Pedro Baches Jorge, Mariana Belaunde Toledo, Flora Chaves Mari, Rodrigo Ruas Floriano de Toledo, Marcos Vaz de Lima, Jan Willem Cerf Sprey
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A tensão muscular, cãibras, piora dos sintomas com o exercício físico, dor e redução da sensibilidade na parte superior do pé são os principais sintomas relacionados a essa síndrome, sendo o diagnóstico essencialmente clínico. Embora controversa e com algumas limitações, a medição da pressão intracompartimental após o exercício tem sido utilizada para o diagnóstico da SCC. No entanto, novas ferramentas estão sendo estudadas como alternativa, especialmente aquelas que são menos invasivas, como a imagem de ressonância magnética (RM) após protocolo de exercício. A fasciotomia aberta foi porvários anos o tratamento mais relevante para SCC em atletas, porém novas técnicas cirúrgicas estão ganhando importância, como a fasciotomia minimamente invasiva e o procedimento endoscópico. Alguns tratamentos conservadores são promissores como alternativas possíveis para aqueles que não desejam a cirurgia, mas ainda há falta de evidências robustas para sustentá-los, especialmente para atletas.","PeriodicalId":21536,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Ortopedia","volume":"5 9","pages":""},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2024-07-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":"{\"title\":\"A síndrome compartimental crônica em atletas\",\"authors\":\"Pedro Baches Jorge, Mariana Belaunde Toledo, Flora Chaves Mari, Rodrigo Ruas Floriano de Toledo, Marcos Vaz de Lima, Jan Willem Cerf Sprey\",\"doi\":\"10.1055/s-0044-1787766\",\"DOIUrl\":null,\"url\":null,\"abstract\":\"A síndrome compartimental crônica (SCC) pode ser definida como uma elevação da pressão dentro de um espaço fibro-ósseo não expansível, que surge por meio de atividades físicas contínuas e intensas, com sintomas que geralmente melhoram com repouso ou redução da atividade. 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