Greiziene Araújo Queiroz, Sônia De Souza Mendonça Menezes
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Este artigo apresenta uma reflexão teórica ancorada em geógrafos(as), sociólogos(as), antropólogos(as) e filósofos(as) que contribuíram com o entendimento da técnica, do espaço geográfico e da alimentação. O objetivo é analisar a trajetória da técnica na alimentação e como ela se apresenta na comida de rua. Optou-se em utilizar a proposta de periodização de Santos (2006) que subdivide a história do meio geográfico em três etapas: meio natural, meio técnico e meio técnico-científico-informacional. A escolha teórica reside na utilização da técnica como elemento central na discussão e por admiti-la como elo entre o tempo e o espaço. Metodologicamente, optou-se pela pesquisa bibliográfica e pela coleta de dados secundários em instituições oficiais. Utilizou-se também de diário de campo, de planilha de observação, de registros fotográficos, com a utilização de estúdio portátil e entrevistas semiestruturadas com a técnica snowball para obtenção de dados primários. Conclui-se que a alimentação passou por mudanças drásticas tanto na obtenção quanto na sua elaboração. O que anteriormente era fruto de uma relação direta entre o homem e a natureza, mediada pelas técnicas da sobrevivência, passa a ser conduzida pela indústria, ciência e informação. Uma relação antagônica se estabelece: ao mesmo tempo em que há afastamento do fogão e da cozinha por boa parte das pessoas no espaço urbano, há também uma reaproximação das técnicas por meio de comida de rua.