra parte, para Sanandaji, o capitalismo não nasceu na Europa medieval, mas na Antiguidade. Este ensaio detectou evidências em Guanzi, Arthaśāstra e Ciropédia, ao apontarem marcas do capitalismo no mundo antigo. Mattessich revela que, no mundo antigo, já existia o princípio da dualidade, responsável pelo registro das transações negociais daquela época. As reflexões alcançadas sugerem afirmar que a contabilidade contribuiu tanto para a prática capitalista medieval na Europa quanto para o mundo antigo. Tais evidências insinuam a ausência de um espírito europeu genuíno tanto para o método contábil quanto para o capitalismo, na medida em que os elementos, pretensamente, genuínos foram trazidos da Ásia e do Oriente, como: a aritmética comercial e as regras de escrituração contábil.